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Tragédia esperada: ecocídio de Suape é aprovado pelo Poder Legislativo

Esta foto não é de Suape, mas pode ser semelhante ao futuro do entorno do porto.

Assembleia aprova supressão de vegetação em Suape

A Assembleia aprovou, nesta terça (27 de abril), em primeira discussão, projeto do Executivo que autoriza a supressão de uma área vegetal nativa de mais de mil hectares no entorno do Complexo Portuário de Suape, com o objetivo de implantar um complexo da indústria naval. Antes da votação, houve muitos protestos de deputados da Oposição.

Na última segunda (26 de abril), parlamentares da Oposição e entidades ambientalistas se reuniram com o governador Eduardo Campos para tentar modificar a proposta. Após o encontro, o Governo decidiu encaminhar uma emenda antes da segunda votação do projeto prevendo a redução da área de mangue a ser desmatada. Com a modificação, em vez de 893, a supressão vai ser de 508 hectares. A mudança não agradou a Oposição, e a proposta recebeu 11 votos contrários.

O líder da bancada, Augusto Coutinho, do Democratas, destacou que o desenvolvimento é importante, mas é preciso haver a compensação ambiental. Pedro Eurico, do PSDB, ressaltou que a Oposição tentou negociar com o Executivo, mas o Governo não cedeu. Para o deputado, a proposta deveria ter sido analisada como uma questão nacional, que pode gerar prejuízos para as gerações futuras.

Miriam Lacerda, do Democratas, afirmou que a comunidade tem direito à preservação do meio em que vive. A deputada também lembrou que o relatório de impacto ambiental prevendo construções em Suape foi feito há mais de 10 anos e está desatualizado. Terezinha Nunes, Antônio Moraes, e Carlos Santana, do PSDB, além de Lucrécio Gomes, do PV, e Maviael Cavalcanti, do Democratas, também criticaram a matéria.

Já para Ciro Coelho, do PSB, agora que o desenvolvimento começa a acontecer de verdade em Pernambuco, e que há geração de emprego e renda, não é compreensível que os parlamentares sejam contra a medida. Segundo o deputado, rejeitar a proposta seria um passo atrás no caminho do crescimento do Estado. (V.B.)

Na Assembleia Legislativa aconteceu o que já era esperado — considerando que a atual oposição pernambucana é muito fraca. @s deputad@s governistas aprovaram o trágico e criminoso ecocídio que agora, mais do que nunca, ameaça as matas do entorno do Porto de Suape. Diz-se que será menor a destruição caso ela realmente aconteça, mas de forma alguma deixa de ser um golpe contra a biosfera, um “crime legal” contra a existência da biosfera como conhecemos hoje, incluída nela a humanidade.

Fica como emblema de toda essa tragédia a opinião do indivíduo Ciro Coelho — que nunca chamarei de cidadão, pois ele não merece –, com seu pensamento típico da idiocracia capitalista antiambiental, que pen$a como Suape vai ser amanhã, mas não como Pernambuco e a Terra serão depois de amanhã.

A esperança, no entanto, não acabou, já que, como me disseram representantes das ONGs ambientalistas, a luta vai para os tribunais.

E é possível que essa atitude vergonhosa do seu “É” Motosserra tenha infligido uma queda nas intenções de voto para sua reeleição, conforme mostrou o blog Acerto de Contas. O argumento mostrado lá foi que disputas internas no PT pernambucano teriam causado essa queda. Mas ao meu ver foram as duas coisas. Assim sendo, torço de coração para que ele caia ainda mais, mesmo que não haja no momento opção válida para se votar para governador — não contando o voto nulo.

Estou no aguardo sobre as próximas ações d@s ambientalistas.

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