Razão e emoção juntas pelo reconhecimento dos Direitos Animais
É inegável que os Direitos Animais têm um fato biológico como sua base ética: a senciência de muitas espécies animais, cada vez mais reiterada pela Ciência – a Declaração de Cambridge, que atestou a consciência neurológica para mamíferos, aves e moluscos cefalópodes, não deixa mentir. Mas esperar pela Biologia é problemático quando se trata de se escorar completamente numa hipotética confirmação de que a senciência deles é igual à humana para se tornar vegano, postura de algumas pessoas da área de Biologia. Também constitui problema esnobar as descobertas científicas em promoção de critérios subjetivistas sobre por que respeitar ou não determinados seres.
Ao contrário do que esses indivíduos pensam, nem a Ciência – seja lá em que métodos e conceitos se baseie – nem a subjetividade emocional pessoal devem ser o único fundamento do nosso reconhecimento e respeito aos interesses individuais dos animais não humanos.
Site do curso de Direito da Universidade Federal do Ceará divulga texto homofóbico

Site do departamento de Direito da UFC divulgou artigo homofóbico intitulado “Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ‘Casamento’ (sic) homossexual e o fim da democracia”
Um artigo homofóbico vem escandalizando os cearenses e também o restante dos brasileiros, tanto por seu conteúdo como por ter sido publicado no site de uma universidade respeitada. O texto, intitulado “Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ‘Casamento’ [sic] homossexual e o fim da democracia”, despeja várias pérolas de intolerância contra os LGBTs em sua busca por direitos.
Sem uma data de publicação, o artigo, escrito por um professor de Hermenêutica Jurídica, afirma que o provável futuro reconhecimento do direito d@s homossexuais ao casamento civil pelo Supremo Tribunal Federal seria um “golpe de Estado”, e também que “a omissão do Congresso é o reflexo da vontade popular, que não deseja mudar o conceito de família”.
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Ateus e pagãos, vítimas do mesmo preconceito, precisam se unir

Observando-se as ladainhas preconceituosas que culpam a “falta de Deus” pelas desgraças que acontecem no mundo, concluímos que não dá para ignorar que os ateus não são os únicos atingidos por tais discursos credocêntricos que arrogam às religiões monoteístas o monopólio da moralidade. Eles não são os únicos que não acreditam no deus único dos preconceituosos que não aceitam a existência de ética fora da(s) religião(ões) de deus único. Há mais pessoas vítimas desse tipo de declaração intolerante: os pagãos, ao mesmo tempo irmãos de descrença monoteísta dos ateus e portadores de um sistema de crenças peculiar.
Ao falar de paganismo e pagãos, me refiro aqui respectivamente a qualquer religião não abraâmica que tenha raízes nas tradições politeístas da Antiguidade e da Alta Idade Média – incluindo-se também o hinduísmo, o xintoísmo e religiões ameríndias e africanas nativas – e aos seus aderentes. Geralmente a máxima “O nosso Deus é o mesmo”, dita por religiosos monoteístas, não se aplica a eles, dadas as fortes diferenças entre as divindades pagãs e os deuses únicos como o bíblico e o corânico.
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Nova novela da Globo traz alguns personagens gays, mas nenhum negro

Cadê os negros no elenco não figurante da nova novela?
A Rede Globo passa a impressão de que tem o compromisso de, em suas novelas, trazer temas progressistas, que fazem conservadores arrancarem os cabelos e urrarem de ódio, como barriga de aluguel, religiões espíritas e afrobrasileiras e (aceitação da) homossexualidade. Mas o que adianta quando, ao mesmo tempo em que parece esboçar inovação em um tema, traz um retrocesso lamentável em outros?
Isso porque a nova novela das 9, Amor à Vida, traz alguns personagens homossexuais – pelo menos três – mas, em contrapartida, não traz nenhum ator ou atriz negr@ em seu elenco não figurante. A lista do elenco de 44 atrizes e atores, incluindo-se protagonistas, antagonistas e coadjuvantes, não tem nenhum indivíduo com traços afrodescendentes marcantes. Todos são brancos, variando-se apenas um pouquinho do tom de bronzeamento.
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Artigo intitulado “Bárbaros intramuros” investe no conservadorismo moral e culpa “falta de Deus” por violência urbana
Um artigo intitulado “Bárbaros intramuros”, publicado na última quinta no portal do Diário da Manhã (DM.com.br) por Valmor Bolan, investiu no apelo conservador à “educação moral” e culpou a “falta de Deus no coração e na mente das pessoas” pela violência urbana.
O trecho preconceituoso foi esse:
Falta moral! É isso do que precisamos recuperar urgentemente. “A sociedade precisa de mais educação moral”, afirma Peter Kreeft, em seu livro Como vencer a guerra cultural, pois estamos em guerra, segundo o autor. Ao contrário do que pensa o ateu Richard Dawkins, Kreeft diz que “a religião sempre foi a fonte primária do conhecimento que a humanidade tem da moralidade”. E toda esta violência é sobretudo sintoma da falta de Deus no coração e na mente das pessoas. O bombardeio midiático diário só fala de violência e de consumismo, com apelos de hedonismo, individualismo e permissividade. Daí então a frieza do coração, que leva muitos a insanidades como as que temos tido notícias ultimamente, e que tem causado dor e consternação.
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Mais um preconceito de clérigo católico contra a descrença em Deus ressoa pela internet. O preconceituoso da vez é o padre Marcelo Rossi, que, abordando de maneira rasa o problema da violência urbana, culpa a “falta de Deus” como “uma das causas” do aumento dos índices de criminalidade nas cidades. O artigo preconceituoso dele é intitulado “Com Fé venceremos a violência” e foi publicado no portal O Tempo ontem:
Acredito que o mundo nunca esteve tão violento, que um dos motivos para isso estar acontecendo é a falta de Deus na vida das pessoas e, consequentemente, a falta de amor nos corações de todos. A vida, ou o sentido de “viver”, nunca foi tão desvalorizada.
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Galera daqui do Recife, teremos um evento pró-vegetarianismo com minha participação próxima terça. O Cultura Veg, realizado todos os meses na Livraria Cultura do Recife Antigo, vai ter sua edição de maio sobre a exploração humana na produção de carne. E acreditem, é uma exploração muito forte, que torna a carne, aquela mesma refrigerada e embalada em supermercados ou exposta às moscas em feiras e açougues, um dos piores alimentos existentes em termos de superexploração de mão-de-obra.
Falarei sobre o problema junto com a veterinária Nara Corrêa, e eu e ela mostraremos como as explorações animais humana e não humana são essencialmente interligadas.
Se você tem Facebook, confirme aqui sua presença e conheça mais esse lado sombrio da produção desse cruel alimento de origem animal. Vai acontecer próxima terça, às 19h.
O Consciencia.blog.br volta de seu recesso de viagem com uma participação minha em podcast da Liga Humanista Secular do Brasil.
No começo de abril, foi gravado, com minha participação, mais um Bulecast, podcast do blog Bule Voador, onde colaboro como editor. O tema foi feminismo, causa que apoio totalmente e da qual me considero aderente.
Acabei sendo o que menos falou, mas pude contribuir com algumas informações muito pertinentes. E o podcast não foi um debate, mas uma conversa em que todos se sentiram à vontade de falar o que tinham em mente. Felizmente nenhum machista, que viria a tornar o papo áspero, participou.
Vale fazer o download das duas partes do podcast abaixo, e obter mais informações valiosas sobre a causa feminista, até par você ter um insight que vai fazer você também se tornar feminista.
O Bulecast feminista teve a participação também de Eduardo Patriota, Natasha Avital, Asa Heuser, Vanessa Prates e Adelino de Santi Jr., todos participantes da Liga Humanista Secular do Brasil
Bulecast Feminismo – Parte 1 - Bulecast Feminismo – Parte 2
O Consciencia.blog.br entra hoje em recesso de viagem, visto que vou viajar na próxima terça dia 7 e só voltarei no sábado dia 18, e nesse meio tempo vou mexer pouco num computador. Além disso, já faz uma semana que o PC quebrou de novo, estou dependendo de um notebook muito lento para usar a internet e isso tem me atrapalhado muito em encontrar assuntos para tratar como posts aqui no blog, fora postagens com links para o Veganagente.
Decidi entrar hoje em recesso mesmo viajando só na terça porque, como falei acima, venho tendo muitas dificuldades de me ocupar aqui no blog por o PC ter quebrado e as condições de trabalho no notebook de reserva não serem boas.
Com esse recesso, só entrarei de vez em quando para ver os comentários e responder àqueles que merecerem ser respondidos.
Então, até a volta.
P.S: Minha viagem será a São Paulo, e quem sabe eu encontre algumas leitoras e leitores de lá com quem fiz amizade nesses últimos anos.

A pura sede de vingança contra bandidos mais atrapalha do que ajuda na busca por soluções para a criminalidade.
Dois fatos recentes – os clamores pela redução da maioridade penal no Brasil e um cartaz “antivivissecção” defendendo a realização de pesquisas científicas dolorosas em condenados por homicídio ou pedofilia – nos fazem perceber o quanto os debates sobre as soluções para a diminuição da criminalidade no Brasil vêm sendo contaminados pela passionalidade exacerbada, pelo ódio vingativo de parte da classe média contra os criminosos – especificamente contra os bandidos pobres, crescidos num ambiente de valores aéticos proporcionados pelo sistema sócio-político-econômico.
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A demanda fascista dessas pessoas que dizem “defender os animais” só piora a situação já miserável dos “defendidos”.
Desde o último fim de semana, uma polêmica vem agitando os abolicionistas: uma faixa ostentada no protesto antivivissecção do dia 27/04, em São Paulo, exigia que os experimentos científicos cruéis fossem feitos em humanos assassinos e pedófilos. Muitos ficaram indignados, clamando que tal postura não só é equivocada e reacionária como é francamente oposta ao ideal dos Direitos Animais. Com toda razão.
Diversos são os motivos pelos quais a tal faixa mostrou de fato que há pessoas que dizem defender os animais mas, nada entendendo sobre os princípios dessa defesa, estão sabotando a causa e rasgando a bandeira. O primeiro e mais importante deles é que, como libertação animal também é libertação humana, a reivindicação falhou miseravelmente em manifestar algo relativo a libertar animais.
Absurdo: “manifestantes” pedem testes científicos em humanos criminosos

“Manifestantes antivivissecção” pedem testes científicos e industriais em criminosos: o reacionarismo se veste de militância animal. (clique na imagem para vê-la em tamanho completo)
Dizem que exigir a brutalização do Estado é um dos passos que uma sociedade dá rumo à instauração de um regime fascista, cuja mão de ferro seria apoiada por um povo demandante de tratamento cruel contra “vagabundos” e mandaria os Direitos Humanos, pejorativamente chamados de “direitos bandidos”, para as cucuias. Pois é o que estamos vendo de algumas pessoas que dizem defender os animais (mas falham miseravelmente nesse intuito), como no protesto acima contra a vivissecção e os testes industriais em animais, em São Paulo.
Numa postura lamentável, pouco mais de uma dúzia de manifestantes, que definitivamente não representam o abolicionismo, posou para uma foto exigindo do governo e dos cientistas que substituam as cobaias não humanas por criminosos, mais precisamente pedófilos e assassinos. Na prática, demandam que a ciência continue cruel, só que agora, ao invés de explorar seres inocentes, mude sua crueldade para criminosos e sacie a sede de vingança dessas pessoas.
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