11

mar10

Venezuela dá banana ao meio ambiente com gasolina superbarata

Na terra onde Cruzeiro busca arrancada, trânsito é caótico e com ‘latas-velhas’

Quando deixar o hotel onde está concentrada para seguir até o Estádio Olímpico, nesta quinta-feira, a delegação do Cruzeiro terá mais um exercício de paciência. Afinal, o trânsito de Caracas – local da partida contra o Deportivo Italia, pela Libertadores –, é caótico a qualquer hora do dia. A grande quantidade de carros nas ruas, que torna o movimento tão intenso, se explica pelo baixíssimo preço da gasolina na Venezuela.

Dono da maior reserva de petróleo da América Latina, a Venezuela se permite estipular o preço de R$ 0,05 por litro de gasolina, de acordo com o câmbio atual. Algo irrisório se comparado aos quase R$ 3 em muitas cidades do Brasil. Para se ter uma ideia, uma garrafa de 600 ml de refrigerante na partida do Cruzeiro nos arredores do estádio sairá pelo equivalente a R$ 4.

Isso explica o grande número de carros particulares circulando nas ruas. As últimas estatísticas apontam que na Venezuela há um destes veículos para cada 11 habitantes, o que significa que a população pode ser dar ao luxo de deixar de lado o transporte público para contar com seu próprio meio de locomoção.

Além disso, a fiscalização de veículos é ineficiente. Não há vistoria anual, e as blitzes nas ruas e estradas se restringem a revistar os passageiros. Assim, o venezuelano opta por carros grandes, velhos, que consomem muito combustível e que estão em péssimo estado de conservação.

Taxista de Caracas, Georges Florentín admite que é difícil se acostumar com o trânsito da cidade. Segundo ele, ainda não foi encontrada uma solução eficiente para melhorar a situação, até porque o respeito aos sinais de trânsito, por exemplo, é algo que passa longe do pensamento dos venezuelanos.

– Infelizmente é preciso de um planejamento antecipado para quem deseja sair de carro. Um trajeto de 15 minutos pode acabar durando 45, dependendo da hora do dia – observou.

Provavelmente era intenção da Globo criticar o governo/regime de Hugo Chávez nessa notícia. E atingiu, de forma implícita — talvez subliminar — um ponto que até hoje nunca vi ninguém comentar sobre a Venezuela: meio ambiente.

Gasolina superbarata + carros velhos nas ruas = poluição atmosférica em grandes proporções com gases-estufa e muita fumaça. É a opulência petrolífera venezuelana favorecendo o oba-oba do envenenamento e esquentamento do ar daquele país e do planeta.

Até me mostrarem o contrário, estou convicto de que o chavismo não dá a mínima para o meio ambiente, tampouco para as mudanças climáticas. Assim como os Estados Unidos e a China.

imagrs

Seja a primeira pessoa a comentar

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo