Enfim uma notícia da ANDA que fala sobre vaquejadas.

Estimulando a violência
Escola no Ceará ensina aos jovens como maltratar os animais nas chamadas vaquejadas

A Escolinha de Vaquejada é uma ONG nordestina, localizada no Ceará, que ensina aos jovens técnicas e habilidades para torturar os bois durante as chamadas vaquejadas.

A vaquejada, para quem não sabe, é uma “modalidade esportiva” praticada sobretudo no Nordeste brasileiro, em que dois vaqueiros a cavalo devem derrubar um boi, dentro dos limites de uma demarcação a cal, puxando-o pelo rabo.  A vaquejada é, portanto, uma prática que submete os animais à crueldade, expondo-os a condições de humilhação e de maus-tratos.

Alegando atuar como um instrumendo de “inclusão social, contribuindo para a redução da violência e combate ao uso de drogas”, a ONG especializada em “educar” crianças e jovens para as vaquejadas está cumprindo, na verdade, o papel oposto: incentivando a violência e ajudando a formar uma sociedade ainda mais retrógrada e primitiva, feita por indivíduos que desconhecem os valores mais básicos, como é o caso do respeito aos outros seres e aos seus direitos fundamentais.

Com esse discurso cínico e supostamente preocupado com o aspecto social, a Escolinha de Vaquejada é um retrato triste do quanto a violência ainda é estimulada em nosso país como algo indispensável em nossa cultura – que deveria, em vez disso, educar para a paz, e não para práticas cruéis e covardes.

Fala-se das “chamadas” vaquejadas porque a maioria da redação da ANDA é do Sul-Sudeste. Eu, como nordestino, estou mais próximo desse pseudoesporte bárbaro do que quem mora nas outras regiões.

E, para ser sincero, o fato de grande parte da cultura nordestina se sustentar historicamente na exploração animal — pecuária, vaquejada, arquétipo do vaqueiro nordestino, carne de bode etc. — me dá um pouco de vergonha de minha região.

Eu gostaria muito que a ANDA passasse a abordar mais a crueldade e exploração em que consiste a vaquejada, deixando o restante do Brasil mais ciente e próximo da realidade opressora daqui do Nordeste, tanto como o crime da farra do boi já é conhecido e repudiado por todo o Brasil.

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2 respostas a Escola da crueldade no Ceará forma jovens vaqueiros

  1. Carlos Matos disse:

    Respeitem a cultura popular de uma Região, a vaquejada faz parte da historia do Nordeste, e hoje é um Esporte Nacional, vcs com esse discurso Ipocrita , deveriam era divulgar e defender ações de marginalização do ser humano e não faltarem com respeito a um Belo Esporte serio e deveriam conhecer mais do Esporte antes de tamanha calunia, conheçam as regras das vaquejadas e veram que não existe nenhum tipo de maltrato aos animais, antes de divulgarem algo pesquisem melhor,isso é uma falta de respeito para com todos os amantes da Vaquejada do Brasil.Criem vergonha e Etica.

    • 1. Sem querer ser ofensivo pela alusão a um órgão sexual, mas você respeita a tradição de alguns países de mutilar o clitóris das mulheres?
      2. Tourada também é considerada um “esporte”. E, ao contrário da vaquejada, mata os animais não-humanos envolvidos. Você apoia touradas também por serem um “esporte”?
      3. O que te faz pensar que a marginalização de seres humanos é mais importante do que a marginalização dos animais não-humanos? O que faz o ser humano ser superior ao não-humano?
      4. Regra principal: o vaqueiro competidor tem que, a cavalo, derrubar um boi correndo a alta velocidade. Ou seja, uma violência. As regras da vaquejada são uma perfeita apologia à violência. O que a “salva” pra você provavelmente o fato de ela não consistir em matar animais.
      5. O que não falta em meus procedimentos é pesquisa. Pode ter certeza. Aliás, bem que vocês poderiam abrir os bretes pra filmagens, pra mostrar o que de fato acontece pra um boi correr tanto na arena, visto que não é da natureza do boi ser um animal velocista.
      6. Você(s) falta(m) com respeito aos animais que são agredidos e tratados como brinquedos estúpidos pela vaquejada.
      7. Reveja seu conceito de vergonha e de ética.

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