A Gazeta do Povo, do Paraná, publicou no ano passado uma notícia que falava muito bem da Segunda Sem Carne, campanha permanente que está se multiplicando pelo mundo:

Um dia sem carne faz diferença

Entretanto, cometeu uma gafe enorme ao escrever algo sem-noção:

Ganhos

Cortar a carne do prato na garante ganhos só para o meio ambiente. Ajuda também a saúde e no combate à fome mundial. Veja:

(…)

Direitos dos animais

- A diminuição do consumo de carne pode contribuir para tornar o abate destes animais menos cruel e mais humanizado, como o que ocorre com a produção de carne orgânica. A maioria dos abatedouros clandestinos matam o gado a pauladas.

(…)

Eu pergunto:
- Desde quando isso é um direito para os animais?
- Desde quando a Segunda Sem Carne se propôs a tornar a morte de animais na pecuária “menos cruel e mais humanizada”?
- De onde a jornalista que redigiu a reportagem tirou que a Segunda Sem Carne vai pressionar a indústria frigorífica a “humanizar” o abate de animais?
- Desde quando as pessoas desejam um abate “humanitário” comendo carne seis dias sim, um dia não?

A jornalista falou uma besteira enorme. Pelo menos até o dia em que publicou essa reportagem, não sabia nada sobre direitos animais. Confundiu a defesa bem-estarista do abate “humanitário” com os direitos animais — direito à vida, à liberdade, a não ser propriedade, a viver e morrer na natureza, a ser visto e tratado com dignidade e pleno respeito pelos seres humanos — e nos trouxe tal pérola.

Abate "humanitário": desde quando isso é um direito para os animais? Como diriam os blogs de humor, Direitos animais FAIL!

P.S: E ainda errou o nome e a sigla da Sociedade Vegetariana Brasileira — SVB (não Sociedade Brasileira Vegetariana — SBV).

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