17

maio10

Precisamos de carne e leite para nossos esforços físicos… NOT!

O site Vida Vegetariana dá mais uma amostra de que o vegetarianismo completo (erroneamente confundido com o veganismo, que abrange todas as categorias de consumo) é mais que suficiente para nossas necessidades, mesmo quando somos ultramaratonistas.

Vegano quebra recorde americano* de quilometragem em corrida de 24 horas

O atleta vegano Scott Jurek quebrou o recorde americano na “Maratona Internacional de 24 Horas”, que aconteceu em Brive, na França, ao correr 266 km durante um dia inteiro.

Mark Godale, que até então era o recordista na maratona, enviou um e-mail público a um jornal de Seattle, cidade-natal de Jurek, elogiando o novo recordista. “Marcar um novo recorde americano de 24 horas é uma grande conquista”, disse Godale. “Jurek tem um grande coração e muita coragem. Parabéns a ele e a toda a equipe para seu grande sucesso em Brive”.

E com certeza o novo recordista não deixou somente Godale ou os americanos felizes. Todos nós vegetarianos estamos muito orgulhosos!

Jurek sempre se alimentou de carne e batatas, mas pouco antes de ingressar na faculdade descobriu a dieta vegana e conseguiu, com sucesso, abandonar todas as carnes e derivados de animais.

O colunista do jornal The New York Times, Mark Bittman, decidiu fazer uma corrida curta com Jurek para ver qual é a preparação dele. Antes do exercício, os dois comeram uma salada grega com tomate, pepino, azeitona; um prato com tofu, vegetais e missô; e quinua com molho de caju.

O maratonista também declarou ao jornal que consome vitaminas de castanhas e frutas, que possuem em média mil calorias. Come bastante batata doce, tofu e tempeh, combinados com feijão.

“Nada disso é estranho”, disse Jurek. “Se você voltar a 300 ou 400 anos, verá que carne era reservada para ocasiões especiais ou para aquelas pessoas que trabalhavam duro. Lembre-se: todo corredor de longa-distância precisa se tornar vegano, ao menos durante o período de competição. Seu corpo não consegue digerir muito bem gordura ou proteína”, finaliza na entrevista.

Mais uma evidência de que o vegetarianismo completo é mais que suficiente, sustentável e saudável para as necessidades do corpo, mesmo quando nos empenhamos em esforços gigantescos como correr 24 horas seguidas.

Vemos que o que separa o vegetarianismo de uma larga respeitabilidade científica é o interesse d@s cientistas de pesquisar a suficiência da alimentação ética. Mas, segundo Eric Slywitch e George Guimarães (neste texto e neste texto), esse problema já está em declínio e hoje a questão já é mais de desinformação do que propriamente de carência de estudos.

*A palavra americano está em cinza claro porque, como já falei disso antes, seu uso como gentílico dos Estados Unidos é controverso por denotar a centralização de uma atribuição válida para todo o continente América para um único país que tenta ser o tal, num centrismo  injusto parecido com o da palavra homem. Mais informações leia na Wikipedia em inglês.

imagrs

Seja a primeira pessoa a comentar

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo