Breve relato do #DiaMundialSemCarne no Twitter
@s vegetarian@s do Twitter estão de parabéns por terem promovido o #DiaMundialSemCarne. Foi um ato de conscientização que uniu @s vegetarian@s que são interessad@s pelos direitos dos animais e pela preservação do meio ambiente.
Quanto à minha participação, foram quase 400 tweets em cerca de 11 horas. Uma quantidade incontável de menções favoráveis e menções questionadoras, além das menções mais idiotas feitas por trolls. 48 pessoas passaram a me seguir, dispostas a receber os tweets do Arauto da Consciência (até este momento apenas 3 ou 4 deram unfollow). A maioria dos meus tweets foi divulgando dois posts (a Reflexão sobre o duplipensar onívoro e os Fatos ambientais sobre pecuária, pesca e aquicultura), dando RT em outras mensagens inteligentes e, como explico mais abaixo, comparando o reacionarismo de hoje àquele que aconteceria se o Twitter tivesse existido em outras épocas de lutas por direitos.
Falando em trolls, a verdade foi que foi graças a eles que a tag ficou em primeiro nos trending topics brasileiros por tanto tempo — caindo para segundo por apenas meia hora às 20h. Uma grande população twiteira ridicularizou e fez pouco caso da tag, com as velhas e manjadas gracinhas sobre “comer uma picanha suculenta”, “hoje tem churrasco”, “quem comeu carne no #Dia… e não se arrependeu dê RT” etc. Houve também aqueles trolls mais agressivos que ora postavam frases revoltadas do tipo “#Dia… de c* é r*” ou “Boi bom é boi morto”, ora enchiam o saco d@s vegetarian@s individualmente, por menções importunadoras.
Tantos trolls não se ligaram, no entanto, que ajudaram e muito o #Dia…, já que fizeram o enorme favor de manter a tag no topo dos trending topics brasileiros e, com suas reações, mostraram-se incapazes de defender sua alimentação e deixaram claro que não adotam uma alimentação onívora com fundamentos racionais — comem carne por inércia cultural e prazer. Algumas poucas pessoas é que tentaram defender sua alimentação com o cérebro, argumentando racionalmente, mas não falaram nada que não tivesse um contra-argumento refutatório preparado.
Como resposta ao reacionarismo birrento das pessoas, comparei o mesmo, em uma série de tweets, a atitudes reacionárias imaginárias que marcariam o Twitter se ele tivesse existido em lugares/épocas como o Brasil do século 19 (na luta pela abolição da escravidão no Brasil), os EUA da década de 60 (na luta contra o racismo), a África do Sul do Apartheid e as épocas de ascensão da luta pelos direitos das mulheres. É praticamente fato que as mesmas pessoas que fizeram birra contra o #Dia… fariam a mesma coisa contra as lutas por direitos que marcaram tais lugares e épocas.
Hoje ou nos próximos dias vou escrever uma reflexão sobre a tolice dos trolls do #DiaMundialSemCarne. Novamente parabéns aos/às vegetarian@s que fizeram seu papel.
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4 respostas a Breve relato do #DiaMundialSemCarne no Twitter
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Os comedores de carne enchiam o saco dos vegetarianos?? Quer dizer que vocês podem ser pró-mato, e eu não posso ser pró-carne?
E os “trolls” colocaram o dia mundial sem carne em primeiro nos TTBr. Afinal, só tirando um sarro desse dia, por que os que o levam a sério são tão poucos, que só tirando sarro esse dia fica reelevante.
E se o fato de eu ter olhos frontais, molares, pré-molares, caninos e não digerir celulose não me faz um ser que necessita de carne, acho que o seu Darwin tá meio errado. A história da evolução diz, sobre nossos ancestrais: Os que ficaram colhendo frutas viraram macacos, os que foram caçar viraram humanos.
Analise a quantidade de biólogos, médicos e outros profissionais ligados à saúde e à biologia, e veja quantos deles são vegetarianos. E não me venha com desculpinha esfarrapada de que não existem pesquisas científicas suficientes a respeito, por que pesquisa sobre alimentação é o que mais tem.
Quer comer seu mato, coma. Mas à partir do momento em que tentas IMPÔR tua condição alimentícia aos outros, te tornas o reacionário que tanto condenas.
Sim, encheram. O Dia Mundial Sem Carne é uma iniciativa de conscientização, e não vi em momento nenhum gente defendendo que o dia se torne lei ou que os onívoros sejam punidos.
Somos “pró-mato” pelos animais e pelo meio ambiente — a boa saúde que temos é consequência. Você é pró-carne pelo… pelo quê mesmo?
Ficou provado (mais uma vez) que a população brasileira é alienada e não tem argumentos que defendam seu hábito alimentar. Aliás, o povo brasileiro não leva a sério nem mesmo manifestações sociopolíticas, quanto mais campanhas de conscientização que questionem um hábito enraizado.
Esse argumento daria certo se fôssemos animais carnívoros. Para sua infelicidade, somos onívoros (com tendência a comer vegetais, de modo que o vegetarianismo é possível, ao contrário de uma alimentação exclusivamente carnívora). E, aliás, cadê o resto dos atributos de animais carnívoros? Dentes afiados grandes e numerosos, garras, corpo muito forte, capacidade de alcançar alta velocidade… Não temos.
Não é desculpa esfarrapada, sim a realidade. Pesquisas sobre alimentação são abundantes, mas não sobre alimentação vegetariana. Você não encontrará quase nada abrangente se colocar no Google Acadêmico “vegan diets”.
Uma pessoa só impõe um hábito alimentar (ou tem atitude impositora) quando é grosseira e prega a transformação de dias como o Dia Mundial Sem Carne em lei. Pra sua infelicidade, a única grosseria e atitude (indireta) de imposição que vi veio do outro lado. Creofilia é um fato social, diria Durkheim.
E, aliás, como você, num comentário nervoso e nem um pouco cortês, ainda quer acusar gente como eu de ser impositora e autoritária?
Acho despresível a atitude das pessoas diante ações como essa. É totalmente cultural, mas é uma reação totalmente brasileira. Acredito que ações como essa devem ser frequentes e cada vez mais explicativas, para que a inteligentíssima população possa absorver sua importancia, que não sao somente questoes animais e principalmente ambientais.
Mas é isso aí. Vamos em frente! Parabens pelo post e à todos os envolvidos do Dia Mundial Sem Carne Online :)