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mar10

Mais uma perversão de cientistas torturadores (Parte 32)

Estudo da Unifesp feito com animais sugere que privação de sono aumenta probalidade para desenvolver infecções e tumores

O sono é uma atividade que ocupa cerca de um terço de nossas vidas e é fundamental para uma boa saúde mental e emocional, além de ser essencial na manutenção de uma vida saudável.

Nos dias de hoje, o estilo de vida e a pressão exercida pela sociedade levam milhares de indivíduos à privação de sono, acarretando prejuízos para a saúde e bem-estar. Em roedores avaliados em estudo realizado pelo Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) a situação não foi diferente.

A privação de sono nesses animais alterou varios­ aspectos do funcionamento comportamental, como memória, ansiedade, atenção, alteração sexual e hormonal, além de danos no sistema imunológico. Com isso, estudos revelam que a regulação fisiológica de sono e a resposta imunológica compartilham moléculas que, por sua vez, comprovam que a privação de sono pode baixar as defesas do organismo contra infecções e tumores.

Foram utilizados nesse experimento 50 animais. Eles foram divididos em quatro grupos, sendo que em três deles foram introduzidas células tumorais. Durante a privação do sono não houve óbito. Isso ocorreu com o passar do tempo devido ao crescimento tumoral, o que era esperado. Como resultado desse estudo, foi observado que a privação de sono, antes da introdução das células tumorais, não modificou a sobrevida dos animais portadores dessa neoplasia.

Contudo, a privação de sono imediatamente após a introdução das células tumorais (lembrando que o crescimento tumoral ocorre durante a privação e recuperação de sono) reduziu significativamente a sobrevida de camundongos fêmeas quando comparada aos camundongos que não foram submetidos à privação (grupo controle). Esses resultados sugerem que a privação de sono, prejudicou a resposta imunológica, reduzindo significativamente a sobrevida dos animais. Porém, quando o tumor se desenvolve durante o período de recuperação de sono esse prejuízo, antes observado, torna-se irrelevante.

O objetivo do trabalho foi verificar os efeitos da privação de sono sobre a sobrevida de camundongos fêmeas, portadores do tumor de Ehrlich. Esse tumor é experimental e transplantável, e tem se mostrado um bom modelo animal devido ao conhecimento de seu comportamento nos animais receptores, possibilitando sua utilização para o estudo de diversas situações. Ele é originado espontaneamente como um carcinoma mamário de camundongo fêmea, e apresenta-se sob duas formas: a ascítica, obtida através de inoculação de uma suspensão de células no peritônio, e a sólida, mediante inoculação dessa mesma suspensão no subcutâneo do dorso ou no coxim plantar dos camundongos.

“Em função do aumento do número de pessoas expostas à privação de sono, muitos estudos têm sido conduzidos com a finalidade de esclarecer sua influência no sistema imunológico. Nesse sentido, torna-se importante continuar a investigar a possibilidade da privação de sono alterar o crescimento tumoral, e conseqüentemente, a sobrevida de animais portadores de uma neoplasia”, afirma Jussara Corrêa, responsável pela pesquisa.


Detalhamento da pesquisa

O grupo 2 (grupo que foi introduzido o tumor e depois privado de sono) quando comparado com o grupo 4 ( grupo não privado de sono e introduzido o tumor) apresentou uma sobrevida significativamente menor, ou seja, os animais do grupo 2 morreram entre o 17º e 19º dia após a introdução do tumor, já os animais do grupo 4 morreram entre o 18º e 22º dia.

O grupo 1 (grupo privado de sono antes da introdução do tumor) quando comparado com o grupo 4 ( grupo não privado de sono e introduzido o tumor) não apresentou diferença na sobrevida, ou seja, os animais do grupo 1 morreram entre o 19º e 21º dia após a introdução do tumor, já os animais do grupo 4 morreram entre o 18º e 22º dia.

Camundongos, as vítimas preferidas da bestialidade humana travestida de ciência. Parece até que camundongos com câncer, sofrendo uma agonia lenta e incurável, são uma espécie de fetiche macabro de cientistas torturadores, dão uma espécie de orgasmo sádico, proporcionado por alguma falha na região cerebral responsável pela retidão ética, compaixão e empatia. Só pode ser isso para haver tanta simpatia dessa gente com experiências cancerosas envolvendo os bichos dessa espécie.

Seu sofrimento, sua vida, seu valor enquanto ser vivo senciente, essas coisas não valem nada para esses humanos zoocidas, nada mesmo, fora os supostos benefícios à espécie que se arroga centro da biosfera da Terra.

Até quando teremos que aguentar ver esse tipo de notícia, divulgando, com toda frieza e desprezo pela vida não-humana, supostos sucessos científicos que se valem de muita tortura, sofrimento e morte?

ALF, socorro!!!!

imagrs

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Mara Costantin

março 3 2010 Responder

Eu também não sei quando vamos nos livrar das pesquisas parasitas que ainda utilizam modelos animais. Será que elas vão virar tradição acadêmica?

    Robson Fernando

    março 3 2010 Responder

    Infelizmente já é uma tradição, que vem dando um certo trabalho pra ser desacreditada e abandonada.

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