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jul10

Mais uma perversão de cientistas torturadores (Parte 46: 2 em 1)

Hoje são duas notícias sobre animais torturados pela ciência frankensteiniana. A experimentação animal não pára de mostrar ao mundo o terror que promove contra camundongos e outros bichos.

Célula “segura” ajuda roedor paraplégico

Roedores paralisados por lesões na medula espinhal voltaram a se movimentar, graças a células adultas reprogramadas para assumir um estado muito versátil, semelhante ao embrionário.

O feito, obra de uma equipe japonesa, inclui um esquema para evitar que essas células saiam do controle, um dos grandes temores que ainda cercam o emprego terapêutico delas em pessoas.

PENEIRA CELULAR (infográfico aqui)
Como cientistas identificaram as células certas para tratar camundongos paralisados

1. TRANSFORMAÇÃO
O primeiro passo foi transformar células normais dos camundongos em células iPS, capazes de assumir a função de qualquer tecido

2. TRANSPLANTE
Algumas células viraram tecido nervoso (como neurônios) e foram transplantadas para o cérebro de outros roedores

3. TECIDO TUMORAL
Certas células não formaram tumores, sendo consideradas seguras, enquanto outras viraram tecido tumoral

4. LESÕES
Depois, os dois grupos de células foram transplantados para camundongos paralisados por lesões na medula
[logicamente lesões provocadas pela equipe de Drs. Frankensteins. Ou você achava que esperavam um número tal de camundongos sofrer paralisia por doença não induzida?]

5. RECUPERAÇÃO
As duas ajudaram os bichos a recuperar seus movimentos, mas, no grupo que havia formado tumores no cérebro, o efeito benéfico sumiu quando novos cânceres apareceram

Antes de usar determinado grupo de células para tratar os camundongos paraplégicos, os cientistas verificaram se elas levavam à formação de tumores em outros bichos.

As que não produziram cânceres tiveram sucesso em recuperar a lesão na coluna das cobaias, relata a equipe na edição desta semana da revista científica “PNAS”.

Um dos autores da pesquisa, Shinya Yamanaka, é o pioneiro no estudo das chamadas células-tronco pluripotentes induzidas (ou células iPS, para encurtar).

Yamanaka e companhia têm mostrado que qualquer célula do corpo adulto pode ser forçada a adquirir uma “síndrome de Peter Pan”, voltando à condição polivalente que tinha no início do desenvolvimento.

Seria possível usar uma amostra de pele de um tetraplégico e “convencer” algumas das células nessa amostra a se tornarem pluripotentes, ou seja, capazes de assumir a função de qualquer tecido. Inclusive a do tecido nervoso destruído na lesão que paralisou a pessoa.


SEM REJEIÇÃO

Assim, o paciente ganharia um transplante sem risco de rejeição, já que as células vieram do organismo dele. O plano soa perfeito, mas a transformação das células envolve a ativação de genes que, dependendo da situação, podem levar à indesejada formação de tumores.

Para evitar isso, os cientistas primeiro produziram células iPS e depois usaram-nas para criar neuroesferas, agregados de vários tipos de células do sistema nervoso.

“Eles ainda desfizeram essa primeira neuroesfera e criaram uma segunda, o que diminui a chance de sobrar alguma célula indiferenciada [em estado “genérico’] que pudesse levar a tumores”, explica o biólogo Stevens Rehen, especialista em iPS da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Finalizando o processo, as neuroesferas foram implantadas no cérebro de camundongos, e os cientistas esperaram para ver quais grupos de células produziam tumores nos camundongos.

Sabendo disso, os japoneses testaram os dois tipos de célula nas cobaias com lesões: as que produziam tumores e as que não os geravam. Como esperado, só o segundo tipo fez os bichos ficarem em pé de novo. [Já os animais que receberam células carcinogênicas sofreram ainda mais: tetraplegia mais câncer!]

“É uma prova de princípio interessante”, diz Rehen. “O problema é que eles esperaram 24 semanas para ver se os tumores apareciam na triagem inicial. É tempo demais, porque a lesão dos pacientes já estaria cicatrizada, dificultando a volta dos movimentos”, afirma ele.

Por isso, Yamanaka tem defendido a criação de bancos públicos de células iPS, já testadas. Quando alguém sofresse um acidente, elas poderiam ser usadas com segurança sem muita espera.

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Dieta rica em gordura em grávidas aumenta risco de defeitos em bebês

Mulheres [Como falam já de mulheres se quem foi testada (e torturada) foram camundongos fêmeas? É muita pretensão dessa mídia, que quer a todo custo que acreditemos que o organismo de camundongos é igual ao organismo humano e que não há nenhum risco de que haja divergência de efeitos entre camundongos e seres humanos.] que seguem uma dieta rica em gordura antes e durante a gravidez podem colocar em risco sua prole.

Cientistas britânicos que estudam camundongos descobriram que a dieta de uma fêmea grávida pode interagir com os genes que o bebê herda e influenciar o tipo e a gravidade de feitos de nascença, como cardiopatia congênita ou lábio leporino. [Ou seja, filhotinhos de camundongos nasceram com cardiopatia, graças aos/às Frankensteins que induziram as mães deles a consumir muita gordura.]

“É uma descoberta importante porque mostramos pela primeira vez que interações gene-ambiente podem afetar o desenvolvimento do embrião no útero”, disse Jamie Bentham, do Centro de Genética Humana do Wellcome Trust, da Universidade de Oxford.

“Sabemos que uma dieta pobre e genes defeituosos podem afetar o desenvolvimento, mas aqui vimos que os dois se combinam, aumentando o risco de desenvolvimento de problemas de saúde. Estamos entusiasmados porque isso sugere que cardiopatias congênitas pode ser evitadas por meio de mudanças na dieta das mães”, disse Bentham, que liderou o estudo.

Cardiopatia congênita é a forma mais comum de defeito de nascença, e estudos anteriores já haviam mostrado que filhos de mães obesas ou diabéticas apresentam maior risco de nascer com o problema.

Também se sabia que algumas alterações genéticas – como deficiência no gene Cited2 – pode gerar cardiopatias congênitas.

Mas até agora os cientistas não sabiam se fatores externos, como a dieta da mãe, poderiam interagir com mudanças genéticas para afetar o bebê.

Deficiências em Cited2 resulta em problemas cardíacos em camundongos e humanos e também podem levar a um defeito cardíaco sério chamado isomerismo atrial, em que a assimetria entre os lados direito e esquerdo do coração é alterada.

Os pesquisadores alimentaram as fêmeas antes e durante a gravidez com uma dieta rica em gordura e acompanharam o desenvolvimento dos filhotes usando ressonância magnética. Os resultados foram comparados com camundongos-bebês de um segundo grupo, cujas mães receberam uma dieta balanceada.

Entre a prole de camundongos que tinham Cited2 defeituosos, o risco de isomerismo atrial mais que dobrou, e o risco de lábio leporino aumentou mais de sete vezes quando as mães foram alimentadas com dieta rica em gordura.

Essas mudanças não ocorreram na prole geneticamente normal de mães que receberam dieta gordurosa, sugerindo que é a combinação de deita e genes que é responsável pelo aumento no risco das doenças.

Jeremy Pearson, diretor médico da associação beneficente Fundação Britânica do Coração, que financiou parte do estudo, disse que o achado pode lançar luz sobre defeitos de nascença em seres humanos. [Eu negritei o pode para contrastar com o título da notícia, que já adianta de antemão que o nascimento de filhotes defeituosos se aplica indubitavelmente a seres humanos.]

“A pesquisa mostra que a dieta durante a gravidez pode afetar diretamente quais genes são ativados na prole. O estudo foi realizado com camundongos, mas uma associação similar pode existir em humanos.” [Idem ao entre-colchetes acima.]

Segundo Pearson, a pesquisa reforçou a importância de mulheres grávidas manterem uma dieta balanceada durante a gravidez.

Parabéns a essæs cientistas que fazem o Dr. Frankenstein babar de inveja diante de tanta insensibilidade e crueldade. Estão consolidando o império da escravidão animal e o domínio da justificação dos meios pelos fins.

Na primeira notícia, diversos camundongos tiveram sua medula injuriada pela crueldade desses indivíduos, que provavelmente lhes quebraram a coluna vertebral, e vários deles ainda sofreram câncer cerebral, uma das mais terríveis e letais formas de câncer — se não o mais terrível dos cânceres. Na segunda, @s frankensteinian@s, provavelmente conscientes de que filhotes nasceriam com problemas graves de saúde que talvez os condenariam à morte precoce, induziram, alimentando as camundongos fêmeas com dietas gordurosas, ao nascimento de pequeninos doentes ou com deformação. Não sabemos se mães roedoras têm consciência de que alguns indivíduos de sua prole nasceram com problemas e sofrem por isso, mas fica registrada a agressão ética: obrigou-se as mães a darem à luz filhotes problemáticos.

Novamente, parabéns a essas pessoas sem o mínimo de respeito e sensibilidade para com a vida não-humana, pois são elas que contribuem de corpo e alma para que o nosso mundo seja um inferno para bilhões e bilhões de animais não-humanos.

Acho que vou criar uma religião cujo mito de vida pós-morte falará que pessoas que foram más em vida renascerão, como punição das divindades, como animais a serem explorados na pecuária, na vivissecção, nos rodeios e vaquejadas, nos circos e em outros infernos antropogênicos, renascendo no passado, no presente ou no futuro em que ainda existir exploração animal na Terra.

imagrs

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