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Mais uma perversão de cientistas torturadores (Parte 47)

O cachorro é considerado o “melhor amigo do ser humano”. Já o ser humano é o pior inimigo do camundongo albino. A maioria dos posts da sequência “Mais uma perversão de cientistas torturadores” não me deixa mentir, e este novamente expõe uma barbárie feita em nome da ciência contra essa espécie.

Estresse ajuda ratos a lutar contra o câncer, diz estudo

Um pouco de estresse pode fazer bem para o corpo, ajudando a afastar o câncer, informam cientistas. Experimentos com camundongos mostram que os animais submetidos a situações estressantes, até mesmo a combates com outros camundongos, conseguiram se sair melhor contra o câncer do que camundongos deixados em paz.

Os pesquisadores dizem que as descobertas, apresentadas na revista especializada Cell [Tendo aceitado publicar uma pesquisa de tamanha crueldade como essa, começo a crer que o nome foi inspirado na maldade daquele vilão de Dragon Ball Z, chamado Cell.], apontam para um possível tratamento neurológico para o câncer.

“O modo de vida, o como vivemos [Como nós vivemos? Ou como os camundongos, espécie distinta, vivem? Ah a velha presunção de cientistas de dizer que experiências torturando camundongos darão certo indubitavelmente em seres humanos…], pode muito bem ter um impacto muito maior no prognóstico do câncer do que vinha sendo reconhecido”, disse o professor de neurociência Matthew During.

A equipe de During injetou melanoma em camundongos, um tipo de câncer de pele, e deixou os tumores crescerem. Alguns dos animais foram postos numa grande gaiola, com muitos brinquedos, espaço e muito mais camundongos que o normal[, para lhes provocar o estresse].

Outros ficaram em gaiolas comuns de laboratório.

Depois de três semanas, os tumores haviam encolhido quase pela metade nos animais deixados na gaiola “estimulante” [“estimulante” = eufemismo vergonhoso de estressante, angustiante], e em 77% depois de sete semanas. Sem tratamento algum, a doença desapareceu em 17% desses camundongos. Nos animais deixados nas gaiolas comuns, o câncer continuou a crescer normalmente [Até morrerem, certamente.].

During acredita que algo mais do que simples estimulação agiu sobre os animais da gaiola coletiva. Os camundongos de lá também ficaram um tanto estressados.

“Você vê em alguns deles marcas de mordida e de briga”, disse ele. “Não foi tudo amistoso”.

Embora o senso comum indique que o estresse não é uma coisa saudável, a resposta do corpo a situações estressantes é complexa, e hormônios liberados por causa do estresse podem ter efeitos positivos.

Para mostrar que os benefícios não vinham do exercício físico, os camundongos isolados receberam rodas de corrida. Eles correram até três vezes mais que os da gaiola coletiva, mas sem benefícios contra o câncer.

Experimentos mostraram que os camundongos do ambiente estressado estavam produzindo mais de uma substância do cérebro chamada fator neurotrófico derivado do cérebro. Esses composto reduz a produção de leptina, um hormônio ligado ao apetite e também associado ao melanoma e ao câncer de mama e de próstata.

Embora a leptina e o próprio melanoma tenham comportamentos diferentes em seres humanos e em camundongos, os pesquisadores acreditam que os resultados podem ajudar a revelar mecanismos ligados à doença também nas pessoas. [Daí para dizer que a relação estresse X câncer realmente acontece em seres humanos, é uma distância mais que relevante, não acham?]

Duas torturas em uma, não é fantástico? A tortura de ter um câncer crescendo mais a tortura do estresse, que, de tão intenso, provocou agressividade e violência entre os animais. Ou melhor, digo, pior: três torturas: houve também a situação de prisão, de privação de liberdade, que é uma tortura para qualquer ser senciente que tenha um sistema nervoso minimamente complexo.

Se esse teste tivesse sido feito em um aglomerado de pessoas, que tivessem vivido aprisionadas durante toda a vida, com  injeção de células cancerígenas e provocação de estresse a ponto de causar violência entre @s prisioneir@s, seria denunciado ao mundo como uma monstruosidade, uma aberração criminosa só comparável aos campos de concentração nazistas, uma afronta mais que óbvia aos direitos humanos. Mas, como são “apenas” animais, “apenas” camundongos, a tortura é livre, e os Frankensteins realizadores de tal perversidade não correm risco nenhum de enfrentar processos ou ser presos por crueldade contra animais.

Parabéns a essa equipe de gente dotada de insensibilidade e maldade. Em nome da ciência, promoveu-se mais uma vez uma épica crueldade, uma múltipla tortura.

Não invoco mais a ALF (Animal Liberation Front) na sequência de experiências de tortura contra animais “de laboratório”, mas no fundo dá aquele desejo de que uma ação direta de libertação desses animais e destruição das gaiolas tivesse impedido essa experiência criminosa de acontecer e poupado os animais de tanto sofrimento.

imagrs

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