Obama pede estudo ético das implicações da célula sintética

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu um estudo à comissão de bioética da Casa Branca nesta quinta-feira sobre as implicações da criação da primeira célula sintética.

As conclusões deverão ser entregues a Obama nos próximos seis meses. O presidente afirmou que a criação da célula artificial levantada “verdadeiras preocupações”, porém não especificou quais são elas, segundo informações do jornal norte-americano “The New York Times”.

Nesta quinta-feira, cientistas anunciaram a criação da primeira célula controlada por um genoma sintético.

Os especialistas do J. Craig Venter Institute, com sede nos Estados de Maryland e Califórnia, dizem esperar que a técnica possa criar bactérias programadas para resolver problemas ambientais e energéticos, entre outros fins.

Quando a questão é criar vidas microscópicas — o que religios@s chamam de “brincar de deus” — ou manipular células embrionárias humanas, que sequer têm senciência formada, vem a gritaria daquelæs que pedem considerações éticas. Mas para torturar animais não-humanos em laboratórios, infligindo-se as mais pesadas violências biológicas — causar câncer, eletrocutar, envenenar, drogar, fraturar ossos, fazer nascerem indivíduos já condenados a doenças, assassinar etc. –, o silêncio é ensurdecedor. Isso quando não se levantam os Frankensteins defendendo essas atrocidades, dizendo a mentira de que a vivissecção é indispensável e praticamente insubstituível.

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