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maio10

Sapos venenosos serão explorados para fins medicinais

Aquário cria raro sapo mortal que seria alternativa à morfina

Uma rara espécie de sapo que tem menos de 1 cm e é encontrada na América do Sul foi reproduzida em cativeiro com sucesso no aquário Blue Reef, em Portsmouth, no Reino Unido, pode ser uma alternativa 200 vezes mais poderosa que a morfina para bloquear a dor, além de não viciar e não ter outros efeitos colaterais sérios. Contudo, o estudo é delicado, já que essa substância é um veneno, um dos mais poderosos dos anfíbios e que pode matar um homem. As informações são do The Guardian.

“Cientistas descobriram que o extrato da pele do sapo fantasmagórico venenoso, Epipedrobates tricolor, pode bloquear a dor 200 vezes mais efetivamente que a morfina, sem vício e outros graves efeitos colaterais e nós estamos felizes em sermos capazes de criar ele com sucesso aqui em Portsmouth”, diz Jenna MacFarlane, representante do aquário.

“É indispensável que nós consigamos reproduzir exatamente o seu ambiente selvagem para que a espécie cresça em cativeiro e é uma conquista real eles se reproduzirem em cativeiro“, diz Jenna. Segundo a reportagem, a espécie é considerada em risco de extinção e pode ser encontrada em apenas sete lugares das encostas ocidentais dos Andes equatorianos.

“Esse belos sapos estão em ameaça crescente devido à perda de seu habitat e à poluição. Eles passaram pela fase de desenvolvimento e agora parecem réplicas em miniatura de seus pais”, afirma Jenna.

Ou seja, esses animais serão explorados, viverão não mais por suas próprias vidas, mas, de forma totalmente involuntária, a serviço do ser humano. Serão escravizados, usados como fontes de matéria-prima.

Eu poderia sugerir que abortassem essa exploração antes que a começassem para valer, mas a voz do antropocentrismo especista falaria mais alto, dizendo que é preferível explorar animais, extraindo-lhe substâncias, a deixar pessoas sofrerem — como se fosse impossível procurar e encontrar alternativas vegetais, microbianas ou minerais.

Dizem que urina de bebês humanos recém-nascidos faz bem à saúde. Por que então essa turma que quer explorar os sapos da notícia não começa a pesquisar essa urina e, em seguida, caso as constatações sejam positivas, reproduzir bebês em cativeiro para produzir “urina medicinal”? Ah, já sei, é porque são seres humanos, e seres humanos não merecem ser explorados. Ao contrário de outros animais, com os quais se pode fazer o que quiser.

imagrs

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