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mar10

Mais uma perversão de cientistas torturadores (Parte 33)

Trecho do infográfico da Folha Online, com mais um absurdo feito em nome da ciência: experiência tortura ratos com piso eletrificado, com o fim de estudar comportamentos humanos.

Grupo explica “cabeça dura” de adolescente

É comum ouvir a piada de que a cabeça dura dos adolescentes é uma doença sem cura e que o único jeito de pais lidarem com esse problema é esperar que os filhos cresçam e aprendam a ouvir os outros.

Um grupo de cientistas nos EUA, porém, acaba de anunciar a descoberta do mecanismo celular que afeta a capacidade de aprendizado na puberdade e mostrou como uma droga é capaz de reverter o processo.

O fenômeno, por ora, foi demonstrado apenas em camundongos, num experimento que submeteu roedores adolescentes a tarefas de aprendizado.

Em estudo na edição de hoje da revista “Science”, cientistas liderados por Sheryl Smith, da Universidade do Estado de Nova York, ligam o problema dos roedores “teens” a uma proteína específica, a alfa4-beta-delta.

Essa molécula é um receptor celular. Ela atua como uma “fechadura” bioquímica que fica na superfície da célula e a faz reagir de determinada maneira, de acordo com a presença ou ausência de certa substância: a “chave” que se liga ao receptor.

Os americanos mostraram que o receptor estudado por eles prolifera durante a puberdade no hipocampo, região cerebral crucial para o aprendizado.

Cientistas já sabiam que a puberdade afeta a capacidade de aprender. Em humanos, a memória linguística e aquela que usamos para mapear o espaço a nossa volta ficam prejudicadas.

O melhor período para os pais ensinarem as coisas mais básicas às crianças, por isso, é antes dos 10 ou dos 12 anos, quando a puberdade começa a produzir alterações em meninas e meninos.

“Nos primórdios da humanidade, ou quando éramos simples animais [Ou seja, para o Frankenstein em questão, o ser humano não é um animal.], o período anterior à puberdade era aquele em que efetivamente aprendíamos com nossos pais coisas como arranjar comida, encontrar o caminho para casa e habilidades básicas”, afirma Smith.

Ela defende a tese de que a mente evoluiu para equipar indivíduos que deixavam o núcleo familiar ainda no início da adolescência, já em busca de parceiros para constituir família.

Nesse contexto, a dificuldade de aprender com os pais estimularia outros tipos de aprendizado. “Não queremos mais isso, mas as coisas evoluíram para isso”, afirma Smith.

Uma experiência sem-noção, uma vez que tenta medir comportamentos humanos em uma espécie muito diferente. E o pior, com tortura. Afinal, numa experiência com ratos jamais pode faltar a boa e velha tortura com alguma coisa que maltrate e provoque dor e sofrimento nesses bichos — choques, veneno, células cancerígenas, substâncias corrosivas etc.

Estou tendo uma ideia: vou pedir para algum cientista analisar o comportamento de gorilas-da-montanha da mesma forma que eles: em vez de estudar os próprios indivíduos da espécie, esse cientista vai fazer esse estudo aprisionando cientistas vivisseccionistas e lhes aplicando muitos choques elétricos.

Infeliz é essa ciência frankensteiniana que, a cada semana, nos traz tristes novidades, caracterizadas sempre com muita tortura e violência e disfarçadas de “boas notícias” pela sua suposta importância para a humanidade.

ALF, socorro!!!

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