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jan10

“Tudo” melhora no Brasil, menos a educação

País perde 12 posições em ranking de educação

O Brasil perdeu 12 posições no índice de educação feito pela Unesco, o braço da ONU (Organização das Nações Unidas) para a educação e a cultura. A queda, do 76º para o 88º lugar entre 128 países, ocorreu principalmente em razão da piora no índice de crianças que chegam até a quarta série. Segundo a Unesco, de 80,5%, em 2005, o percentual caiu em 2007 para 75,6%.

Com isso, o IDE (Índice de Desenvolvimento Educacional) do Brasil, caiu de 0,901 para 0,883 em uma escala de 0 a 1, o menor entre todos os países do Mercosul. Isso mantém o país em um patamar considerado mediano pela Unesco.

O IDE é composto pelas taxas de alfabetização de adultos, igualdade de gênero, matrícula na educação primária e sobrevivência na escola até a quinta série – no caso do Brasil, foi considerado o dado relativo à quarta série. [Ao meu ver, é pobre demais para avaliar a qualidade da educação.]

Os primeiros lugares ficaram com Noruega, Japão e Alemanha. Os últimos, com Etiópia, Mali e Niger, todos no continente africano.

Esse ranking deixa de fora a avaliação da qualidade do ensino e a difusão do hábito da leitura, mas dá para ter uma ideia de que a educação realmente não entrou para as prioridades do governo Lula. PAC, Bolsa-Família, tratamento da crise econômica mais adequado que na época de FHC, zelo pelo Nordeste, muitos motivos nos fazem perceber que este governo foi mais aceitável que o antecessor, mas insistiu-se para a educação não sair do buraco.

Espero que Marina Silva, além de não ceder aliança à detestável direita (eu ainda quero saber onde no mundo a direita não é detestável), inclua a educação como sua coprioridade (ao lado do meio ambiente).

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