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Polvo Paul: zoológicos tratam animais como moedas de troca mútua para atrair vi$itantes

Zoológico da Espanha quer adotar polvo vidente

Copa 2010 Um dos grandes destaques da Copa do Mundo da África do Sul devido aos acertos de suas “previsões”, incluindo a vitória da Espanha sobre a Holanda (1 a 0) na final, o polvo Paul poderá, em breve, se mudar para Madri.

A direção do Zoo Aquarium, localizado na capital espanhola, não está poupando esforços para convencer o Sea Life de Oberhausen, atual casa de Paul na Alemanha, a deixar o “polvo vidente” passar seus últimos meses de vida mais próximo dos espanhóis.

Um porta-voz do aquário madrilenho afirmou nesta quarta-feira que os diretores do local estão dispostos a “cumprir tudo o que o Sea Life pedir” para que Paul se mude “o mais rápido possível”.

Por isso, proporam [sic] a troca do polvo por qualquer outro animal do zoológico espanhol. Uma quantia financeira, se preciso for, não está descartada.

Se Paul for mesmo transferido a Madri, os responsáveis pelo zoológico garantiram que ele receberá “toda a atenção” e o “carinho” dos espanhóis.

Isso não tem a ver com o bem-estar, muitíssimo menos com os direitos, do polvo que foi explorado durante toda a copa para divertir seres humanos. Tem a ver com atração de vi$itante$, de arrecadação. E só pensam minimamente no bem-estar do animal para não pegar mal para o zoológico de Madri.

A praxe dos zoológicos é basicamente a exposição de animais exóticos, destituídos de liberdade, a um público que deseja vê-los a todo custo, mesmo fora de seu habitat natural. O argumento da educação ambiental é apenas uma roupagem “ética” moderna para justificar que os zoológicos continuem ganhando dinheiro pela exposição de bichos aprisionados — a EA não estava entre os propósitos originais desses recintos, que não se incomoda(va)m em capturar e comprar animais sequestrados de seus habitats.

Infelizmente a população madrilenha que visitará Paul não está nem aí para isso. Tudo o que querem é olhar por uns instantes para o “polvo vidente”. Não pensam que ele poderia estar livre no oceano, em vez de aprisionado e exposto ao estresse de ser um objeto de curiosidade. Tudo o que pensam é que ele “é o vidente” e deve ser reverenciado, mesmo que sua real natureza nada tenha a ver com isso.

imagrs

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Fernanda

julho 21 2010 Responder

É realmente uma pena que nos dias de hoje, que as pessoas tanto se dizem preocupadas com o meio ambiente, com reciclagem e tudo o mais, não percebem coisas como essa, que qualquer pessoa dotada de um pouco de inteligencia perceberia. Mas é muito mais facil seguir junto com a maré, fazer e falar coisas que todo mundo faz e fala do que realmente fazer alguma diferença.
É o povo mundial se mostrando ‘esperto e consciente’, na visão deles, claro.

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