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mar10

Breve relato do #DiaMundialSemCarne no Twitter

@s vegetarian@s do Twitter estão de parabéns por terem promovido o #DiaMundialSemCarne. Foi um ato de conscientização que uniu @s vegetarian@s que são interessad@s pelos direitos dos animais e pela preservação do meio ambiente.

Quanto à minha participação, foram quase 400 tweets em cerca de 11 horas. Uma quantidade incontável de menções favoráveis e menções questionadoras, além das menções mais idiotas feitas por trolls. 48 pessoas passaram a me seguir, dispostas a receber os tweets do Arauto da Consciência (até este momento apenas 3 ou 4 deram unfollow). A maioria dos meus tweets foi divulgando dois posts (a Reflexão sobre o duplipensar onívoro e os Fatos ambientais sobre pecuária, pesca e aquicultura), dando RT em outras mensagens inteligentes e, como explico mais abaixo, comparando o reacionarismo de hoje àquele que aconteceria se o Twitter tivesse existido em outras épocas de lutas por direitos.

Falando em trolls, a verdade foi que foi graças a eles que a tag ficou em primeiro nos trending topics brasileiros por tanto tempo — caindo para segundo por apenas meia hora às 20h. Uma grande população twiteira ridicularizou e fez pouco caso da tag, com as velhas e manjadas gracinhas sobre “comer uma picanha suculenta”, “hoje tem churrasco”, “quem comeu carne no #Dia… e não se arrependeu dê RT” etc. Houve também aqueles trolls mais agressivos que ora postavam frases revoltadas do tipo “#Dia… de c* é r*” ou “Boi bom é boi morto”, ora enchiam o saco d@s vegetarian@s individualmente, por menções importunadoras.

Tantos trolls não se ligaram, no entanto, que ajudaram e muito o #Dia…, já que fizeram o enorme favor de manter a tag no topo dos trending topics brasileiros e, com suas reações, mostraram-se incapazes de defender sua alimentação e deixaram claro que não adotam uma alimentação onívora com fundamentos racionais — comem carne por inércia cultural e prazer. Algumas poucas pessoas é que tentaram defender sua alimentação com o cérebro, argumentando racionalmente, mas não falaram nada que não tivesse um contra-argumento refutatório preparado.

Como resposta ao reacionarismo birrento das pessoas, comparei o mesmo, em uma série de tweets, a atitudes reacionárias imaginárias que marcariam o Twitter se ele tivesse existido em lugares/épocas como o Brasil do século 19 (na luta pela abolição da escravidão no Brasil), os EUA da década de 60 (na luta contra o racismo), a África do Sul do Apartheid e as épocas de ascensão da luta pelos direitos das mulheres. É praticamente fato que as mesmas pessoas que fizeram birra contra o #Dia… fariam a mesma coisa contra as lutas por direitos que marcaram tais lugares e épocas.

Hoje ou nos próximos dias vou escrever uma reflexão sobre a tolice dos trolls do #DiaMundialSemCarne. Novamente parabéns aos/às vegetarian@s que fizeram seu papel.

imagrs

4 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Nana

março 22 2010 Responder

Acho despresível a atitude das pessoas diante ações como essa. É totalmente cultural, mas é uma reação totalmente brasileira. Acredito que ações como essa devem ser frequentes e cada vez mais explicativas, para que a inteligentíssima população possa absorver sua importancia, que não sao somente questoes animais e principalmente ambientais.
Mas é isso aí. Vamos em frente! Parabens pelo post e à todos os envolvidos do Dia Mundial Sem Carne Online :)

Logan

março 21 2010 Responder

Os comedores de carne enchiam o saco dos vegetarianos?? Quer dizer que vocês podem ser pró-mato, e eu não posso ser pró-carne?

E os “trolls” colocaram o dia mundial sem carne em primeiro nos TTBr. Afinal, só tirando um sarro desse dia, por que os que o levam a sério são tão poucos, que só tirando sarro esse dia fica reelevante.

E se o fato de eu ter olhos frontais, molares, pré-molares, caninos e não digerir celulose não me faz um ser que necessita de carne, acho que o seu Darwin tá meio errado. A história da evolução diz, sobre nossos ancestrais: Os que ficaram colhendo frutas viraram macacos, os que foram caçar viraram humanos.

Analise a quantidade de biólogos, médicos e outros profissionais ligados à saúde e à biologia, e veja quantos deles são vegetarianos. E não me venha com desculpinha esfarrapada de que não existem pesquisas científicas suficientes a respeito, por que pesquisa sobre alimentação é o que mais tem.

Quer comer seu mato, coma. Mas à partir do momento em que tentas IMPÔR tua condição alimentícia aos outros, te tornas o reacionário que tanto condenas.

    Robson Fernando

    março 21 2010 Responder

    Os comedores de carne enchiam o saco dos vegetarianos?? Quer dizer que vocês podem ser pró-mato, e eu não posso ser pró-carne?

    Sim, encheram. O Dia Mundial Sem Carne é uma iniciativa de conscientização, e não vi em momento nenhum gente defendendo que o dia se torne lei ou que os onívoros sejam punidos.
    Somos “pró-mato” pelos animais e pelo meio ambiente — a boa saúde que temos é consequência. Você é pró-carne pelo… pelo quê mesmo?

    E os “trolls” colocaram o dia mundial sem carne em primeiro nos TTBr. Afinal, só tirando um sarro desse dia, por que os que o levam a sério são tão poucos, que só tirando sarro esse dia fica relevante.

    Ficou provado (mais uma vez) que a população brasileira é alienada e não tem argumentos que defendam seu hábito alimentar. Aliás, o povo brasileiro não leva a sério nem mesmo manifestações sociopolíticas, quanto mais campanhas de conscientização que questionem um hábito enraizado.

    E se o fato de eu ter olhos frontais, molares, pré-molares, caninos e não digerir celulose não me faz um ser que necessita de carne, acho que o seu Darwin tá meio errado. A história da evolução diz, sobre nossos ancestrais: Os que ficaram colhendo frutas viraram macacos, os que foram caçar viraram humanos.

    Esse argumento daria certo se fôssemos animais carnívoros. Para sua infelicidade, somos onívoros (com tendência a comer vegetais, de modo que o vegetarianismo é possível, ao contrário de uma alimentação exclusivamente carnívora). E, aliás, cadê o resto dos atributos de animais carnívoros? Dentes afiados grandes e numerosos, garras, corpo muito forte, capacidade de alcançar alta velocidade… Não temos.

    Analise a quantidade de biólogos, médicos e outros profissionais ligados à saúde e à biologia, e veja quantos deles são vegetarianos. E não me venha com desculpinha esfarrapada de que não existem pesquisas científicas suficientes a respeito, por que pesquisa sobre alimentação é o que mais tem.

    Não é desculpa esfarrapada, sim a realidade. Pesquisas sobre alimentação são abundantes, mas não sobre alimentação vegetariana. Você não encontrará quase nada abrangente se colocar no Google Acadêmico “vegan diets”.

    Quer comer seu mato, coma. Mas à partir do momento em que tentas IMPÔR tua condição alimentícia aos outros, te tornas o reacionário que tanto condenas.

    Uma pessoa só impõe um hábito alimentar (ou tem atitude impositora) quando é grosseira e prega a transformação de dias como o Dia Mundial Sem Carne em lei. Pra sua infelicidade, a única grosseria e atitude (indireta) de imposição que vi veio do outro lado. Creofilia é um fato social, diria Durkheim.

    Robson Fernando

    março 21 2010 Responder

    E, aliás, como você, num comentário nervoso e nem um pouco cortês, ainda quer acusar gente como eu de ser impositora e autoritária?

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