Muitas pessoas estão tão fissuradas com a Copa do Mundo que vem vindo que passaram a interferir na natureza de quem não tem absolutamente nada a ver com as emoções futebolísticas humanas: os animais domésticos.

Chegam ao ponto de gastar entre 40 e 60 reais para pintar o pelo de um cão, ser que nada tem a ver com a torcida brasileira — pelo contrário, muitos cães sofrerão bastante com os fogos de artifício e as gritarias da família torcedora dentro de casa a cada gol. Uma atitude que retrata como os cães muitas vezes são vistos não como animais dotados de instinto e vida própria, mas como brinquedos robóticos, que podem ser pintados e decorados ao bel prazer d@s tutoræs. Um ato especista que se torna mais evidente quando nos perguntamos: será que essas pessoas pintariam também a pele de seus/suas filh@s pequen@s, para deixá-l@s “pront@s para a Copa”?

A atitude de mandar pintarem os pelos de seus cães é absurda não só por inserir involuntariamente na “torcida” quem nada tem que ver com futebol e por transformá-los em ornamentos vivos, mas também pelo efeito orgânico adverso: a tinta libera um aroma que, ao entrar em contato com a pele, confunde temporariamente o faro dos cães, o que gera crise de identidade nos animais, que podem estranhar outros cães da casa: um cão sem a tinta poderá estranhar pelo fato outro cão que foi pintado, além de que o faro do cão pintado ficará temporariamente perturbado.

Notícia baseada em reportagem da Folha.com

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