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E viva o colapso viário urbano (Parte 6)

Brasil passa EUA na produção de carros de passeio

O Brasil, pela primeira vez, produziu mais carros de passeio do que os Estados Unidos, que foram castigados pela crise financeira internacional. No ano passado, enquanto os EUA produziram 2,249 milhões de automóveis, o Brasil tirou de suas fábricas 2,576 milhões de unidades, ficando em quinto lugar no ranking mundial, um à frente dos EUA. Em 2008, os EUA produziram 3,924 milhões de carros de passeio e o Brasil, 2,545 milhões. Há dez anos, a proporção era de 5,637 milhões de unidades para os americanos e de apenas 1,1 milhão para os brasileiros.

Somando os veículos comerciais (picapes, utilitários esportivos, caminhões e ônibus), porém, a conta é bem diferente. A indústria brasileira teve produção de 3,1 milhões de unidades e os EUA, de 5,711 milhões. No ranking total, o país perde apenas uma posição caindo para o sexto lugar. Os dados foram divulgados ontem pela Organização Internacional dos Construtores de Automóveis (Oica), entidade à qual a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) é filiada.

Os números mostram que o maior produtor de automóveis no ano passado foi a China (10,383 milhões de unidades), seguida por Japão (6,862 milhões), Alemanha (4,964 milhões) e Coreia do Sul (3,158 milhões). Na soma dos dois segmentos, a China segue como líder, com 13,790 milhões, seguida de longe por Japão (7,934 milhões), EUA, Alemanha (5,209 milhões), Coreia do Sul (3,512 milhões) e Brasil.

E enquanto isso, as ruas e avenidas se afogam com um número de carros tendendo ao infinito. O ar se carrega com a fumaça da gasolina. Para se extrair mais matéria-prima para novos carros, montanhas e outras áreas são esburacadas para criação de minas. O petróleo reina absoluto como fonte de energia, para infelicidade do mundo e de quem defende a procura de fontes limpas de energia automotora e elétrica.

Agradeça a indústria automotiva ao empresariado de ônibus, que torna cada vez mais intragável o sistema de transporte público, com passagens mais e mais caras e qualidade de serviço há décadas sem melhorias de verdade, e ao governo, que insiste em ser conivente com o problema e se nega a implantar uma política nacional de transporte coletivo urbano, além de negligenciar as ferrovias.

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