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jun10

Mais uma perversão de cientistas torturadores (Parte 43)

Estudo: mulheres sofrem mais com estresse por motivo biológico

Um estudo indica que as mulheres sofrem mais com depressão e estresse e sugere que há um motivo biológico para isso. A pesquisa, realizada em ratos, indica que as fêmeas desses animais são mais sensíveis que os machos a baixos níveis de um importante hormônio relacionado ao estresse e também são menos hábeis a se adaptar a altos níveis do mesmo. As informações são do Live Science.

Segundo os pesquisadores, como os ratos tem muitos dos sistemas neurais que nós temos, o estudo pode indicar implicações para os humanos, apesar de que o estresse para nós ser mais complicado do que para os roedores. De acordo com a neurocientista Rita Valentino, do Hospital das Crianças da Filadélfia, nos Estados Unidos, já se sabia que as mulheres têm maior incidência de depressão, estresse pós-traumático, e outras desordens relacionadas. “Este é um estudo em animais, e nós não podemos dizer que o mecanismo biológico é o mesmo em pessoas”, diz Rita

A pesquisa de Rita foi focada no fator de liberação de corticotropina (CRF, na sigla em inglês), um hormônio liberado no cérebro em resposta a uma situação de estresse, tanto em humanos quanto em ratos. CRF é um neurotransmissor, ou seja, ele ajuda na comunicação de sinais entre as células do cérebro. Alguns neurônios enviam CRF, enquanto outros recebem.

A pesquisadora e sua equipe preparam uma situação de estresse para os animais para estudar a liberação do hormônio. As fêmeas, segundo os cientistas, têm receptores que respondiam mais intensamente ao CRF que nos machos. Estes ainda, após expostos ao estresse, tinham uma resposta adaptativa à situação nas células cerebrais – os neurônios deles reduziam o número de receptores de CRF e respondiam menos ao hormônio, o que não ocorria nas fêmeas.

Dois destaques nessa notícia. Primeiro, a velha tortura de ratos, que dessa vez se deu induzindo os animais a uma situação de estresse. A indução ao estresse é o maltrato mais comum na pecuária e na apicultura, tanto que os próprios pecuaristas dizem tentar diminuir o estresse nos animais que exploram. E agora vem essa pesquisa frankensteiniana induzir estresse em animais?

Estresse é uma forma de sofrimento, mais branda que a depressão e a agonia pré-morte, mas é um sofrimento, pelo qual, fica óbvio, ninguém deseja passar. E induzir ao sofrimento é uma forma de tortura. Logo, a pesquisa acima integra as milhares de formas de a vivissecção torturar animais.

Segundo, a notícia já ter antecipado desde o título que mulheres sofreriam mais com estresse de origem biológica, quando a pesquisa demonstrou apenas que ratas se estressam mais por esse motivo, sem ter estendido ainda o teste a voluntári@s human@s — a própria notícia afirma que “o estudo pode indicar implicações para os humanos”.

Em outra versão da notícia, a (argh) Veja afirma:

Embora ainda sejam necessárias mais pesquisas para determinar se os resultados são, de fato, válidos para humanos, esse estudo nos ajuda a entender por que as mulheres são duas vezes mais suscetíveis a desenvolverem doenças relacionadas ao stress”, explica a neurocientista Rita Valentino, que liderou o estudo.

E com o detalhe de que a Veja também afirma de antemão que a pesquisa já se aplica às fêmeas humanas (o título de sua notícia é “Mulheres são mais suscetíveis ao stress do que os homens“).

É muita pretensão dessa imprensa, em querer a todo custo nos induzir à crença de que o organismo de animais como camundongos é praticamente igual ao de seres humanos, dando à experimentação animal uma eficácia maior do que a real em determinar a aplicabilidade imediatamente humana dos resultados de suas cruéis pesquisas.

E, como não posso esquecer…

ALF, socorro!!!!!

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