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maio10

ONU alerta por biodiversidade em queda no mundo

Diminui a biodiversidade do mundo, diz ONU

“A notícia não é boa”, avisa o secretário executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica, Ahmed Djoghlaf, logo na primeira página do Terceiro Panorama Global de Biodiversidade (GBO-3, na sigla em inglês). O levantamento, publicado ontem pela Organização das Nações Unidas (ONU), baseou-se em uma série de estudos e relatórios produzidos pelos diversos países para chegar à triste conclusão de que o nível de perda de espécies no planeta é o mais alto da história. “Talvez esteja mil vezes maior que a taxa histórica de referência“, avisa Djoghlaf.

Isso significa um fracasso global. Em 2002, durante a Cúpula da ONU na África do Sul, líderes mundiais assumiram o compromisso de alcançar uma redução significativa na taxa de diminuição da biodiversidade até 2010. “A meta não foi alcançada. Além disso, o panorama alerta que os principais fatores que levam à perda de biodiversidade não só se mantiveram como, em alguns casos, intensificaram-se“, escreve o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, na apresentação do estudo.

O principal alerta do relatório é que alguns sistemas naturais essenciais para a manutenção da economia de várias populações estão em risco de rápida degradação, caminhando para um colapso que só pode ser evitado se houver uma mudança radical rumo à conservação e ao uso sustentável dos recursos naturais. Em outras palavras, a diminuição da diversidade biológica na Terra – que inclui todas as formas de vida em sistemas aquáticos e terrestres – pode trazer enormes prejuízos à humanidade. Segundo a ONU, por exemplo, a perda anual de áreas florestais significa um prejuízo que varia entre US$ 2 trilhões e US$ 5 trilhões. O cálculo leva em conta benefícios, como a purificação do ar e a proteção de regiões de encosta, que a natureza deixa de proporcionar ao homem.

Além da destruição de florestas, em especial da Amazônia, o levantamento destaca como situações realmente preocupantes a transformação de lagos e outros cursos d’água em áreas dominadas por algas – o que resulta na mortandade de peixes – e a morte de um grande número de corais, devido ao aumento da acidez e da temperatura dos oceanos, o que coloca em risco a sobrevivência de inúmeras espécies que vivem nos recifes. Fenômenos como esse causaram, por exemplo, a queda de 33% da variedade de vertebrados entre 1970 e 2006.

Elogios ao Brasil

Sobre a Floresta Amazônica, o relatório aponta que 17% da vegetação foram destruídas e avisa que, se essa taxa chegar a 30%, pode ocorrer um colapso irreversível. O estudo, porém, cita a redução nos níveis de desmatamento na Amazônia brasileira como um exemplo de que boas ações são possíveis com planejamento.

A ONU incluiu no estudo um gráfico que mostra a diminuição da devastação anual na floresta, prevendo que a área destruída por ano deve estar abaixo dos 5 mil quilômetros quadrados em 2018. Em 1995, esse número era só um pouco menor que 30 mil quilômetros quadrados. O país também é elogiado por suas reservas ambientais. “Das áreas de proteção criadas desde 2003, quase trêsquartos ficam no Brasil”, afirma um trecho do relatório.

Sabe quem é responsável por isso?

1. Governos e empreendedores ecocidas e irresponsáveis, como o nosso “querido” Eduardo Campos e o Lula do “Belo Monte sai de qualquer jeito”, que, além de investirem diretamente na destruição de grandes áreas de ecossistema (Suape, Belo Monte, BR-408 etc.), recusam ou diminuem o debate por uma economia e sociedade sustentáveis, preferindo agir só quando se começa a gritar por socorro
2. Pecuaristas e, do outro lado da coisa, onívor@s
3. Caçadores e, do outro lado da coisa, gente que compra produtos de origem animal
4. Pescadores, dos artesanais aos industriais, e, do outro lado da coisa, pessoas que comem carnes de peixes, crustáceos e moluscos

E pensar que tanta gente ainda sequer respeita esse tipo de assunto — vide partidári@s da injúria, que chamam vegan@s de “fanátic@s” e “idiotas” e se referem a quem se opõe ao desenvolvimentismo ecocida como “frescurent@s”, “ecochat@s” e outros adjetivos degradantes.

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