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jun10

Mais uma perversão de cientistas torturadores (Parte 40)

Como a acupuntura diminui a dor (em camundongos, pelo menos)

Leio no boletim ScienceNow uma nota preciosa de Dan Ferber sobre acupuntura e seu efeito sobre a dor. Já vou avisando que só fiz aplicações de agulhas uma vez, meio de brincadeira, e que gostei, mas não me livrei da dor de um torcicolo.

Ferber dá conta de um estudo publicado eletronicamente no periódico científico Nature Neuroscience por Maiken Nedergaard, do Centro Médico da Universidade de Rochester, no Estado de Nova York.

Nedergaard aparece como último autor do estudo, o que pelas convenções do ramo significa que ele era o chefe (autor sênior, em geral o dono e senhor do laboratório). A primeira autora é Nanna Goldman, que, apesar do sobrenome, é filha dele – a moça tem 16 anos e realizou a pesquisa como projeto de verão atribuído pelo pai… Parece que Nedergaard quer que ela siga a carreira paterna, não?

O pesquisador não estava satisfeito com nenhuma das duas hipóteses correntes para explicar o efeito analgésico da acupuntura, conta Ferber. A primeira diz que as agulhas estimulam nervos sensíveis à dor, desencadeando a produção de substâncias de tipo opiáceo chamadas endorfinas. Outra atribui a diminuição da dor a um efeito placebo (autossugestão).

Pai e filha se uniram para aprontar com camundongos, os bodes expiatórios de sempre em laboratórios biomédicos (se me permitem a incongruência zoológica). [Se isso é “aprontar”, então os médicos nazistas aprontaram muito com prisioneir@s de campos de concentração. Travessuras sangrentas.]

Primeiro, anestesiaram os roedores e lhes meteram agulhas num ponto da perna consagrado pela tradição chinesa. (Sim, os chineses têm diagramas com pontos de acupuntura para animais; eu mesmo tive um cachorro dachshund CURADO de paralisia das patas traseiras com ajuda de eletroacupuntura, fisioterapia e aplicações de ozônio e laser.) Tiraram amostras de líquidos em volta da agulha, analisaram e descobriram níveis elevados da substância adenosina.

Num segundo passo do experimento, usaram drogas para estimular inflamações nos bichos. Aí deram adenosina para metade deles e compararam as reações dos dois grupos a estímulos dolorosos (como esquentar o local inflamado com laser). Os que tomaram adenosina demoraram mais a recolher o membro inflamado. [Ou seja, metade dos camundongos não foi tratada com a adenosina, sofrendo integralmente com a tortura.]

Num terceiro passo, testaram a associação de agulhas com adenosina e mostraram que é possível turbinar o efeito da acupuntura: os camundongos demoravam ainda mais para reagir à dor. O mesmo não ocorria, contudo, em roedores com carência de receptores químicos para a adenosina.

Resumindo a ópera: tudo indica que a adenosina é a mediadora do efeito analgésico da acupuntura. Resta saber se funcionará em humanos. Se não funcionar, Nedergaard e a filha se arriscam a ganhar um Prêmio IgNobel como o que foi conferido ao argentino Diego Golombek por “curar jetlag com Viagra… em hamsters”.

Além de animais torturados com drogas inflamatórias, vemos a ascensão de uma Miss Frankenstein em tenra idade, uma jovem torturadora, trabalhando junto ao pai com muita crueldade nas costas (experiência em cometer crueldades contra animais em suas experiências). Um jovem “talento”, a introdução à carreira de uma garota sem coração, sem compaixão, que estará no futuro disposta a matar e torturar muito mais animais, quando tiver biotérios (campos de concentração de animais) à sua disposição integral.

Uma menina que, desde jovem, aprende a não ter compaixão nenhuma por animais “de laboratório”, aprende a fazer distinção moral entre aqueles animais que devem ser respeitados e não torturados (cães e gatos comprados para servidão afetiva e animais silvestres) e aqueles que podem ser maltratados e violentados livremente (camundongos, porquinhos-da-índia, primatas aprisionados e cães e gatos “inúteis” para tutela). Que absorve a crença de que animais “de laboratório” são autômatos escravizáveis a serviço do ser humano, meros robozinhos orgânicos cuja dor e sofrimento nada mais são que reações  “eletrônicas” que nada têm a ver com sentimentos e senciência.

É triste saber que adolescentes estão sendo abduzid@s por seus pais Frankensteins para se tornarem uma nova geração de monstros.

ALF, socorro!!!!!

imagrs

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