Arauto da Consciência (antigo Consciência Efervescente)
9fev/100

TV Animal fora do ar: parabéns, SBT, por tamanha estupidez

O SBT parecia ter tomado vergonha na cara e lançado um programa de conteúdo educativo e conscientizador, e melhor, voltado para animais, abordando até um pouquinho de direitos animais (pelo menos constava isso na proposta do programa). Parecia estar começando a reconhecer o (teórico) papel social da televisão de prover informação, educação extraescolar e conscientização, como eu desejava.

Para quem sequer lembrava que o SBT existe, esta é a notícia de quando a emissora lançou esse programa, com uma proposta muito boa:

TV Animal retorna à grade do SBT totalmente reformulado

Um programa com proposta educativa e informativa que leva entretenimento para toda a família, principalmente para os amantes de animais

O "TV Animal" retorna à grade do SBT totalmente reformulado com a apresentação de Beto Marden a partir de 9 de outubro. A atração reúne quadros que proporcionam aos telespectadores conhecimento e curiosidades sobre os hábitos de animais de espécies variadas semanalmente, sempre às sextas-feiras, às 20h15.

Nesta quarta, 30 de setembro, o SBT reuniu jornalistas de diversos veículos de imprensa no Aquário de São Paulo, Zona Sul da cidade, para apresentar a nova atração.

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9fev/100

Poesia: Vasto mar de álcool

Socorro!
Estou me afogando
Neste vasto mar de álcool
Que me cerca!
Este mar implacável de etanol
Da cerveja, da cachaça, do vinho, do whisky
Cheio de barcos, de pessoas amantes do mar
Não tem ninguém para me ouvir
Para me ver sofrer
Estou sem fôlego
Sem forças
Sem ânimo
Sem esperança
Sem vida!
Não aguento mais viver
Cercado de álcool!

Estou cansado de nadar
Exausto
Já nadei por quilômetros ao meu redor
Por anos e anos
Por entre os tantos barcos de gente que gosta desse mar
(e eu não gosto, nunca gostei)
E não encontrei sequer um chão onde pisar
E descansar
Neste mar alcoólico.

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8fev/100

Vídeo para refletir: Alcides, a vontade derrotada pela realidade

Apesar de ser da Globo, o vídeo cai muito bem em mostrar à sociedade a que ponto chegamos: pessoas sonhadoras valentíssimas terminam mortas por causa da criminalidade insuportável que existe no Brasil.

Fica a pergunta: por que o povo NÃO reage? Por que o carnaval e o Big Besteirol Brasil estão sendo mais importantes do que qualquer problema social deste país?

Leia mais no blog Acerto de Contas: Alcides, a derrota da vontade sobre a realidade

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8fev/100

Em defesa de Yu-Gi-Oh!: por que os ataques cristãos ao desenho e ao jogo são absurdos

Artigo escrito em setembro de 2008. Hoje a época é de Yu-Gi-Oh GX e 5D's, mas o texto não perde a atualidade pelo fato de ainda existirem ataques a jogos e animes de temáticas que afrontam o etnocentrismo cristão.

Em 2008, numa nostalgia de lembrar a adolescência, resolvi rever episódios do anime Yu-Gi-Oh!, que tem o menino Yugi Moto (escrito ao redor do mundo como Yugi Muto ou Mutou) e o espírito do Faraó Yami/Atem que incorpora o primeiro como protagonistas. Como era de se esperar, me lembrei das inúmeras “críticas” (eufemismo de condenações) vindas de denominações cristãs ora contra o desenho ora contra o jogo de cartas que deu origem a ele.

Algo muito esperado vindo de uma religião intolerante e antipagã “por excelência” – ainda que ironicamente recheada de muitos aspectos assimilados de várias culturas pagãs situadas pelos domínios do antigo Império Romano e suas vizinhanças – que, para tentar desqualificar as religiões não-monoteístas, tacham as entidades divinas delas de “demônios” e os rituais sagrados delas de “satânicos”, passando pela obtusidade de falar de forma caluniosa que os espíritos malignos contra os quais essas crenças alheias sempre se posicionaram são seus aliados também.

Nessa nostalgia pessoal e me aproveitando de minha posição de defesa à harmonia e respeito mútuo entre as crenças e descrenças – o que, a saber, não exclui o direito de levantar críticas baseadas em argumentação racional, objetiva e honesta –, entro em defesa a Yu-Gi-Oh!, incluindo eu o jogo de cartas e o anime que se baseia nele. Manejo minha argumentação ao melhor estilo “Monstros de Duelo”, com conhecimento de causa, cabeça fria e senso de saber onde me defender e (contra-)atacar. Então, é hora do duelo, cristãos.

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8fev/100

Se sua empresa patrocina rodeios e vaquejadas, vai gostar dessa!

Artigo escrito em junho de 2008

Quando se fala no lucro de rodeios e vaquejadas, torna-se magnânima a participação das empresas patrocinadoras. Sem elas, não há evento lucrativo desse porte. Elas se vêem e se portam como “defensoras heróicas da cultura e da tradição” e dizem zelar pela manutenção de eventos “culturais” que demonstrem a “força” e a “bravura” do povo do interior personificado em peões e vaqueiros.

Muito bem, suponho que os defensores dessas coisas me venceram! E agora admito que rodeio e vaquejada não são violências nem brutalidades e que são moralmente válidos.

Agora, para aumentar o hall de eventos da mesma categoria desses dois e o lucro dos patrocinadores, eu gostaria de fazer algumas sugestões de eventos que certamente exaltarão a força, a coragem, a bravura, o poder físico, de muitos aspirantes a heróis e ídolos dos recantos rurais e cidades brasileiros do mesmo jeito que aqueles dois... esportes fazem. Possuem a mesma inspiração de exaltar a história e a tradição muitas vezes secular dos povos que os praticam e agradarão suas parcerias comerciais:

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8fev/100

ACORDA! (revival de post: Jacqueline Saburido e a irracionalidade do teísmo)

Post de maio de 2009. Como a história de Jacqueline vem sendo conhecida a todo momento por mais e mais pessoas, é uma reflexão atemporal.

Aviso: este post da seção ACORDA! não é referente a um episódio de morte, mas sim um drama enfrentado em vida.

Essa semana tive a oportunidade de conhecer a triste história de Jacqueline Saburido, uma venezuelana que foi desfigurada após ser queimada viva por um acidente de trânsito no Texas.

Da tragédia que consumiu sua pele, seu rosto, suas mãos e sua vida, posso dizer com uma convicção que nem o mais santo e bondoso dos cristãos poderia me convencer de erro:
Jacqueline Saburido é a prova viva de que não existe deus pessoal nenhum -- o deus sem nome cristão e qualquer outro de aspectos similares -- e que a crença em entidades do tipo nada mais é que uma ilusão, uma fantasia psicologicamente motivada.

Sua história é tão desgraçada que não vou entrar em detalhes aqui. Prefiro pedir que você pesquise no Google e na Wikipédia anglófona. Quando dei de cara com o caso dela pela primeira vez, pensei ser mais um daqueles velhos hoaxes de e-mails "FW:" e tentei explicar motivos por que a história dela não era real, mas tive a confirmação no Google e no site Quatrocantos.com (site especialista em pulhas virtuais) de que é sim tudo verdade.

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8fev/100

ACORDA! (revival de post: adeus a Aline Coelho)

O evento deste post aconteceu em novembro de 2009. Refere-se a um evento passado, cuja reflexão e discussão são atemporais.

Diario de Pernambuco anuncia a morte de Aline Coelho: a fé cristã de milhares de pessoas fracassou.

"Deus meu, Deus meu, por que nos desamparaste?!" -- É o que muita gente poderia estar dizendo agora.

Depois de mais de um ano de luta contra a leucemia, Aline Coelho faleceu. Essa triste notícia caiu como um enorme asteroide para tod@s que foram fazer o teste de compatibilidade de medula óssea nos últimos meses, incluindo para mim. Eu sinceramente jamais desejei postar este post "ACORDA!". Posto-o com tristeza.

O momento é de luto para tod@s nós. Presto toda minha solidariedade para @s amig@s e familiares dela e a tod@s que tentaram fazer sua parte.

Nesse momento, aproveito para uma reflexão. Aviso: se você, de tão abalad@, não se dispuser no momento a ler uma reflexão cética sobre o que "Deus" fez ou não fez ou se ele existe ou não, se não quer se sentir "ofendid@" em sua fé, não leia o restante deste post.

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8fev/100

Androcentrismo

Artigo escrito em junho de 2009

É impossível que alguém nunca tenha se deparado em sua vida com livros e discursos orais em que se cita o homem como sendo o ser humano como um todo. Com poucas exceções, o homem é sempre exibido como o representante “por excelência” da sua espécie – “evolução do homem”, “ciências do homem”, “Deus e os homens”, “os animais e o homem”, “direitos do homem”, “os homens são pecadores”, “melhores amigos do homem”... O macho torna-se sua espécie inteira.

Para muitos, falar do ser humano pela palavra “homem(ns)” é algo inocente que nada de ruim representa. Mas uma visão que prime pela igualdade de gêneros perceberá que é de fato uma atitude perniciosa. Trata-se de androcentrismo: a humanidade centrada na figura do homem, do humano macho. Nessa visão, ele tem a prerrogativa de representar o ser humano quando este engloba todos os gêneros. O ser humano pode ser chamado de “o homem”. Os seres humanos podem ser chamados de “os homens”, mesmo sabendo-se que há mulheres no conjunto. Ele representa ele mesmo e também ele e ela simultaneamente. Eles são ele e ela, ou eles e elas, ou eles e ela, ou – ainda pior – ele e elas. É como um gene dominante.

Já a mulher, não. Ela é sempre apenas uma fração secundária de sua espécie. Nunca se chama o ser humano de “a mulher”. Ela só pode representar ela mesma, nunca ele e ela juntos. Elas só podem ser elas, nunca ele(s) mais ela(s). A mulher é sempre o segundo sexo, enquanto o homem é o primeiro. É como um gene recessivo.

O androcentrismo é parte da dominação patriarcalista, do homem sobre a mulher, que perdura entre nós desde a Idade do Cobre (entre o Neolítico e a Idade do Bronze), foi legitimada explicitamente pelas duas religiões mais seguidas do mundo – o cristianismo e o islamismo – e tornou-se titanicamente majoritário no mundo depois do avanço islâmico e da dominação colonialista europeia. O comportamento androcêntrico de quem fala do “homem” como se fosse o ser humano em sua totalidade é uma naturalização do patriarcalismo.

Entre os “centrismos” da discriminação e da segregação, soma-se ao antropocentrismo, ao etnocentrismo e ao brancocentrismo racista (hegemonia dos brancos sobre outras raças). Para todos esses, há uma categoria “melhor” que todas as outras. No androcentrismo, o homem é tão superior que é confundido – ou convertido – com a soma de todos os gêneros.

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8fev/100

Consumo ético não é só selo verde

Artigo escrito em fevereiro de 2009

Vem-se falando muito, cada vez mais, de “consumo ético”, “consumo responsável”. Entretanto, pode-se notar que a compra de produtos ecologicamente corretos vem sendo tratada como a quase totalidade dessa abordagem ética, como se para consumir com responsabilidade fosse necessário apenas e simplesmente começar a comprar “itens verdes”. A verdade é que a ética do consumo vai muito além, transcende enormemente essa visão limitada e engloba assuntos bem menos tratados nas discussões.

Me refiro a questões como direitos trabalhistas, direitos animais e empresas inimigas do meio ambiente. Nessa visão liberta do reducionismo “só consumo verde”, uma empresa que, por exemplo, explora e desrespeita seus empregados não passará a ser ética se começar a vender produtos ambientalmente amigáveis mas continuar maltratando seus subordinados. E uma companhia tal, por mais princípios “verdes” que adote, não passará ao lado ético se não deixar de testar seus produtos em animais.

Releva-se também, para esse entendimento ético mais abrangente, a opção do boicote. Muito além de priorizar certos produtos, o consumidor consciente evita outros que, opostamente à proambientalidade ou à neutralidade ecológica, tenham sido fabricados por empresas comprovadamente envolvidas com a destruição ambiental.

Para melhor entendimento, vale descrever essas “novas” frentes éticas, exemplificando as três citadas e indicando outras não menos relevantes.

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8fev/100

Por que a vaquejada é uma maldade

Artigo escrito em julho de 2009

A vaquejada encanta multidões, mais ainda quando os vaqueiros obtêm vitórias com a proclamação “Valeu o boi!”. A vitória deles é a vibração de quem assiste. Para os vaqueiros e o público, é uma festa só. Mas e para os animais envolvidos nessa atividade? Eles gostam de ser freneticamente esporados ou de ser perseguidos e derrubados? É algo a se pensar sobre a moralidade de um dito esporte que, se vermos mais a fundo, consiste necessariamente em explorar e agredir animais.

Você que gosta de vaquejadas precisa entender o lado dos bois e dos cavalos também. Eles, ao contrário dos humanos que se divertem à beça, não saem nem um pouco beneficiados com a vida que têm. Se pudessem falar, você se surpreenderia com o desgosto deles por terem que viver com o fim de ser explorados e judiados em competições.

Por mais formosos que pareçam quando aparecem nas exposições de animais, eles sentem dor, bastante dor, e até medo durante as vaquejadas.

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8fev/100

“Dono” e “posse”, palavras que não combinam com os animais

Artigo escrito em março de 2008

Dois vícios infelizmente ainda comuns entre defensores de animais e legisladores, sem falar da população como um todo, são considerar a tutela e responsabilidade de uma pessoa sobre seu bicho de estimação uma “posse” e chamar humanos que cuidam e tutelam animais domésticos de “donos”. Quem nunca falou ou ouviu expressões como “o dono desse cão...” ou “...em prol da posse responsável de animais”? É esse uso extremamente inadequado e vicioso, senão especista, dessas palavras que todos precisam repensar e abolir da relação entre os humanos e os animais não-humanos.

Há de se responder às perguntas: por que é inadequado dizer que um tutor de bichos de estimação é dono deles? Por que não é bom falar “o dono do bicho”? Por que não falar de posse de animais domésticos?

Em primeiro lugar, evoco a semântica denotativa, a que não tem sentido figurado (conotativo). As palavras “dono” e “posse” denotam propriedade. O dono de algo é proprietário desse mesmo algo. Quem tem posse tem propriedade sobre o objeto possuído. Seria ético dizer que temos propriedade sobre nossos bichos de estimação?

Para aumentar a minha objeção sobre o uso dessas palavras sobre a relação humano-bicho, invoco suas definições nos dicionários “Priberam/Texto Editores” e “Aurélio”. Mesmo que você contrarie dizendo que a língua portuguesa é flexível e não se prende às definições contidas em um dicionário, eu mostro-as com o propósito de apontar o sentido original dos vocábulos referidos.

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8fev/100

A antiética da cultura do comércio e propriedade de animais

Artigo escrito em janeiro de 2008

Imagine o Mercado de Delos, numa cena corriqueira do século 3 A.C.. Lá, homens, mulheres e até crianças eram “emplacados” com tábuas penduradas no pescoço com origem, qualidades e defeitos descritos e o preço em dracmas. Comerciantes abastados chegavam à ilha da cidade, compravam essas pessoas para lhes servirem de escravos e arrogavam então a si a posse dos humanos comprados.

Imagine você, vindo de uma viagem no tempo, perguntando para um comerciante daqueles quem eram aquelas três crianças nuas no barco dele e se tinham algum parentesco com ele. Então ele diz: “Ah, são uns escravos que comprei agora há pouco. E não sou pai deles, sou dono”. E explica que os garotos comprados eram de sua preferência: morenos, cabelos longos e de olhos verdes, e satisfaziam aos seus desejos de ter crianças bonitas para sua companhia afetiva.

Uma sensação de indignação e compaixão invade você ao ver aquele senhor tratando aquelas crianças como mercadorias, como coisas, como objetos de posse e categorizáveis. Não tolera que ele esteja daquela forma comprando vidas humanas dotadas de afeto e sentimentos num mercado. Num ato de reação humana a atos de desumanidade, você semeia uma conversa argumentativa com o “dono” das crianças na intenção de mostrar que ele está sendo imoral e desumano e fazê-lo libertar aquelas crianças ou adotá-las como filhos de verdade. Seus argumentos falam de as crianças serem humanas iguais a ele, terem sentimentos, pensamentos, desejos, virtudes e direitos naturais à dignidade.

O homem então, depois de dez minutos de conversa, vai embora irritado, levando as crianças, sem assimilar a moral de direitos humanos que você tentou incutir nele. Para ele, os meninos eram seres inferiores e sem direito à dignidade que apenas os humanos de sua “raça” tinham e cujos sentimentos e demonstrações de inteligência serviriam para sua função de escravos de companhia.

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8fev/100

“Com Deus não se brinca” ou “Pessoas que desafiaram Deus”: pulha virtual para coagir pelo medo

André e Abbadon, fundadores do blog Ceticismo.net, mostram por que o texto que circula na internet chamado "Com Deus não se brinca" ou "Pessoas que desafiaram Deus", contendo a "história" de pessoas que teriam brincado ou desafiado o deus cristão e foram punidas com morte ou infortúnio, é nada mais que uma mentira, hoax, pulha preparada com o fim de coagir pessoas pelo medo, passar-lhes a imagem de um deus autoritário que pune quem desafia sua autoridade.

Como a versão original do esclarecimento deles não é amigável para cristã/o/s lerem, pela linguagem relativamente agressiva, fiz algumas edições que facilitará que crentes entendam por que esse conto do deus autoritário que mata quem o desafia é nada mais que uma pulha virtual.


Deus punindo quem blasfema
por André e Abbadon do Ceticismo.net

Vem circulando há anos pela internet (e-mails, fóruns, orkut, páginas de sites religiosos, etc.) uma corrente do tipo pulha virtual que atribui mortes de algumas personalidades que supostamente blasfemaram contra o deus judaico-cristão, ao sofrimento da “ira divina” com fatalidades violentas e horríveis. É uma tática usada por muitos religiosos para infundir o medo nas pessoas que o recebem, para que estas não blasfemem contra o deus deles, sob pena de sofrerem mortes dolorosas, cruéis e prematuras.

Aliás, poderíamos argumentar: que deus é esse que precisa recorrer a expedientes diabólicos e malévolos para punir as pessoas que, supostamente, possuem o “livre-arbítrio” tão alardeado pelos religiosos? Se tivessem realmente esse “livre-arbítrio”, as opiniões dessas pessoas seriam RESPEITADAS e não seriam punidas por isso.

Mas se sofrem punição pela liberdade de opinião e de expressão, então em que exatamente esse deus difere dos ditadores de governos autoritários, repressivos, fascistas, nazistas, chavistas, teocráticos, totalitários? Esses tipos de regime punem pessoas, com penas de morte e encarceramento, só por causa da ousadia em criticá-los, em se expressarem, em apontar os defeitos, em não aceitarem o estado de coisas.

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8fev/100

Vou ressuscitar posts antigos

Como não estou conseguindo encontrar muitas ideias para escrever uma boa quantidade de posts por semana, não venho conseguindo ideias para novos artigos (aliás, o articulismo está ofuscado pela minha mente voltada para o livro sobre vegetarianismo) e o consciencia.blog.br (Arauto da Consciência e posts da época do Consciência Efervescente) perdeu uma enorme quantidade de links que estavam disponíveis no Google (porque o Wordpress não sabe preservar links importados do Blogger como deveria, mesmo deixando os permalinks como "consciencia.blog.br/ano/mês/título.html" - modelo do Blogger), vou fazer um grande serviço: republicar os melhores posts atemporais da época do Consciência Efervescente. Será bom para você que está conhecendo o Arauto agora; para quem encontrou um link 404 ou um post nada a ver num link que havia sido salvo; para quem busca conteúdo de qualidade e encontrará artigos muito construtivos; e para o blog, que vai recuperar a presença abundante no Google que o Consciência Efervescente tinha.

Em instantes, o primeiro post ressuscitado.

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8fev/100

Trevas no horizonte: Sarah Palin admite se candidatar em 2012

Sarah Palin cogita concorrer à presidência dos EUA em 2012

WASHINGTON - A ex-governadora do Alasca e candidata à vice-presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano em 2008, Sarah Palin, afirmou em entrevista à "Fox News Sunday" que seria "absurdo" se não considerasse a possibilidade de concorrer à eleição presidencial dos EUA em 2012.

Segundo Palin, ela será candidata à presidência se acreditar que é a coisa certa a fazer pelo país e por sua família.

Perguntada se está mais a par de questões domésticas e externas do que há dois anos, Palin respondeu: "Bem, certamente espero que sim".

Palin disse que seu foco se ampliou desde que deixou o governo do Alasca e que recebe e-mails diários com resumos sobre assuntos domésticos e externos de assessores em Washington.

Quem sabe pelo menos um pouco do que esse ser imundo já falou e é capaz de fazer entende a magnitude do perigo que começa a surgir.

Já tivemos oito anos de trevas com Bush e essa mulher-orc já mostrou disposição e capacidade de fazer um governo ainda pior, mais maligno que o dele.

Se Bush era Sauron, o Dark Lord, Sarah Palin é a Witch-Queen de Angmar (ou, melhor dizendo, do Alasca), uma Dark Lady por excelência. Duas criaturas capazes de promover muita maldade, opressão, violência e terror, pelo bem de certas empresas como as armamentistas e petrolíferas, pelo mal de toda a população humana, animal não-humana e vegetal mundial.

Obama está enfrentando uma queda de popularidade, com muita gente no seu país promovendo reacionarismo contra a reforma da saúde, e uma nova onda republicana está se levantando. Se a tendência persistir, certamente teremos anos muito sombrios a partir de 2012. E o mundo, que já nada faz contra regimes sanguinários e opressivos como o chinês, o israelense e o saudita, será totalmente impotente contra um EUA mordoriano governado por ela.

2012 poderá ser um ano catastrófico, não pelo mito que criaram basead@s no calendário maia, mas pela possível vitória da Witch-Queen do Alasca. Se essa vitória acontecer, se os EUA se banharem do vermelho que representa o sangue que o Partido Republicano jamais se importou em derramar (gostam tanto de sangue que vermelho é a cor oficial do PR), Lasciate ogni speranza!

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7fev/100

A estupidez do pé de coelho

Direto do blog Capinaremos, em homenagem às pessoas que mata(va)m coelhos e mutila(va)m suas patas achando que colecionar pés de coelho dá sorte.

Um banho de empatia

Um banhozinho de empatia

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5fev/100

Vanity Fair e supremacia branca no cinema: diversidade racial FAIL

Vanity Fair FAIL: supremacia branca em Hollywood?

"Vanity Fair" polemiza ao mostrar futuro do cinema só com brancas

A última capa da revista "Vanity Fair" gerou fortes críticas nos Estados Unidos ao apresentar o futuro de Hollywood apenas com imagens de atrizes brancas.

O número de março da famosa revista sairá à venda com o título de "A New Decade, a New Hollywood" (nova década, nova Hollywood) e com a foto de nove atrizes de entre 19 e 27 anos que estão começando a carreira, todas muito brancas e muito magras.

Na foto aparecem Abbie Cornish, Rebecca Hall, Anna Kendrick, Carey Mulligan, Amanda Seyfried, Kristen Stewart, Emma Stone, Mia Wasikowska e Evan Rachel Wood.

A visão da revista foi considerada por outros meios, como o jornal "USA Today" e os sites "Jezebel" e "Politics Daily", parcial e injusta com a realidade multirracial existente nos Estados Unidos e no mundo do cinema.

"Aparentemente a nova década não terá a ver com diversidade", comentou ironicamente Dodai Stewart, do "Jezebel", portal feminino sobre famosos e moda.

Os críticos questionam a falta de atrizes como Zoe Saldana, da recentemente indicada ao Oscar Gabourey Sidibe ("Precious", 2009) e a jovem Freida Pinto ("Quem Quer Ser um Milionário?", 2008).

É, a Vanity Fair esqueceu que existem atrizes negras e mestiças nos Estados Unidos. Mesmo se não houve intenção racista, pegou muito mal vislumbrar uma Hollywood com supremacia branca.

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5fev/106

Mais uma perversão de cientistas torturadores (Parte 31)

Parkinson e coração

As causas da doença de Parkinson ainda não são completamente conhecidas. Sabe-se que essa desordem degenerativa é caracterizada pela disfunção dos neurônios secretores de dopamina (mediador químico importante para a atividade normal do cérebro) e afeta regiões cerebrais responsáveis pelo controle muscular, provocando tremores, rigidez nos músculos e diminuição de mobilidade

Novos estudos têm indicado também a associação da doença com problemas no coração, como se viu no 18th WFN World Congress on Parkinson’s Disease and Related Disorders, realizado em Miami, nos Estados Unidos, em dezembro último.

De acordo com as pesquisas, sintomas cardíacos podem anteceder os sintomas motores causados pela doença de Parkinson, e pode haver uma independência entre os sintomas cardíacos e os motores da doença em pacientes humanos.

Segundo o estereologista Antonio Augusto Coppi, responsável pelo Laboratório de Estereologia Estocástica e Anatomia Química (LSSCA) do Departamento de Cirurgia da Faculdade de MedicinaVeterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade de São Paulo (USP), que apresentou no congresso de Miami um trabalho relacionando os efeitos da doença no coração, os estudos recentes ressaltam novas formas de manifestação clínica da doença de Parkinson.

“Antes, quando se falava em Parkinson, havia uma clara referência ao indivíduo com dificuldade de tirar a carteira do bolso em um supermercado ou que não conseguia atravessar a rua. Ou seja, eram apenas sintomas motores. Hoje, já se sabe que o paciente pode também apresentar sintomas generalizados, como os cardíacos. Mas se esses sintomas antecedem os motores, sucedem ou se eles ocorrem simultaneamente, ainda é uma incógnita”, disse Coppi à Agência FAPESP .

O docente coordena a pesquisa intitulada “Caracterização comportamental, funcional e morfológica das cardioneuromiopatias tóxicas (MPTP) e geneticamente induzidas em camundongos com alta expressão de alfa-sinucleina humana”, apoiada pela FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, na qual se busca adequar modelos (químico e genético) eficazes para estudar a doença de Parkinson.

A equipe de Coppi induziu a doença de Parkinson nos animais por meio do uso do 1-metil-1-4-fenil-1,2,3,6-tetrahidropirimidina (MPTP), de modo a analisar seus efeitos no miocárdio, na inervação do coração e nos neurônios do sistema nervoso central.

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5fev/104

Enquete anti-idiocracia no site da Câmara dos Deputados

Desligue a TV e vá ler um bom livro ou um bom blog!

Em tempos de 4548/98, temos um projeto de lei do bem, decente. É o PL 6446/09, de autoria do deputado Nelson Goetten (PR/SC), que visa vetar cenas degradantes e humilhantes nos lixos televisivos chamados reality shows.

Abaixo a justificativa, que considero mais que válida e muito pertinente:

JUSTIFICAÇÃO

O art. 5º da Constituição Federal estabelece que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, e que ninguém
será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante (art. 5º, inciso III, CF).

Ademais, o mesmo artigo 5° estabelece que:
(...)
X – São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurando o direito à indenização pelo dano  material ou moral decorrente de sua violação;
(...)
XXVIII – São assegurados, nos termos da lei:
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades esportivas.

A despeito da existência de tais mecanismos constitucionais de proteção aos direitos individuais, os castigos físicos e o tratamento humilhante, amplamente combatidos nos tratados internacionais e consolidados no ordenamento jurídico das sociedades  democráticas, ganharam uma nova arena de exibição nos tempos modernos, que é mídia eletrônica. Desafio é o codinome que legitima a exposição de indivíduos a situações de risco real de morte e com efetivas conseqüências prejudiciais do ponto de vista da preservação da moralidade e da dignidade humana.

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5fev/100

Para a aviação, animais são apenas artigos, objetos

Numa ida ao aeroporto ontem, registrei um informativo esdrúxulo em termos de ética de uma empresa de aviação cujo nome esqueci.

Vejam só (perdoem a baixa qualidade do restante da imagem, meu celular tem uma câmera desqualificada, ainda que minimamente funcional).

Companhia de aviação exibe informativo especista, tratando animais como objetos

Companhia de aviação exibe informativo especista, tratando animais como objetos. Clique na imagem para vê-la em tamanho completo.

Animais vivos misturam-se entre bicicletas, medicamentos, bebidas, baterias etc. na lista de artigos permitidos como bagagem despachada. Ou seja, para a companhia de aviação em questão, animais são tão objetos quanto qualquer instrumento de pequeno porte de origem industrial.

É assim que a sociedade enxerga os animais domésticos -- como coisas que se misturam a qualquer objeto feito por humanos. Como diria Boris Casoy, isso-é-uma...vergonha. (Mesmo ele tendo destratado garis em off, seu bordão não perde a utilidade.)

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