Suape ontem, hoje e talvez amanhã

Área de Suape nos anos 70, antes da destruição que deu origem ao porto. No final da linha das ondas, o cabo de Santo Agostinho (que deu nome à cidade). (Foto: é de um blog do Blogger, mas retirei do Acerto de Contas)
Pelo que podemos ver na primeira foto, a área que hoje é Suape era uma linda praia, um lindo estuário. O porto destruiu cerca de 600 hectares de vegetação quando foi construído, acabou com toda a sinuosidade da faixa de praia, quebrou parte do arrecife e conseguiu alterar a corrente marinha, de modo que a erosão marinha e os tubarões estão castigando o litoral da região metropolitana do Recife.
Com o PL 1496/10 (projeto de lei que autoriza o desmatamento do que resta em Suape), essas alterações vão ser ainda piores. Quase o dobro de vegetação será aniquilado e nenhum mangue vai ser replantado, até porque não existe mais área estuarina disponível no litoral pernambucano para se reflorestar mangue. As consequências negativas do Porto de Suape vão ser ainda mais graves, com a eliminação do berçário do manguezal e a possível piora da alteração das correntes marítimas locais.
É de se perguntar: você vai deixar que esse crime ambiental, um típico crime legal, aconteça e promova o massacre de três ecossistemas diferentes — especialmente mangue — deixando o litoral pernambucano ainda mais pobre em vegetação, o mundo com menos verde e @s extrativistas (incluindo pescadores*) do local percam sua única fonte de sustento?
Tome alguma atitude e pelo menos discuta entre seus/suas conhecid@s e pessoas próximas se é válido que, em nome do interesse de poucas empresas e de um incerto panorama futuro de empregos (especialistas estão sendo importad@s de outros lugares do Brasil para suprir necessidades das empresas locais), tanta vegetação seja aniquilada e as pessoas que dependem daquele local sejam prejudicadas sem nenhuma compensação por parte do governo ecocida de Eduardo Campos.
Lembre-se: amanhã vigília de protesto no Caranguejo da Rua da Aurora o dia todo. Ao menos apareça para dar apoio.
*Não apoio o que os pescadores fazem, mas a sociedade deve considerar que essas pessoas ficarão sem nenhuma fonte de renda, irão se tornar desempregadas e marginalizadas (no sentido de à margem da população economicamente ativa da sociedade).
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