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abr10

Governo “É” Motosserra mantém atitude de querer destruir vegetação de Suape. Proteste!

Reproduzo aqui o post de André Moraes, do blog Plante Árvores:

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(Clique na imagem para ampliá-la, ou clique AQUI para ler a nota oficial sem os destaques.)

A região de SUAPE (litoral sul do estado de Pernambuco) poderá ter uma extensa área de sua vegetação NATIVA desmatada “OFICIALMENTE” pelo Governo do Estado, sem multas ou prisão para o responsável.

Agora, só nos resta torcer para os parlamentares não votarem a favor deste projeto de lei, através do qual se permitirá a DESTRUIÇÃO de de 1.076,49 hectares vegetação nativa de SUAPE, sendo 893,4 hectares de mangue, 17,03 de mata atlântica e 166,06 de restinga, o maior desmatamento da história do nosso estado. Vamos torcer para que estes parlamentares não sejam tão irresponsáveis como o governo está sendo em relação ao meio ambiente, e que, EM RESPEITO aos cidadãos/ãs que os elegeram, NÃO VOTEM A FAVOR DESTE PROJETO DE LEI INSANO.

Vamos torcer e fazer pressão, pois eles/as (os deputados/as) estão lá, recebendo seus privilegiados salários às nossas custas, eleitores que  somos. Vamos ficar de olho em quais parlamentares votarão a favor deste projeto REPULSIVO, para nunca mais votar nos mesmos/as, e ainda fazer campanha de esclarecimento à população para lembrar deste triste episódio (eu farei com o maior prazer) e listar seus nomes quando eles/as se candidatarem a outros cargos eletivos novamente.

Foram realizados dois debates na Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco (ALEPE), para discutir o projeto, depois do mesmo ter sido divulgado RECENTEMENTE pela imprensa local (inicialmente na coluna de Meio Ambiente do Jornal do Commercio).

Segundo fiquei sabendo, os debates que aconteceram na ALEPE tiveram um público numeroso, que reuniu cidadãos/ãs, além de representantes de ONGs e outros profissionais que se preocupam, estudam e lutam para a não degradação dos nossos recursos naturais, todos preocupados com o impacto ambiental que esse DESMATAMENTO poderá provocar. Alguns parlamentares também se manifestaram CONTRA o projeto (estes terão seus nomes lembrados de forma POSITIVA, vale a ressalva).

Acontece que a única pessoa que poderia retirar o referido projeto da pauta de votação seria o governador Eduardo Campos.
Mas a resposta (NEGATIVA) do governo, veio através desta lacônica e patética nota oficial (e por que não dizer, fúnebre?), publicada nos jornais neste domingo (18-04-2010), tentando induzir a população a acreditar que tudo isso é para o bem do povo, com aquela justivicativa PADRÃO de sempre (ideal para convencer a quem não tem acesso à informação e/ou está desempregado/a): vamos DESTRUIR a NATUREZA em nome do PROGRESSO e da GERAÇÃO DE EMPREGOS.

Minha gente, que tal repensar o conceito de PROGRESSO?

Segundo o dicionário digital Aurélio, PROGRESSO significa:
1.Ato ou efeito de progredir; progredimento, progressão.
2.Movimento ou marcha para diante; avanço:
3.O conjunto das mudanças ocorridas no curso do tempo; evolução.

Não é admissível conceber PROGRESSO, nos dias atuais, sem considerar PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE. Como pode haver “EVOLUÇÃO”, “PROGRESSÃO” ou “AVANÇO”, associado à DESTRUIÇÃO? Como podemos evoluir, destruindo nossos recursos naturais? Esse conceito de progresso é RETRÓGRADO e os políticos e governantes que apostam nesta escolha estão destruindo lentamente o nosso habitat, deixando um enorme problema para as gerações futuras resolverem.

Mais uma vez eu digo/repito:
Vamos fazer pressão para que os deputados NÃO VOTEM NESTE PROJETO, VAMOS DESCOBRIR OS E-MAILS DOS MESMOS E ENCHER SUAS CAIXAS POSTAIS DE PEDIDOS PARA NÃO APROVAREM ESTE ECOCÍDIO EM SUAPE!

Quer entender melhor por que não deve acontecer o desmatamento em SUAPE? Clique AQUI e leia uma entrevista com Ralf Schwamborn, professor do Departamento de Zoologia da UFPE, especialista no assunto.

Quer saber por que a nota (fúnebre) oficial do governo do estado é conversa pra boi dormir?

Vejamos o ítem 5 (destacado em amarelo, na imagem acima):
O governo diz que o Projeto decorre de Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) há muito dabatido com a sociedade pernambucana. Se havia sido debatido com a sociedade, por que causou surpresa a esta mesma sociedade, que protestou e solicitou os debates que ocorreram na Assembléia Legislativa (ALEPE)?

Vejamos o ítem 7 (destacado em amarelo, na imagem acima):
Este, no meu entender, é o mais escabroso. Tenta convencer a população, de que tudo pode ser resolvido através do conceito atualmente na moda, da “COMPENSAÇÃO AMBIENTAL”. Tudo hoje em dia se “resolve” com a tal compensação ambiental, como se fosse a solução para todos os problemas (ambientais).
Ora, DEVASTAR a área pretendida (em SUAPE) siginifica impactar todo aquele ecossistema existente e, no meu entender, não haverá compensação ambiental nenhuma nesse mundo que recupere o desequilíbrio que será causado no local afetado (SUAPE).
E ainda por cima, existe outro problema: o do cumprimento da promessa. Seja lá o que for que estão chamando de compensação ambiental, será que vai acontecer de fato? Porque todo mundo sabe que, EM GERAL, promessa de político é dívida eterna.

E mais:
Plantar árvores e manguezais em outros locais (compensação ambiental) não vai manter a vida das espécies que habitam o ecosistema de SUAPE e que alimentam a vida de PESSOAS que residem por lá há décadas, e sobrevivem dos seus recursos naturais.
Será que o Porto de Suape vai dar emprego aos pescadores e suas famílias sem formação escolar adequada (a tal GERAÇÃO DE RENDA)?
Pelo que foi noticiado pela mídia recentemente, o Porto de SUAPE está “IMPORTANDO” MÃO DE OBRA QUALIFICADA (de brasileiros,
descendentes de japoneses que moravam e trabalhavam no Japão), pois não tem encontrado pessoal capacitado por aqui, nem em outras regiões do Brasil, para determinadas áreas.

É essa GERAÇÃO DE EMPREGO que o governo tanto propaga para justificar a destruição do meio ambiente em SUAPE?

FINALMENTE:
Qual será o impacto ambiental deste ecocídio?
O que podemos esperar de SUAPE, depois da invasão dos tubarões em nosso litoral sul? Sim, porque antes da construção e funcionamento do porto, nossas praias eram tranquilos balneáreos, onde até a prática do surf podia ser exercida sem risco de morte.

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