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jan10

Tráfico de animais silvestres: a cultura da propriedade animal só podia dar nisso mesmo (Parte 6)

210 aves são apreendidas pelo Cipoma em comércio ilegal no Cordeiro

210 aves, onze delas ameaçadas de extinção, chegaram neste domingo (24), ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Ibama. A apreensão foi fruto de uma ação do Cipoma na Feira de Cordeiro, na Zona Oeste do Recife.

Segundo os analistas ambientais, os animais foram vítimas de maus-tratos. Eles estavam aprisionados em gaiolas pequenas e sem água. A comida estava infectada com fezes dos bichos. Por conta disso, oito aves morreram até a manhã deste domingo.

Policiais do Cipoma ainda não confirmaram a detenção dos envolvidos. Se presos, poderiam pegar até um ano de prisão, além de multas de R$ 500 a R$ 5.000 por animal.

Como afirmei com insistência no Consciência Efervescente, o Ibama só está enxugando gelo. De nada adianta reprimir o mercado de vidas silvestres se nossa cultura os deseja como posses valiosas, como objetos ornamentais preciosos.

Esse tráfico criminoso só vai começar a perder força com uma campanha permanente de educação zooética e ambiental que desencoraje a atitude de comercializar e aprisionar animais de qualquer espécie e com uma reforma jurídica que retire dos animais domésticos* o atributo legal de propriedade privada e lhes dê o atributo de seres tuteláveis, protegidos de mercantilização e dotados do direito à liberdade tutelada.

*Começaria pelos domésticos e infelizmente nem tão cedo alcançaria os domesticados/rurais, porque, se estes últimos fossem beneficiados, a pecuária iria se tornar inviável, e isso os interesses de quem exalta o lucro acima da vida não vai permitir a curto e médio prazo. Para os animais rurais poderem vislumbrar direitos, a militância brasileira pelos direitos animais terá que crescer muito ainda.

imagrs

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Raquel

janeiro 26 2010 Responder

Exatamente! O ideal é proibir o comércio de QUALQUER animal, só assim será possível combater o tráfico de animais.

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