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maio10

2010 é o ano dos ecocídios, não da biodiversidade. Mais um ecocídio vem aí em Pernambuco

E o novo ecocídio da vez não tem a responsabilidade de Eduardo Campos — pelo menos enquanto ele não sanciona –, mas de Augusto Coutinho (DEM), o mesmo que havia votado contra o ecocídio de Suape.

Projeto de lei autoriza desmatamento de 7,4 hectares de mata atlântica

Mais um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa para autorizar desmatamento de vegetação nativa. Dessa vez a autoria é de Augusto Coutinho (DEM), o mesmo que liderou recentemente discussão na Alepe sobre projeto de lei que permite a supressão de 691,4574 hectares mangue, mata atlântica e restinga em Suape. A obra, diz o texto, é para  o alagamento de uma área para a formação de reservatório de uma “pequena central hidrelétrica.”

O projeto de lei (PL), de número 1591, prevê o desmatamento de 7,4 hectares, distribuídos em 44 fragmentos, para a construção da central, chamada Pedra Furada, no município de Ribeirão, na Zona da Mata Sul. As áreas, segundo o PL, estão localizadas às margens do Rio Sirinhaém. O decreto denominando a obra como de utilidade pública, afirma o texto, está na Portaria nº 15, de 16 de janeiro de 2008, do Ministério de Minas e Energia. E a Licença de Instalação já está assinada pela  Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH). O número, detalha o PL, é 01.10.03.020489-4 e a validade, 15 de março de 2011.

É de desmatamento em desmatamento que a natureza em Pernambuco vai se acabando. Pelo visto os poderes Executivo e Legislativo, seja da situação “esquerdista”, seja da oposição direitista, não vão parar enquanto a última árvore não tiver sido derrubada em território pernambucano em nome desse doentio progresso insustentável e irresponsável.

Dessa vez infelizmente não vai haver ninguém se mobilizando contra mais essa ameaça de desmatamento, já que se trata de área bem menor — pouco mais de 1% do ecocídio de Suape — e de menos importância regional e global que o caso do estuário da Bacia do Ipojuca e, nesse caso, a coisa ser mais passível de compensação com vegetação equivalente do que a destruição de mangues. Mas reitero que,  assim como de grão em grão a galinha enche o papo, é de hectare em hectare que no final não teremos mais nenhum hectare de ecossistemas naturais em pé!

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