08

fev10

Por que a vaquejada é uma maldade

Artigo escrito em julho de 2009

A vaquejada encanta multidões, mais ainda quando os vaqueiros obtêm vitórias com a proclamação “Valeu o boi!”. A vitória deles é a vibração de quem assiste. Para os vaqueiros e o público, é uma festa só. Mas e para os animais envolvidos nessa atividade? Eles gostam de ser freneticamente esporados ou de ser perseguidos e derrubados? É algo a se pensar sobre a moralidade de um dito esporte que, se vermos mais a fundo, consiste necessariamente em explorar e agredir animais.

Você que gosta de vaquejadas precisa entender o lado dos bois e dos cavalos também. Eles, ao contrário dos humanos que se divertem à beça, não saem nem um pouco beneficiados com a vida que têm. Se pudessem falar, você se surpreenderia com o desgosto deles por terem que viver com o fim de ser explorados e judiados em competições.

Por mais formosos que pareçam quando aparecem nas exposições de animais, eles sentem dor, bastante dor, e até medo durante as vaquejadas.

O puxão do rabo do boi dói bastante nele. Mesmo que ele seja considerado um boi fortão, considerado ótimo para vaquejadas, o puxão aplicado pelo vaqueiro quando ele vai para um lado e o animal para outro é forte demais para ele não sentir nenhuma dor. Isso é comparável com quando um maratonista que corresse atrás de você num campo de areia puxasse seu cabelo quando te encontrasse para te derrubar no chão. Você sentiria muita dor, assim como o touro sente quando é puxado e derrubado.

Sem falar em quando o animal tomba na pista e se atrita com o chão sertanejo, que não é rígido como cimento duro mas não é nada fofo. Já pensou em quando ele bate a cabeça no solo, o que não é raro?

Já nos cavalos, quando há o uso de esporas pelo vaqueiro, as esporadas dele doem bastante, mesmo quando não são aplicadas com esporas pontudas. Se seu filho pequeno calçasse botas com esporas em forma de moeda – as permitidas pela lei –, subisse em você como se você fosse um cavalo e começasse a te esporar brincando de vaqueirinho, você sentiria bastante dor nas costelas ou na lateral de seu abdômen.

Um outro detalhe: por que o boi sai do brete correndo tanto, se não é normal que um boi calmo corra tão rápido? Você já se perguntou sobre isso? Já passou pela sua cabeça que ele pode estar correndo por medo instintivo de ser caçado por um agressor? Já imaginou que esse medo pode ter sido induzido por agressões ocorridas dentro do brete? Aliás, o que se passa ali dentro? Você já se perguntou sobre isso, que nos é um mistério frequentemente respondido com mentirinhas ditas para desconversar?

É certo que nos divirtamos tanto só porque breteiros e vaqueiros causam medo e dor nos animais envolvidos?

Você pode pensar que esse sofrimento é compensado pelo ótimo tratamento que os cavalos de competição e os bois de puxar recebem quando não estão nos parques de vaquejada. Mas lhe digo que não, não há compensação para a dor e a tortura.

O cavalo de competição pode ser tratado como rei durante seu descanso, mas nada lhe compensa a violência, a dor das esporadas que o vaqueiro lhe aplica quando quer que ele corra o máximo possível para acompanhar o boi na pista. Quanto ao boi, pode ser até endeusado enquanto repousa no campo ou no curral, mas nada lhe pagará o fato de sofrer coisas dentro do brete que não nos são devidamente reveladas, o sentimento negativo que manifesta quando acelera na pista ou a dor sentida quando tem seu rabo tracionado por um cavaleiro de braços fortes que corre para outra direção e quando rola no chão de areia.

Peço a você um pouco de empatia, a capacidade de se ver no lugar de outra pessoa ou ser vivo, e faça um exercício mental em que você se põe numa situação parecida com esses animais supostamente tratados como nobres. Imagine-se preso numa fazenda, sendo servo do fazendeiro. Ele lhe dá a melhor alimentação e as melhores opções de lazer rural. Mas nessa suposição, esse bem-bom tem um preço: ele reservará meia-hora por dia para te prender numa casinha no meio do campo, te agredir de modo a lhe infligir bastante medo, abrir a porta da casinha, correr como um atleta para alcançar você – que estará correndo desesperadamente na ânsia de fugir da fazenda em que você está preso – e derrubá-lo no chão puxando seu cabelo crescido. Ele justifica sua prisão e exploração argumentando que você não tem sentimentos e vive para ser servo dele. Cinco anos depois, ele te vende por 50 mil reais para outro fazendeiro que fará as mesmas coisas com você.

Você gostaria de ter essa vida? Se não gosta, por que então compactua com uma atividade dita esportiva, a vaquejada, que faz algo bastante parecido com tudo isso com os animais?

Você pode argumentar então: “mas a vaquejada é parte de nossa cultura, é tradição, é a expressão esportiva da força do vaqueiro, que é o herói do Nordeste. Como vamos ficar sem uma tradição tão expressiva que é a vaquejada? Proibi-la é mutilar a identidade da região.”

Algo ser tradição não significa necessariamente que é algo bom e ético. Nas aulas de História, aprendemos sobre a escravidão, que moveu a economia brasileira por mais de 300 anos. Naquela época, falavam coisas muito parecidas: “Escravidão é tradição, é parte de nossa essência”, “Como viverá o Brasil sem a escravidão dos negros?”, “Proibir a escravidão negreira seria mutilar nosso país”.

Na Europa de antigamente e também na população brasileira de descendência portuguesa até a época imperial, as mulheres eram submissas aos seus maridos por determinação cristã (se duvida, leia na Bíblia as passagens em Efésios 5:22-24, I Timóteo 2:11-14 e I Coríntios 14:34-35). Essa era uma tradição, era parte da cultura cristã. Você aceitaria preservar a submissão feminina caso ela ainda estivesse em vigor só porque ela era parte de nossa cultura e tradição?

Se nossa região abolisse as vaquejadas e adotasse o respeito incondicional aos animais como parte de seus valores, o povo, como sendo tão criativo como sempre foi, certamente criaria novas formas de diversão e manifestação cultural, do mesmo jeito que criou o forró, o riquíssimo artesanato e tantos outros elementos artístico-culturais.

Então por que você se incomoda tanto com a ideia da abolição das vaquejadas? Por que se apega tanto ao valor cultural dela, se ela não é insubstituível e não é uma tradição saudável e digna de ser preservada?

Não é difícil entender que a vaquejada é uma atividade baseada na exploração e violência contra animais e não é uma tradição indispensável cujo fim vá fazer mal à nossa cultura. Se formos ver que a agressão contra bois e cavalos, para qualquer fim que seja, é um mal porque causa dor e medo neles, veremos que esse dito esporte não é uma atividade moralmente positiva.

Se eu fosse você, passaria a evitar vaquejadas. Começaria a boicotar esses espetáculos violentos que nos tornam pessoas sem sensibilidade e compaixão para com os animais.

imagrs

40 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Anelice Araújo

novembro 30 2016 Responder

Fui lê os pós e os contras sobre vaquejada, pra poder dialogar sobre o assunto. Do qual ainda não consegui ter nenhum posicionamento. Fiquei curiosa em relação ao assunto polemico pq me deparei com uma amiga postando no face que é contra a vaquejada por acreditar que a ela maltrata os animais, mas essa mesma amiga estava comigo em uma casa de praia agarrada com uma bisteca… fico pensando, puxar o rabo do boi, derruba-lo, é maus tratos, mas matar o boi pra poder saboreá-lo é normal? Poxa! Como alguém pode se incomodar com uma vaquejada e devorar um boi assado? Talvez eu esteja falando muita besteira aqui! Mas acho muita hipocrisia defender uma causa que vc come depois!!!!!!! Se alguém puder me ajudar a entender essa “preocupação” com o animal boi, agradeço desde já!!!!!!!

Carlos Dubois Neto

novembro 23 2016 Responder

A vaquejada no passado não observava aspectos humanitários, todavia, na atualidade, posso garantir que este esporte, por sugestão dos próprios protetores os quais eu me incluo, leva em conta o sofrimento animal e, por este motivo, mudou completamente as suas regras justamente para permitir um manejo não traumático para os animais envolvidos. Ressalto que sou um antigo protetor, atuando desde tenra idade no resgate, proteção, abrigo e adoção de animais.
Eliminar um esporte secular, 100% nacional, entranhado na cultura popular e gerador de quase um milhão de empregos tem, salvo melhor juízo, conteúdo delirante!!!
Defender o fim da vaquejada é permitir que o interesse internacional travestido em ONG’s nada nacionalistas interfiram também na mais pura das riquezas que ainda preservamos: A cultura do nosso povo.
Reafirmo o meu total respeito e engajamento à Causa Animal, a qual dedico parte das minhas energias e o meu coração, com a consciência tranquila de que a prática da Vaquejada não é antagônica a minha atuação na Proteção.

Fabien Santos

novembro 3 2016 Responder

Sou Nordestino, sou a favor e não há argumentos que possam viabilizar a proibição da vaquejada, vinda do século XVII e enraizada a milhares de décadas, ai vem os únicos donos da verdade e dizem o que inumeras populações, que convivem com a prática, esporte como queiram chamar, e dizem que tem que acabar? centenas e milhares de Famílias vivem da força da vaquejada, pergunto; houve alguma conferência, ou força tarefa para colocar, inserir ou encaminhar uma centena e de milhares de família para outra atividade no sertão, cariri e afins? Um Brasil que para conseguir emprego sendo graduado tá uma dificuldade, imagina para um povo ha sofrido? É uma intelectual disse “mais se gera muito dinheiro para os empresarios” oxente e era para os bois? É não há grandes vaquejadas com milhares de reais, a maioria são pequenas e única renda. Sou contra maus tratos, só detesto quando gente cuida mais de bicho do que própria espécie.

    Robson Fernando de Souza

    novembro 4 2016 Responder

    Sou Nordestino, sou a favor e não há argumentos que possam viabilizar a proibição da vaquejada, vinda do século XVII e enraizada a milhares de décadas,

    1. Nem a violência promovida contra os animais dentro e fora das arenas?
    2. Falácia de apelo à tradição é um argumento que “inviabiliza” a proibição da vaquejada?

    ai vem os únicos donos da verdade e dizem o que inumeras populações, que convivem com a prática, esporte como queiram chamar, e dizem que tem que acabar?

    Você que me acusa de me arrogar “dono da verdade” e vem carimbar uma “verdade” totalmente oposta não seria um outro candidato a “dono da verdade”?

    centenas e milhares de Famílias vivem da força da vaquejada, pergunto; houve alguma conferência, ou força tarefa para colocar, inserir ou encaminhar uma centena e de milhares de família para outra atividade no sertão, cariri e afins? Um Brasil que para conseguir emprego sendo graduado tá uma dificuldade, imagina para um povo ha sofrido?

    Também defendo que os futuros ex-vaqueiros sejam capacitados e empregados em trabalhos realmente éticos. Se alguns opositores das vaquejadas desprezam a situação empregatícia dos atuais vaqueiros, eu não estou entre eles.

    É uma intelectual disse “mais se gera muito dinheiro para os empresarios” oxente e era para os bois? É não há grandes vaquejadas com milhares de reais, a maioria são pequenas e única renda.

    Peço que não desvirtue do assunto do texto, que é a violência contra os animais.

    Sou contra maus tratos, só detesto quando gente cuida mais de bicho do que própria espécie.

    1. Contra maus tratos e defendendo uma atividade que é, por essência e definição, um maltrato contra bois e cavalos?
    2. Você tem como provar que eu “cuido mais de bicho do que da própria espécie” e que todo opositor da vaquejada incide nesse tipo de atitude?

Waguito Silva

novembro 2 2016 Responder

Não vamos Permitir crueldade com seres indefesos !
Digamos Não a qualquer Tipo de Crueldades animais !

Jéssica Alves

outubro 30 2016 Responder

As vaquejada são práticas cruéis e inconstitucionais, nas quais os animais são submetidos a abusos, crueldades e maus-tratos, realizada sob o falso véu de manifestações culturais!
#ApaioOsDireitosDosAnimais

Daniel

outubro 27 2016 Responder

Bom, cara, estou novamente aqui. Nós, seres humanos, queremos viver 100 anos se possível, agora imagine um boi que vai pro abate, tendo sua garganta cortada e sofrendo até a morte; agora imagine se eles “falassem”, como você disse. O que eles falariam sobre essa prática? Não sou vegetariano, nem vou para vaquejadas, apenas não concordo com a ideia de banir o esporte, deixando milhares de famílias desamparadas. Abraços!

    Robson Fernando de Souza

    outubro 28 2016 Responder

    Como falei, já sou vegano e dono de um blog sobre veganismo.

    Sobre empregos, você defenderia a legalização da tortura de humanos se isso, de alguma forma, gerasse milhares ou milhões de empregos?

Daniel

outubro 27 2016 Responder

Bom, se o assunto é a dor que os animais sentem nas competições, então vamos todos nos tornar vegetarianos! Já viu um boi sendo abatido? Pois é, eles agonizam até a morte com suas gargantas cortadas. Vamos nos colocar no lugar deles, imaginem alguém cortando sua garganta e deixando o sangue jorrar até você morrer. Se a questão é dor, esse ponto também deve ser analisado. Não vou em vaquejada, mas não vejo nada de mais no esporte em relação a sofrimento dos animais. Vejo apenas um país corrupto, que quer tirar o pão do homem do campo, o pão dos vaqueiros, pais de família, homens honestos e que dedicam seu preciso tempo cuidando desses animais. Um país com milhares de problemas, milhares de doentes em hospitais, milhares de famílias desamparadas e querem solucionar um “problema” que não tá melhorando nossa realidade, mas sim, jogando um pano no verdadeiro problema.

    Robson Fernando de Souza

    outubro 28 2016 Responder

    “Bom, se o assunto é a dor que os animais sentem nas competições, então vamos todos nos tornar vegetarianos! Já viu um boi sendo abatido? Pois é, eles agonizam até a morte com suas gargantas cortadas. Vamos nos colocar no lugar deles, imaginem alguém cortando sua garganta e deixando o sangue jorrar até você morrer.”

    Eu não sou já sou vegano – o que vai além do vegetarianismo – como tenho um blog em defesa do veganismo: http://veganagente.consciencia.blog.br

    “Se a questão é dor, esse ponto também deve ser analisado. Não vou em vaquejada, mas não vejo nada de mais no esporte em relação a sofrimento dos animais.”

    Ou seja, você acredita que induzir o boi ao desespero, persegui-lo e puxar seu rabo dolorosamente não é causar sofrimento, é isso?

    “Vejo apenas um país corrupto, que quer tirar o pão do homem do campo, o pão dos vaqueiros, pais de família, homens honestos e que dedicam seu preciso tempo cuidando desses animais. Um país com milhares de problemas, milhares de doentes em hospitais, milhares de famílias desamparadas e querem solucionar um “problema” que não tá melhorando nossa realidade, mas sim, jogando um pano no verdadeiro problema.”

    Favor não desviar do tema. Haver um problema X não implica que o problema Y não deve ser tratado.

Antonio Honorio David Neto

outubro 13 2016 Responder

Gostaria só de saber se as festas de barreto em são paulo vão serem proibidas???? pois lá também tem “mau trato de animais”.. não são também animais em questão? reflitamos.

    Robson Fernando de Souza

    outubro 13 2016 Responder

    Com fé na luta animalista, também vão, dentro de não muito tempo. =)

nonato

outubro 12 2016 Responder

maus tratos mesmo é na preparação dos cavalos para aprender os procedimentos da vaquejada,é de dar dô em ver o que esses treinadores fazem com os animai.não apoio a vaquejada …

Simone Araújo

outubro 11 2016 Responder

Acho uma monstruosidade derrubar um animal pelo rabo, mais graças s Deus e a ONGs foi proibida ADoreiiiiiiii. Do que vai viver a cidade sejam criativos explorem outra coisa, os vaqueiros procurem outra profissão preguiçosos sustente sua família sem fazer crueldade com animais, o comércio procure vender sem explorar os animais parasitas. Um vaqueiro na reportagem disse que não machuca o animal claro ele vai dizer o contrário, pede para ele correr e agente derrubar ele puxando o Pinto dele e as vezes até arrancando. SOU CONTRA A VAQUEJADA

    Thamyres

    outubro 30 2016 Responder

    “Do que vai viver a cidade sejam criativos explorem outra coisa, os vaqueiros procurem outra profissão preguiçosos sustente sua família sem fazer crueldade com animais.”
    Pelo amor de Deus, como você é capaz de dizer isso? Eu ainda não tinha uma opinião totalmente formada, mas falar isso é demais, tanto é que eu simplesmente não consegui ler e deixar para lá, “preguiçosos”? Eles batalham demais, alguns nem são alfabetizados e eles não tem culpa do Brasil não dar valor a educação e sim a economia, por favor estude antes de falar qualquer comentário besta que nem esse que você fez agora, porque antes, se misture no meio deles para você sentir na pele o que é ter que sustentar 3, 4, 5 ou até 6 filhos, sem alfabetização, porque eles pelo ou menos sabem batalhar e isso o país não ver, enquanto aos animais? Jamais devem ser maltratados, sou super contra maus tratos, mas isso vale também para humanos, que não devem morrer de fome, por causa de um monte de gente que fala o que não sabe.

Maria de Fátima

outubro 11 2016 Responder

Quem daqui gostaria de sair correndo, e logo atrás de voces uns seres que se dizem humanos, correndo e te arrastando, te ferindo até sangrar, puxados pelo rabo, Pq, é o que acontece com esses animais de VAQUEJADA. Alguém se abilita??? Por favor!!! ??

Vanilda Borba

outubro 9 2016 Responder

Muito boa reflexão, Robson!

abraços

Andreza

outubro 9 2016 Responder

Eu concordo plenamente com a proibição dessa prática!!! Além de causar dor nos animais, tem a grande capacidade de deixa-los altamente estressados. Não vejo nenhum propósito nisso, sinceramente.

Felipe

outubro 7 2016 Responder

Não entendi seu ponto de vista Robson. Acho q o maior maltrato eh o Brasil ser um do maiores exportadores de carne bovina do mundo e nós consumidores sermos parte integrante do comércio interno. Condena maltrato a animais mas não condena o consumo de carne bovina. Será q a realidade de um boi antes do abate além do próprio abate é tão menos cruel que a queda nos templos de vaquejada Brasil afora? Reitero. Somos um dos maiores consumidores de carne bovina do mundo. Abraço

    Robson Fernando de Souza

    outubro 8 2016 Responder

    Felipe, se você acha que eu não condeno o consumo de produtos de origem animal, recomendo que leia o blog Veganagente, que é meu blog dedicado à libertação animal: http://veganagente.consciencia.blog.br

    Abs

Marli

agosto 23 2016 Responder

Concordo plenamente com você, Robson em todos os sentidos, pois nada justifica a violência, que são submetidos os animais. Violência gera violência, Fico pensando e se fosse com seu bichinho de estimação? um caozinho ou gatinho! Mesmo na areia fofinha e com todas as regras da associação. AS regras foram feitas para amenizar ou diminuir o sentimento de impunidade. Mas continua sendo violência, pois não existe meia violência. E sim o ato que a caracteriza!

Ari

maio 19 2016 Responder

Olha, eu não gosto de vaquejada, mas também não vou sair xingando ninguém que gosta. Mas a vaquejada é sim uma exploração animal, mas como o povo cresce e vive lá, eles não vão conseguir ver um lado ruim, pq pra eles todos seguem as regras, não é mesmo? Todos amam seus cavalos, e todos tratam bem os bois.
E tem outra coisa, o equipamento que é colocado no cavalo, a sela fica muito pra frente, bem em cima da cernelha do cavalo, isso fica bem em cima da escapula do cavalo (o osso abaixo da cernelha) o que proporciona mais pressão nas patas da frente, forçando o úmero. Os cavaleiros tem em média 75 kg, então é uma pressão e tanto! Mesmo que os Quarto de Milha sejam super fortes e resistentes, eles ainda sentem dor. Um ex: você vai brincar de cavalinho com uma criança, ela senta na sua coluna certo? Agora se ela sentar nas suas escapulas, você vai sentir uma pressão horrível sobre os ombros, e dependendo do tempo e esforço que você ficar e fizer, você vai sentir a dor por um tempo. Mas muitas vezes os cavalos não expressão a dor por instinto, pois se eles estivessem na natureza, seriam presa fácil.
Mas eu não vou obriga-los a largar o que vocês gostam, mas EU não gosto, então não vou assistir nem praticar.

Danny

dezembro 24 2015 Responder

Isso é uma vergonha! Raça humana insensível, como entender pessoas que gostam de vaquejada? Pessoas que se divertem com o sofrimento, a dor, a tortura, a desgraça. Entendam, vaquejada não é um esporte, não é cultura, e sim tortura. Ao ver imagens de um evento como esse, eu fico completamente chocada, é horrível. Eu sou contra a vaquejada! Se você é a favor, porque não fica no lugar do boi?

Rafael ferro

outubro 11 2015 Responder

Robson se for do jeito que você esta dizendo vamos ter que parar de comer carne bovina, você acha que os boi se divertem presos dentro de um confinamento para serem engordados e depois mortos. Você já foi a uma vaquejada nesses últimos dias para ver como a vaquejada e hoje, hoje em dia não tem mais maus tratos contra animais, a ABVAQ associação brasileira de vaquejada incluiu regras a serem compridas. não pode mais bater nos cavalos e nem nos bois, a pista tem que ter muita areia para que os bois não se machuquem, não se usa mais pedaços de pau e nem ferrão nos bretes, os cavalos que tiverem a venta cortada ou cortados de esporas não pode correrem o que você quer mais. Vocês que querem que vaquejada acabe deveriam criticar e o que esses políticos merdas fazem com a gente isso sim e maldade e crueldade, isso ninguém olha acham bonito.agora vão olhar e criticar uma simples vaquejada .

    Robson Fernando de Souza

    outubro 11 2015 Responder

    “Robson se for do jeito que você esta dizendo vamos ter que parar de comer carne bovina, você acha que os boi se divertem presos dentro de um confinamento para serem engordados e depois mortos.”
    E é isso mesmo que nós defensores dos Direitos Animais queremos. Toda e qualquer exploração animal é inaceitável, incluída aquela destinada a “produzir” alimentos de origem animal.

    “hoje em dia não tem mais maus tratos contra animais, a ABVAQ associação brasileira de vaquejada incluiu regras a serem compridas. não pode mais bater nos cavalos e nem nos bois, a pista tem que ter muita areia para que os bois não se machuquem, não se usa mais pedaços de pau e nem ferrão nos bretes, os cavalos que tiverem a venta cortada ou cortados de esporas não pode correrem o que você quer mais.”
    Então não há mais o ato de perseguir e derrubar animais com puxão da cauda na vaquejada?

    “Vocês que querem que vaquejada acabe deveriam criticar e o que esses políticos merdas fazem com a gente isso sim e maldade e crueldade, isso ninguém olha acham bonito.”
    1. Você realmente acredita ter o poder de mandar e ditar o que quem defende os animais deve ou não fazer?
    2. Você critica os políticos? Não venha exigir que façamos aquilo que você mesmo provavelmente não faz.

Brenda Aylane

julho 26 2015 Responder

A realização de vaquejadas não justifica preconceito contra nordestinos. Nem você ser pernambucana justifica ter esse preconceito contra pessoas de sua (e minha) terra. Comentário preconceituoso apagado. RFS

Thiago

abril 1 2014 Responder

Realmente quem escreveu isso, não faz ideia do que é vaquejada!!
A pista tem areia fofa, de praia.
O boi recebe treinamento de 30 min por dia pra correr vaquejada?? Procurem saber o que é boi mobral.
Espora?? procurem saber das regras referente a isso.
Resumindo, deixem de ser falso moralistas, ficar lendo livros e vão a campo saber do que estão falando!! Não sabem de nada!!

    Robson Fernando de Souza

    abril 1 2014 Responder

    E isso justifica eticamente o ato de agredir animais lhes causando medo, perseguindo-os e derrubando-os no chão, é isso?

    Lorinaldo rabelo

    agosto 19 2014 Responder

    Gosto de vaquejada e sou vaqueiro concordo em alguns pontos mas as novas regras estao deixando a vaquejada muito melhor de se ver e de participar.

Allan Radax

setembro 17 2011 Responder

Comentário revoltadinho e ofensivo apagado. Se quiser comentar defendendo a vaquejada, pode fazê-lo, mas faça-o com respeito. Textos com xingamentos são proibidos aqui e não são considerados como argumentação válida.

Sem mais,
RFS

roberta

julho 29 2011 Responder

meu povo ignorancia é uma das coisas mas feias que existem no mundo como vcs podem falar sore um certo assunto que vcs nem conhecen ???
a vaquejada é uma das festas mas bonitas d nordesti traz emprego renda turisto e etc uma tradição que ja veio de muito tempo e passada de geração a geração acidentes acontecem em tds os esportes tais filipe massa na formula 1 airton sena….. e tantos outros e se a vaquejada é um esporte violente então oq falar do U F C boxe e outras artes marcias ??? ….. por

    Robson Fernando de Souza

    julho 29 2011 Responder

    Roberta, em primeiro lugar, melhore sua ortografia, ela é sofrível e diminui dramaticamente a força de sua argumentação.
    Em segundo lugar, você iria gostar de participar à força, sem qualquer possibilidade de escolha, de um “esporte” violento que consiste em agredir você?

Lucas Laurindo

dezembro 28 2010 Responder

Claro que representa vergonha, para um desinformado e preconceituoso. Que escreve sobre coisas que nem sequer tem algum conhecimento a respeito. Lamento muito por você.

    Robson Fernando

    dezembro 28 2010 Responder

    Eu lamento por quem aprecia vaquejadas e vê nela uma ética que não existe.

Lucas Laurindo

dezembro 27 2010 Responder

Bom, em nenhum momento falei que vaquejada era um esporte extremamente ético, apenas falei que não concordava com alguns pontos de seu texto. Também não falei que algo, não deixa de ta errado por que é tradição em nenhum momento, apenas afirmei que vaquejada é tradição nordestina o fato é que você também não conhece o que é vaquejada, e o que ela representa para o nordeste e o povo nordestino, por isso cita em seu texto coisas que nem se quer existem e chega a comparar a vaquejada com a escravidão, o que não tem absolutamente nada ver. Espero que você faça novos artigos relacionados ao tema, mas que você se informe melhor sobre o que é vaquejada, como funciona e o que ela representa para o nordeste.
Abraço, fique com Deus.

    Robson Fernando

    dezembro 27 2010 Responder

    Bom, em nenhum momento falei que vaquejada era um esporte extremamente ético

    Também não falei que você disse isso.

    apenas falei que não concordava com alguns pontos de seu texto.

    Pontos que trepliquei, como você pôde ver.

    apenas afirmei que vaquejada é tradição nordestina o fato é que você também não conhece o que é vaquejada, e o que ela representa para o nordeste e o povo nordestino

    Sim, e tradição não quer dizer nada eticamente falando.

    por isso cita em seu texto coisas que nem se quer existem e chega a comparar a vaquejada com a escravidão, o que não tem absolutamente nada ver.

    Sinto dizer, mas tem tudo a ver. Vaquejada é violência e escravidão animal, e não há nada que possa ser feito pra questionar essa afirmação.

    Sobre as coisas que “nem sequer existem”, ainda é cedo pra se tirar essa conclusão, já que o interior dos bretes é um relativo mistério, visto que a vaquejada ainda não é combatida pelos movimentos nordestinos de defesa dos animais.

    Espero que você faça novos artigos relacionados ao tema, mas que você se informe melhor sobre o que é vaquejada, como funciona e o que ela representa para o nordeste.

    O que ela representa pro Nordeste? Apenas vergonha.

Lucas Laurindo

dezembro 22 2010 Responder

Gostei muito do artigo, concordo até certo ponto, Mas hoje os parques de vaquejadas usam areia fofa, assim os bois não caem no chão duro, os bois são os animais domésticos que tem o torax e costelas mais fortes, assim e comprovado que ele não sente tanto as quedas das vaquejadas.( Embora pode ocorrer que eles torçam ou quebrem as pernas e assim seja sacrificado. é raro mais acontece.) porém , os bois que correm vaquejadas ja sabem o que fazer quando entrar nas pistas, portanto não e necessario as agressões dentro do brete, quanto aos cavalos, eles tem um treinamento para aquele esporte, ( o que não significa que n sofram,mais não tanto), as esporas não precisam furar para o animais entender o que fazer( apenas para lembra-los, e essas esporas não machucam), um cavalo de vaquejada sabe que tem que ta perto do boi, então quando o boi sai do brete ele ja vai atraz. Vaquejada é uma festa muito bonita além de ser tradição nordestina, embora ainda haja alguns pontos que deverim ser revistos e quem sabe alterados. Ela não causa esse stress todo ao animal, causa stress sim, mas nada que possa prejudicar na saude do animal. Esta de parabéns pelo texto, Abraço.

    Robson Fernando

    dezembro 22 2010 Responder

    Respondendo em partes:

    Mas hoje os parques de vaquejadas usam areia fofa, assim os bois não caem no chão duro, os bois são os animais domésticos que tem o torax e costelas mais fortes, assim e comprovado que ele não sente tanto as quedas das vaquejadas.

    O que importa é não tanto se os bois caem no duro ou não, mas o fato de que eles são derrubados. E isso é uma violência de qualquer maneira. Por mais fortes e musculosas que sejam as vítimas, a violência contra inocentes nunca é justificável.

    ( Embora pode ocorrer que eles torçam ou quebrem as pernas e assim seja sacrificado. é raro mais acontece.)

    Você disse bem: é raro, mas acontece. Mesmo se apenas 1 animal tivesse sido morto por injúria na vaquejada, essa não deixa de ser uma atividade violenta.

    porém , os bois que correm vaquejadas ja sabem o que fazer quando entrar nas pistas, portanto não e necessario as agressões dentro do brete,

    Fala-se isso pelos adeptos da vaquejada, mas faltam fiscalizações isentas. Assim sendo, não é possível ter certeza de que não há violência e outros abusos dentro do brete.
    Melhor dizendo, mesmo que nos bretes nada aconteça de muito cruel, a vaquejada não se torna ética por isso.

    quanto aos cavalos, eles tem um treinamento para aquele esporte, ( o que não significa que n sofram,mais não tanto)

    Primeiro, gladiadores também eram treinados pra matar e morrer nas arenas. Ainda assim ninguém, nem você provavelmente, gostaria de ver lutas de gladiadores voltando e tornando-se modalidade esportiva moderna, uma vez que a atividade provoca mortes.
    Segundo, os cavalos não podem recusar o treinamento, não têm a opção. Basta que tenham certo porte físico pra serem obrigados a treinar por toda a sua vida “útil”.
    Terceiro, você mesmo admite que os cavalos sofrem, ainda que “um pouco”. Achas que os personagens humanos da vaquejada têm o direito de fazer os cavalos sofrerem esse “pouco”?

    as esporas não precisam furar para o animais entender o que fazer( apenas para lembra-los, e essas esporas não machucam)

    Se as esporas não machucam, não incomodam com suas batidas repetitivas, pra que elas servem? E como funcionam?
    E elas não precisam ser pontudas pra incomodar alguém com suas batidas. Você mesmo não iria gostar nada se um filho seu brincasse com você de cavalinho e te esporeasse nas costelas.

    Vaquejada é uma festa muito bonita além de ser tradição nordestina, embora ainda haja alguns pontos que deverim ser revistos e quem sabe alterados.

    Touradas também são consideradas por muitos uma “festa muito bonita”, embora envolva crueldade. E tradição não é justificativa ética. Uma coisa não é boa e ética só porque é tradição. Escravidão humana foi tradição no Brasil por mais de 300 anos, e nem por isso as pessoas pedem pela volta da mesma.
    E não há nada a ser alterado na vaquejada. Ela é que deveria ser proibida como um ato de violência contra animais.

    Ela não causa esse stress todo ao animal, causa stress sim, mas nada que possa prejudicar na saude do animal.

    Primeiro, você admite que a vaquejada causa estresse. E estresse causa sofrimento. E causar sofrimento em animais é uma violência.
    Segundo, pra ética, não importa se o animal teve a saúde prejudicada ou não. O que importa é que ele sofre violência.
    Terceiro, um soco no rosto ou uma chibatada não prejudica a saúde da pessoa, mas não deixa de ser uma óbvia violência.

Clara

agosto 6 2010 Responder

Concordo em algumas partes com o texto, mas deixo claro que os bois não caem no chão duro do sertão nordestino, até porque, essa idéia de que tudo no Nordeste é muito feio, seco e pobre é bastante atrasada. Os parques de vaquejada dispõem de uma pista de derrubada com areia bem fofa, mesmo que o boi sinta as dores da puxada, a dor da queda ele não sente tão forte assim.

    Robson Fernando

    agosto 6 2010 Responder

    Clara, um “conforto” a mais pros animais não retira da vaquejada o status de forma de violência e exploração animal.

    E, aliás, não expressei no texto a ideia de que “tudo no Nordeste é muito feio, seco e pobre”. Pra falar a verdade, a vaquejada é que queima o filme do Nordeste perante o Brasil.

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo