Arauto da Consciência

Fim do extermínio de cães e gatos em Pernambuco

Postado em 01/09/2010 à/s 18:48

Quem diria que Eduardo e André Campos, que se mostraram profundos inimigos do meio ambiente no caso de Suape, votaram em favor dos animais...

Lei proíbe a eliminação de cães de rua em Pernambuco

A eliminação de cães e gatos encontrados nas ruas está proibida em Pernambuco. O governador Eduardo Campos sancionou nessa terça-feira (31) a lei que regula o controle de reprodução e a eliminação de animais no Estado. De autoria do deputado André Campos (PT), a lei afirma que "fica vedada a eliminação da vida de cães e de gatos pelos órgãos de controle de zoonoses, canis públicos e estabelecimentos oficiais congêneres".

Os animais só poderão sofrer eutanásia se estiverem infectados por doenças que coloquem em risco a saúde de humanos ou de outros animais, e um laudo confirmando tal situação deverá ser expedido.

Entidades de defesa dos animais comemoraram. A Associação Amigos Defensores dos Animais e do Meio Ambiente (AADAMA) informou: "Acabou a espera de muitos anos pela implantação desta lei. Mas a caminhada das entidades de defesa ainda é longa; temos o papel de fiscalizar e conscientizar para o cumprimento da lei".

Para evitar que cães abandonados se tornem um problema sanitário, medidas de identificação e registro dos bichos serão adotadas. Os animais recolhidos pelos órgão de zoonose ficarão à disposição dos donos por um período de 72hs. Se não forem buscados ou adotados, vão passar por procedimento de esterilização.

Muito embora isso não pague o "pecado" do ecocídio de Suape, agradeço aos dois por terem assinado em favor da vida de milhares de animais.

Foi uma clara vitória dos direitos animais em Pernambuco. Passa-se de uma fase em que a "melhor" política para animais abandonados era matá-los, como se fossem rejeitos imundos, lixo vivo, e entra-se numa nova em que o tratamento é digno e primará pela conscientização das pessoas e pela esterilização dos bichos - assim eles deixarão de dar à luz mais animais entregues à sorte das ruas.

Esperamos que essa vitória seja sucedida por centenas de outras relacionadas a dar aos bichos o direito à vida, à liberdade e à integridade.

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Propaganda militarista de um governo democrático

Postado em 31/08/2010 à/s 7:00

Encontrei o vídeo abaixo numa comunidade antimilitarista do Orkut:

Daí eu pergunto: que sentido faz homenagear guerras, eventos baseados na agressão de um dos lados e na matança? Que orgulho dá em se lembrar de um evento como esse, onde milhares de pessoas foram mortas de forma mais que violenta?

Lembremo-nos que exércitos só existem porque exércitos existem. Se um dos lados não investisse no militarismo, na agressão e opressão de outros povos pelas armas, o outro não precisaria investir em forças armadas defensivas.

Penso que a guerra defensiva é nada mais que um mal necessário. Não deveria ser motivo de orgulho relembrar derramamentos de sangue como a Batalha Naval do Riachuelo. E o pior, fala-se muito que a Guerra do Paraguai foi causada em parte pelo imperialismo brasileiro do século 19.

Além do mais, soa muito irônico um governo democrático homenagear uma instituição - o corpo militar - antidemocrática por excelência.

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Tráfico de animais silvestres: a cultura da propriedade animal só podia dar nisso mesmo (Parte 8)

Postado em 30/08/2010 à/s 12:26

Aves silvestres são apreendidas em feiras livres do Estado

Cerca de 170 aves silvestres foram apreendidas nesse domingo em feiras livres do Estado. A operação foi realizada por policiais militares da Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma).

Os pássaros estavam sendo comercializados nas feiras livres de Tiúma e Peixinhos, no Grande Recife, além do município de Carpina, Zona da Mata pernambucana.

Entre as espécies apreendidas tinham azução, cravinas, papa capins, sabiás e sanhaçus. Ninguém foi detido na ação e os animais foram entregues ao Ibama, no Recife.

Um detalhe é essencial, mas passa muito longe da abordagem da mídia: o tráfico de aves silvestres só existe porque há pessoas que compram, que tratam animais como mercadorias e os aprisionam.

Esse tipo de crime não será erradicado apenas com operações policiais e apreensões dos bichos, mas com uma mudança generalizada de consciência: deixar de se olhar os animais não-humanos como coisas passíveis de valoração e comercialização que não se importam em ser tratados como objetos de decoração.

E digo mais: essa mudança de consciência também deverá orientar à população de que a liberdade é um desejo e direito dos animais.

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Tirinhas sobre animais “de abate”

Postado em 28/08/2010 à/s 11:41

Achei essas tirinhas hoje, e satirizam com inteligência o ato de matar animais para produção de carne.

tirinhas abate

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Reportagem de um ano atrás: touros tratados como máquinas nos rodeios

Postado em 27/08/2010 à/s 8:30

A reportagem abaixo foi publicada há exatamente um ano no UOL Notícias, e não perdeu nem um pouco de sua atualidade.

Foi uma das únicas vozes de protesto contra o Inferno de Barretos no ano passado, e, neste cenário de "tolerância" das entidades de defesa animal em relação ao evento, lembrá-la é uma das poucas investidas de conscientização que vêm sendo feitas para a população nessa época de rodeio em Barretos.

Boi é visto como máquina nos rodeios e "aditivos" aos animais causam polêmica

As carretas chegam e desembarcam as "máquinas". Socos e choques ajudam a manobrá-las para os boxes... quer dizer: os currais do lado de fora da arena. Isso acontece quatro horas antes de eles começarem a apresentação de oito segundos de salto e rodopios tentando ejetar seu piloto.

Antes da performance, é amarrado um sedém em sua virilha. E é essa tira de lã de cordeiro que gera a maior polêmica do rodeio. Os organizadores falam que o utensílio dá apenas cócegas no bovino para que ele salte em círculos. Para os defensores dos animais, o sedém machuca e é o "aditivo" para tantos saltos na arena. Como boi não dá depoimento, a indústria do peão de boiadeiro segue movimentando milhões (o cálculo oficial fica em R$ 200 milhões).

Um dos que mais faturam nesse nicho são os tropeiros, denominação para os donos das manadas. Paulo Emílio é um deles. Tem 200 touros e quatro carretas para transportá-los. Em sua fazenda, os bovinos contam com exercícios de hidroginástica em um açude que devem atravessar para perder barriga, além de uma pista de areia para fortalecerem as patas.

Ele projetou sua empresa junto com a fama de seu touro Bandido, que até virou ator-personagem na novela "América", da TV Globo. Morto no início do ano, Bandido foi enterrado, com direito a cerimônia, na área do parque onde se ergueu uma estátua dele. O mítico boi, que um único homem conseguiu montar, deixou quatro clones, 70 filhos e 3.000 doses de sêmem como herdeiros.

Certa feita, ele derrubou o rival e do chão o lançou seis metros para cima, deixando o peão no estaleiro um ano. Muitos boiadeiros passaram a recusar a montaria em Bandido quando era sorteado como rival, aceitando a derrota por W.O. simplesmente. Estes são alguns feitos contados na biografia lançada na abertura da festa de Barretos: "Bandido, Touro com Alma".

"Como ele não existiu nenhum. Espero que 90% dos 70 filhos dele puxem o pai. Em dois anos, vários estarão competindo", conta Paulo Emílio, cuja companhia monta rodeios completos, com som, luz, telões, bretes e animais, além de comandar a festa de São José do Rio Preto.

Ele "faz bois", misturando a raça Nelore, mais agressiva, com raças europeias, que são mais troncudas. O resultado é o nervosismo indiano com a musculatura europeia. Ele diz que não há doping em seu time, que ele chama de "Real Madrid da boiada".

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O silêncio dos defensores dos direitos animais sobre Barretos

Postado em 26/08/2010 à/s 22:36

Este ano, novamente prevalece o silêncio das entidades defensoras dos animais - e d@s ativistas - sobre o rodeio de Barretos, um dos maiores do mundo. Mesmo a minha desafeta ANDA não tem publicado quase nada relativo à Mordor brasileira. Até as comunidades do Orkut antirrodeio - como a Somos Contra Rodeio - quase nada postam para cobrir e criticar o maior evento festivo de exploração animal do Brasil. Nem mesmo críticas que se referem ao ato (anti)ético de explorar animais, com ou sem violência física, vêm sendo publicadas.

Me pergunto se é por temor de censura judicial, já que os organizadores da "festa do peão boiadeiro" já processaram Rita Lee e a ONG Projeto Esperança Animal, esta última sendo proibida de fazer qualquer alusão a qualquer rodeio (e mesmo ao rodeio em geral) em seu site. Será que existe de fato uma censura no ar, com as entidades de defesa dos direitos animais sentindo-se coagidas a se calar, por causa dos processos contra a PEA e Rita Lee? E cadê o poder d@s blogueir@s de peitar atos de opressão e censura, tal como vejo muito em blogs defensores dos direitos humanos?

Porém, me incito a crer que a aparente tolerância da defesa animal em relação a Barretos seja parte da tática de comer pelas beiradas: lutar com ativismo e parcerias jurídicas contra rodeios menores pelo Brasil para acumular jurisprudência bastante para, a certo momento, jogar um poderoso ataque judicial que vai inviabilizar a maior "festa do peão" de uma vez por todas.

Espero sinceramente que seja a segunda alternativa. Mas isso é o bastante para justificar um silêncio quase total como o que venho presenciando?

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A frequência de posts caiu

Postado em 26/08/2010 à/s 21:17

Pelo que você pode ter notado, a frequência de postagens aqui caiu de uns dias para cá. Isso se deve a duas coisas: meus estudos para a seleção de mestrado em Meio Ambiente e minhas tentativas de ajeitar o relógio biológico, estas tendo atrapalhado muito meus já perturbadíssimos horários de estudar e usar tranquilamente o PC - e me dedicar a procurar assuntos para escrever e/ou postar notícias sobre.

Peço desculpas pela queda nessa frequência e espero que isso seja temporário, pelo menos enquanto eu não conseguir ajeitar em definitivo meus horários de estudar, usar o PC e dormir.

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Mais uma perversão de cientistas torturadores (Parte 53)

Postado em 24/08/2010 à/s 19:26

O pior é que a tortura vivisseccionista de hoje é referente a algo de que sofro: desregulação do relógio biológico. Nunca andei de avião, mas anos de uso do computador de madrugada me fizeram ter total insônia na madrugada.

Cientistas testam substância que pode resultar em pílula contra jet lag

Uma pesquisa feita por cientistas na Grã-Bretanha sobre uma substância que regula o relógio biológico pode levar a criação de remédios contra o jet lag - os problemas fisiológicos causados pela mudança de fuso horário em viagens.

Os cientistas da Universidade de Manchester testaram em camundongos uma substância que reduz a atividade dos ritmos circadianos, que controlam o relógio biológico do corpo humano. Eles também conseguiram alterar os ciclos em camundongos que estavam dormindo, ao inibir uma enzima no corpo dos animais.

Segundo os cientistas, a pesquisa abre caminho para o desenvolvimento de uma pílula capaz de eliminar os efeitos do jet lag. Os efeitos da falta de sintonia entre o relógio biológico e o dia são comuns entre pessoas que viajam de um fuso horário para outro, ou entre aqueles que trabalham em turnos noturnos. Alguns dos sintomas mais agudos são fadiga, irritabilidade, desatenção, indigestão, perda de memória e dificuldade de concentração. [Alguma dúvida de que os camundongos podem ter sofrido alguns desses sintomas, tendo seu comportamento perturbado?]

A pesquisa da Universidade de Manchester, da Medical Research Council, e da empresa farmacêutica Pfizer foi publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

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Propostas eleitorais: confronto entre sustentabilidade e desenvolvimentismo tradicional

Postado em 23/08/2010 à/s 8:30

Sérgio Xavier e Marina Silva: candidat@s que questionam o velho modelo de promessas desenvolvimentistas usado pelos políticos. São pioneiros por estarem começando uma mudança sustentabilista na práxis política atual.

Nota: Neste artigo falo da postura de candidatos em Pernambuco (a deputado, senador e governador) e federalmente (a presidente). Mas creio que minha abordagem coincide com pretendentes a mandatos de todo o Brasil.

Nos guias eleitorais, estamos vendo em confronto dois pensamentos acerca de desenvolvimento e progresso: a visão de mundo desenvolvimentista tradicional, que busca o crescimento econômico, a expansão empreendedora e a multiplicação de empregos a todo custo, sem se preocupar com as limitações e necessidades do meio ambiente, e o paradigma da sustentabilidade, que quer conciliar e fundir o desenvolver e o preservar.

É esse segundo pensamento, aliás, que vem fazendo a diferença em comparação aos anos eleitorais passados. Tanto esse novo conjunto de propostas como o contraste entre ele e a visão sócio-político-econômica tradicional merecem nossa apreciação.

Os candidatos do paradigma tradicional

Quando assisto ao guia eleitoral, vejo a mesmice da concepção da maioria dos candidatos, seja lá a que cargo for, sobre o que é melhor economicamente para Pernambuco e o Brasil: progresso, crescimento econômico, desenvolvimento, emprego e renda, obras e mais obras, atração de empreendimentos privados etc. a todo custo, sem atenção às consequências ambientais de médio e longo prazo. O velho pensamento do desenvolvimentismo do século 20 custa a ser revisto por essas pessoas.

Pesquisando o que pensam de meio ambiente e sustentabilidade, confirmamos que sua mentalidade acerca de progresso e desenvolvimento é a mesma que predominava no século passado. Ou seja, o mandamento dos propositores é concretar e construir a todo custo para gerar trabalho e dinheiro, fazendo-se “necessários” na iniciativa o desmatamento, a poluição e a superexploração de recursos naturais.

Essa visão se confirma quando observamos a postura de Dilma e Serra e de Jarbas e Eduardo Campos: fazer o Brasil ser um país cada vez mais industrializado, visando induzi-lo a um status de “futura segunda China”, é o que há para eles. Seus projetos de governo valorizam o ensino profissionalizante, de modo que a educação sirva como fábrica de empregados submissos à ordem socioeconômica “não ambiental” vigente que aqui critico.

Esses candidatos mal falam o que pretendem fazer na área de meio ambiente. Para alguns, aliás, como Dilma e Eduardo, esse âmbito é uma pedra no sapato. Isso porque a petista foi uma grande “adversária” de Marina Silva quando as duas eram ministras no governo Lula, com os interesses de seus ministérios entrando frequentemente em conflito, e por seu PAC ter o ambiente como empecilho, vide a usina de Belo Monte e dezenas de outras obras. E porque o governador, como denunciei por vários meses, é o homem que quer destruir 700 hectares de vegetação estuarina em torno do Porto de Suape e já devastou boas áreas de mangue e mata atlântica durante seu (primeiro) mandato, por sua vez tendo uma secretaria “de meio ambiente” inócua e submissa.

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Biossensores com seda: vem aí mais exploração animal

Postado em 21/08/2010 à/s 1:30

Em menos de duas semanas, é a segunda vez que dou de cara com uma iniciativa de exploração animal pela tecnologia.

Ouro e seda líquida são usados em novos biosensores

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, está desenvolvendo um novo tipo de biosensor feito de ouro e seda líquida, que irá captar sinais em frequências da ordem de terahertz vindos de proteínas, enzimas e outros compostos presentes no organismo. O grupo acredita que a espécie de antena será muito útil na detecção de doenças.

O projeto de pesquisa liderado pelo Prof. Fiorenzo Omenetto e seu colega, Richard Averitt, espanta por utilizar tão nobres [sic] materiais em seu sensor, e tem excelentes razões para isso.

Segundo o site Geeky Gadgets, os cientistas contam que o ouro foi escolhido por sua alta condutibilidade, enquanto a seda líquida é biocompatível com o corpo humano, com poucas chances de rejeição. Além disso, "a seda é mais resistente que compostos com o Kevlar, sendo ainda delicada e moldável", comenta Omenetto.

Os pesquisadores acreditam que, no futuro, a antena pode ser utilizada por pacientes diabéticos para controlarem remotamente seus níveis de glicose, evitando que façam os testes diariamente, destaca o site Technology Review. O grupo espera ser o pioneiro neste tipo de tratamento pra a diabetes, enviando os dados coletados para que médicos tenham acesso.

Os resultados de testes feitos com porcos parecem promissores e agora os pesquisadores de Tufts procuram apenas descobrir se o sensor pode detectar as frequências específicas das moléculas de glicose.

Omenetto ainda trabalha em outros tópicos com a combinação de seda com metamateriais, compostos artificiais com características eletromagnéticas diferentes de compostos naturais. Há dois anos, o Science Daily publicou uma matéria sobre um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia, que utilizaram metamateriais para a obtenção de uma "capa de invisibilidade", alterando os padrões de reflexão da luz.

E a dialética entra novamente em ação: a tecnologia se diz avançada mas ainda utiliza o primitivo recurso da exploração animal.

Sites de direitos animais afirmam que o bicho-da-seda, que produz a seda que interessa ao ser humano, só produz seda em larga escala porque, quando está no casulo, é fervido com casulo e tudo, inclusive contorcendo-se de dor durante a fervura que o matará.

Quando se pensa que a tecnologia vai suplantar os velhos materiais de origem animal, somos surpreendid@s com notícias como essa, que nos sugerem a imagem de uma "exploração animal do futuro".

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CALA BOCA DATENA: Datena responde à revolta dos ateus ofendidos

Postado em 19/08/2010 à/s 22:21

Dessa vez ninguém me falou dessa resposta de José Luiz Datena, por isso não vi na TV. Mas eu soube agora que, na última terça, ele se mostrou contrariado (como era de se esperar) por a ATEA (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos) ter pleiteado direito de resposta em relação ao caso de sua ofensa aos ateus proferida em 27 de julho passado.

"Tem até uma associação, de ateus, que pediu direito de resposta pra falar aqui. Disse que eu teria metido pau em quem não acredita em Deus. Quero que se lasque quem não acredita em Deus." Datena em 17/08

Detalhe que ele, dizendo quase que forçosamente, admite que há pessoas que creem no Deus dele e "matam os outros também". Mas, como mente de religios@s desprovid@s de lucidez é cheia de contradições e incoerências, ainda não admite que Deus não tem nada a ver com o caráter das pessoas.

E agora ele se diz "perseguido" e que a resposta ateísta é "o fim do mundo, é uma encheção de saco", depois de ter usado seu poder de formador de opinião para difamar em rede nacional toda uma categoria de pessoas que não creem em uma divindade.

Como religioso que não conhece o respeito às diferenças (no caso, diferença entre quem crê e não crê em uma ou mais divindades), ele mostra que não se arrepende e que continua com a mesma opinião sobre os ateus. Continua com sua tese preconceituosa de que a descrença em Deus(es) motiva a imoralidade de muitas pessoas.

Datena, pessoas como você podem ter o direito de ser ignorantes em relação à relação entre caráter/moralidade e (des)crença em divindades, mas não se livram da suscetibilidade de serem processadas por ofenderem as pessoas pelas (des)crenças delas. Você diz que "com Deus vai até o inferno pra lutar com o Capeta", mas será que "Ele" vai protegê-lo das acusações de preconceito e intolerância que em breve vão recair sobre você por vias judiciais?

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Mais uma perversão de cientistas torturadores (Parte 52)

Postado em 18/08/2010 à/s 16:50

Proteína recupera movimento de ratos com lesão medular

Enquanto o mundo se debruça sobre o potencial das células-tronco para a recuperação de lesões medulares, um grupo de pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) obteve resultados promissores por meio do uso de polímeros de laminina, proteína encontrada em diferentes tecidos humanos e animais.

Testes realizados em laboratório mostraram que a substância foi capaz de promover a recuperação do movimento de ratos tratados logo após a lesão. Os resultados foram publicados na revista da Faseb (Federation os American Societies for Experimental Biology) em julho. A pesquisa clínica, em humanos, deve começar em cerca de um ano em um hospital privado do Rio - como as negociações ainda não estão concluídas, o nome é mantido em sigilo.

A pesquisadora Karla Menezes, que desenvolveu o projeto durante sua tese de mestrado em biologia celular, explica que a recuperação variou de acordo com a gravidade da lesão. Mas, tanto nos casos mais graves quanto nos mais leves, a melhora foi maior e mais rápida nos animais tratados com a proteína do que entre aqueles que não receberam tratamento - mesmo nesses casos, uma recuperação espontânea de parte dos movimentos é normal, segundo a orientadora da pesquisa, Tatiana Coelho-Sampaio.


LESÕES

Os ratos que foram submetidos a uma compressão da medula, lesão considerada leve, recuperaram quase que integralmente os movimentos após dois meses, obtendo em média nota 20,8 em uma escala internacional de avaliação que vai de 0 a 21. Os que não foram tratados ficaram com 19,1. No primeiro grupo, porém, a recuperação foi muito mais rápida: na segunda semana, eles já estavam com nota 17,4, contra apenas 13,1 dos que não receberam tratamento.

No caso da lesão mais severa, com o rompimento total da medula, a diferença foi ainda maior. Aqueles que não receberam nenhum tipo de tratamento obtiveram nota 4,2 após dois meses, enquanto os que receberam a injeção de laminina ficaram com 13.

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Decisão do desmatamento de Suape no TRF, nesta quarta

Postado em 16/08/2010 à/s 22:29

Repasso e-mail recebido sobre uma mobilização a ser feita contra o ecocídio de Suape. Pode ser a última esperança de salvar o estuário do Ipojuca.

MPPE e MPF ingressaram com ação requerendo liminarmente (de modo rápido) a inconstitucionalidade da polêmica lei e a suspensão do desmatamento de mais de 500 hectares de mangue, floresta atlântica e restinga em SUAPE!
Nesta próxima quarta-feira, 18.08.2010, às 15 horas, haverá uma Audiência apresentacao dos argumentos que fundamentarao um posicionamento do Juiz, favorável ou nao à concessao da liminar.
Por isto, constitui um dos momentos mais importantes na luta contra mais um crime ambiental em nosso Estado e aí é imprescindível a presenca de todas e todos que querem para si e para os seus um desenvolvimento realmente sustentável, com um meio ambiente sadio e equilibrado.
o grupo SALVE MARACAÍPE ESTARÁ E REUNINDO....

Vamos nos encontrar na entrada do TRF às 14:30 horas!
JUNTE-E A NÓS!!

Saudacoes,
Marcos Pereira

fica no endereco abaixo:
Cais do Apolo, s/n - Edifício Ministro Djaci Falcão - Bairro do Recife - Recife - PE - CEP: 50030-908 - PABX: 81 3425.9000
Protocolo Tel.: 81 3425 9550 / FAX: 81 3224 6356 - Email: protocolo@trf5.jus.br

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Enchentes e deslizamentos de terra no Grande Recife têm como causa desmatamentos e aterros do passado

Postado em 16/08/2010 à/s 16:30

Isso o professor Ricardo Braga, da UFPE, explica de forma esclarecedora. De fato as raízes ecocancerosas de cidades como o Recife têm tudo a ver com a realidade atual de enchentes na planície e deslizamentos de terra nos morros.

Foco ambiental: alagamentos e inundações
por prof. Ricardo Braga

Se olharmos o mapa de relevo, veremos que Recife, Olinda e Jaboatão possuem uma planície costeira muito baixa, quase ao nível do mar, rodeada de morros de 60 a 100 metros de altura, em semi-círculo. Podemos dizer que essas cidades formam um grande anfiteatro, onde os morros são as arquibancadas, a planície é o palco, e céu e mar compõem o cenário.

Originalmente as matas cobriam os morros e garantiam a infiltração das águas de chuva, retendo-as para liberar devagarzinho, atenuando as enxurradas e, em conseqüência, o pico das enchentes. Na planície, mesmo assim os riachos enchiam, mas podiam se espalhar em seu leito natural expandido, que eram as várzeas. Depois dezenas de riachos drenavam facilmente águas para os rios Beberibe, Capibaribe, Tejipió e Jaboatão.

Hoje, quando chove forte, casas que ocuparam o morro desmatado, escorregam pela barreira levando sonhos de seus moradores. Outras, na planície, são inundadas de maneira implacável pelas águas apressadas. Que destino caótico de nossa gente, particularmente a de menor renda!

Mas é a história da ocupação dos espaços quem determinou o caos. A cidade impermeabilizou o solo com as edificações e pavimentações, fazendo com que a vazão do escoamento das águas se multiplicasse por até seis vezes quando chove; a erosão dos morros traz junto com as enxurradas a lama de barro e areia; os riachos passaram a ser canais, considerados pela população como local de despejo de esgoto e lixo, dificultando dramaticamente a passagem da água; a carência de áreas de habitação levou à ocupação das margens dos cursos d´água, não deixando alternativa para as águas apressadas, se não recuperar a sua várzea à força.

Resultado: alagamentos, pela dificuldade de drenagem nos lugares onde a chuva cai; e inundações, pelo transbordamento de riachos e canais.Mesmo que todas as causas sejam explicáveis, não é fácil mudar o cenário, que se repete a cada ano. Vê-se que o esforço das prefeituras em limpar os canais e coletar regularmente o lixo é indispensável, mas insuficiente.

Por parte da população, é preciso uma tomada de consciência de que cada um contribui para o caos quando corta e ocupa a barreira em lugares de risco de desmoronamento, espalha lixo como se o espaço fosse de ninguém, obstrui a microdrenagem com a construção de casas, muros e passagens de pedestres, e ocupa as margens dos riachos e canais, não deixando espaço sequer para a sua limpeza.Por parte do poder público, parece ser necessária uma postura mais determinada e menos paliativa, exigindo a elaboração do Plano Diretor Metropolitano de Drenagem Urbana, integrando os municípios na mesma estratégia de solução. Esta, por sua vez, implica em medidas estruturais inovadoras, como reservatórios de amortecimento de cheias em algumas descidas de morros. Ao mesmo tempo, são fundamentais medidas de educação, que possibilitem o reconhecimento pela sociedade que vive nas áreas afetadas, da importância da atitude preventiva, antes que o afogamento seja inevitável.

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[Pernambuco] Votar 40?

Postado em 16/08/2010 à/s 15:34

É Eduardo, É 40. É mais um quadriênio com destruição implacável do ambiente natural. É nada de sustentabilidade.

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Se “homem” significa “ser humano”, então por que ninguém diz “homem do sexo feminino”?

Postado em 16/08/2010 à/s 1:06

Desde o ano passado eu me posiciono contra o uso unissex da palavra homem, como sinônimo de "ser humano" ou "humanidade". Percebi de ontem para hoje uma curiosidade bastante sórdida e contraditória sobre essa forma de usar o termo.

Ainda são raras as pessoas que, como eu, evitam falar/escrever "o homem" no sentido de ser humano genérico. A gigante maioria diz com toda naturalidade: "Ué, homem significa ser humano também".

Pergunto a essa maioria então o seguinte: por que ninguém fala "o homem do sexo feminino", supondo-se que homem seja um termo neutro? Se podemos chamar qualquer pessoa por homem dada sua "neutralidade" (vide "os homens", usado até hoje na literatura), que mal há em dizer que há homens do sexo feminino, que a mulher é o homem fêmea? Por que não se fala, por exemplo, que metade dos homens têm a capacidade de engravidar e dar à luz?

Percebo que ninguém pensa assim, ninguém tenta realmente incluir as mulheres na abrangência conceitual do termo homem, mesmo quando ele é referente a abranger "todos os sexos".

Uma demonstração desse uso é quando procuro no Google por "homem do sexo feminino" (com aspas). Os resultados somam nada mais que 28 ocorrências, sendo a maioria referente a mulheres de comportamento masculinizado, homens gays e/ou afeminados ou questionamentos de quando alguém fala despercebidamente o pleonasmo do "homem do sexo masculino". Uma das ocorrências diz respeito à gramática androcêntrica que temos no português. Nenhuma delas chamava com naturalidade a mulher de homem do sexo feminino. Duas delas são daqui do Arauto e uma é referente ao artigo da Wikipédia Uso da palavra homem.

Convido você leitor/a a refletir sobre isso. Perceberá isso como uma evidência de que, no fundo, não há nenhuma neutralidade de gênero verdadeira no uso da palavra homem.

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