Ganhar brigas em local familiar aumenta vontade de brigar

Camundongos que vencem lutas em locais em que estão familiarizados aumentam sua agressividade e sua habilidade de vencer novas brigas. E esse comportamento está associado a mudanças no funcionamento de um hormônio masculino no cérebro.

Matthew Fuxjager e colegas, da Universidade de Wisconsin, em Madison (EUA), investigaram em cérebros de camundongos o efeito de vencer brigas em locais bastante conhecidos ou pouco conhecidos.

A equipe colocou um grupo de camundongos em gaiolas conhecidas (casa) e o outro em gaiolas pouco conhecidas (fora de casa). As vitórias eram garantidas porque os rivais eram menores. Após três vitórias consecutivas, os cérebros dos vencedores dos dois grupos foram analisados. [Essa análise pode ter implicado o assassinato dos animais, ou não. Vivisseccionistas costumam matar os animais que torturaram para analisar seus corpos.]

Camundongos que venceram em casa ou fora de casa tiveram um aumento na expressão de receptores do hormônio masculino androgênio numa região do cérebro que influencia agressão, explicando o aumento na agressividade.

Mais importante, vitórias em casa aumentaram a sensibilidade a androgênio em regiões que modulam motivação e recompensa. Os camundongos do grupo que lutou em casa também venceram mais lutas subsequentes comparados com camundongos que lutaram apenas fora de casa.

A experiência de ter vencido causa mudanças neuronais que aumentam a agressão e a vontade de lutar, afirmam os autores. O estudo foi publicado no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

Depois de inúmeras formas e violência (envenenamento, indução ao consumo de drogas, eletrocução, indução ao estresse…), a violência da vez é induzir animais à briga. Camundongos incitados pelos Frankensteins se agridem, machucam uns aos outros, saindo feridos, sentindo dores físicas e psicológicas significativas, com o corpo escoriado, talvez sangrando. Tanto como numa rinha de galos ou de cães, cuja promoção é crime no Brasil.

Rinhas com o fim de entretenimento são crimes punidos com todo o rigor legal e policial. Já rinhas com o fim de pesquisa científica são legalizadas e livremente praticadas, mesmo que a violência seja a mesma, de intensidade semelhante.

Esta notícia nos mostra de forma mais óbvia do que em outras experiências de tortura: vivissecção é violência.

P.S: a partir de hoje, não vou repetir mais o bordão ALF, socorrro!!!. Eu pessoalmente apoio a prática da libertação animal literal que promovem, mas não me incumbo aqui no blog de convencer @s leitoræs a apoiarem também métodos cuja moralidade é muito questionada (não por mim) e não ajudam muito a conscientizar a população, como a destruição de laboratórios.

Posts relacionados:

 

Uma resposta a Mais uma perversão de cientistas torturadores (Parte 45: rinha de camundongos)

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Notifique-me de novos comentários via e-mail. Você também pode se inscrever sem comentar.