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Vergonha 3: países não querem preservar tubarões-martelo

Convenção Cites descarta proteção de tubarão martelo em lista

A conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (Cites) rejeitou nesta terça-feira (23) uma proposta para incluir sob proteção o tubarão martelo, depois de ter também recusado a proteção a outras duas espécies marinhas de grande valor comercial: o atum vermelho do Atlântico Leste e o coral vermelho.

A proposta dos Estados Unidos de incluir o tubarão martelo (Sphyrna lemini) no anexo 2 da Cites, que teria permitido regulamentar as exportações, não obteve a maioria necessária de dois terços (75 votos a favor, 45 contrários).

O tubarão martelo está na lista vermelha da UICN (União Mundial para a Conservação da Natureza) como espécie “mundialmente em perigo”.

Na bancada da delegação japonesa, contrária à inclusão do tubarão no anexo 2, um representante não conseguiu reprimir os aplausos.

Desde a abertura da conferência em Doha, no dia 13 de março, o Japão se opõe à intervenção da Cites na gestão das pescas comerciais.

Outras três espécies foram propostas para figurar no anexo 2 da Cites, que se pronunciará nesta terça-feira: o tubarão oceânico (Carcharhinus longimanus), o tubarão marracho ou anequim (Lamna nasus) e a mielga (Squalus acanthias).

É a terceira vergonha que a CITES causa ao mundo, em sua recusa de proteger diversas espécies ameaçadas de animais da exploração.

Uma coisa é fato: se o veganismo fosse o pensamento predominante, não precisaríamos de nenhuma CITES para determinar quais animais mereceriam respeito incondicional e quais mereceriam ser explorados e massacrados para fins comerciais.

Eu gostaria muito de saber a justificativa ética tanto da rejeição à proteção integral desses animais como da própria CITES. Os bichos são inferiores aos seres humanos? Sua vida não tem valor? O ser humano é divinamente autorizado a explorá-los e matá-los? Eu gostaria muito de ouvir a resposta.

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