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ago10

Biossensores com seda: vem aí mais exploração animal

Em menos de duas semanas, é a segunda vez que dou de cara com uma iniciativa de exploração animal pela tecnologia.

Ouro e seda líquida são usados em novos biosensores

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, está desenvolvendo um novo tipo de biosensor feito de ouro e seda líquida, que irá captar sinais em frequências da ordem de terahertz vindos de proteínas, enzimas e outros compostos presentes no organismo. O grupo acredita que a espécie de antena será muito útil na detecção de doenças.

O projeto de pesquisa liderado pelo Prof. Fiorenzo Omenetto e seu colega, Richard Averitt, espanta por utilizar tão nobres [sic] materiais em seu sensor, e tem excelentes razões para isso.

Segundo o site Geeky Gadgets, os cientistas contam que o ouro foi escolhido por sua alta condutibilidade, enquanto a seda líquida é biocompatível com o corpo humano, com poucas chances de rejeição. Além disso, “a seda é mais resistente que compostos com o Kevlar, sendo ainda delicada e moldável”, comenta Omenetto.

Os pesquisadores acreditam que, no futuro, a antena pode ser utilizada por pacientes diabéticos para controlarem remotamente seus níveis de glicose, evitando que façam os testes diariamente, destaca o site Technology Review. O grupo espera ser o pioneiro neste tipo de tratamento pra a diabetes, enviando os dados coletados para que médicos tenham acesso.

Os resultados de testes feitos com porcos parecem promissores e agora os pesquisadores de Tufts procuram apenas descobrir se o sensor pode detectar as frequências específicas das moléculas de glicose.

Omenetto ainda trabalha em outros tópicos com a combinação de seda com metamateriais, compostos artificiais com características eletromagnéticas diferentes de compostos naturais. Há dois anos, o Science Daily publicou uma matéria sobre um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia, que utilizaram metamateriais para a obtenção de uma “capa de invisibilidade”, alterando os padrões de reflexão da luz.

E a dialética entra novamente em ação: a tecnologia se diz avançada mas ainda utiliza o primitivo recurso da exploração animal.

Sites de direitos animais afirmam que o bicho-da-seda, que produz a seda que interessa ao ser humano, só produz seda em larga escala porque, quando está no casulo, é fervido com casulo e tudo, inclusive contorcendo-se de dor durante a fervura que o matará.

Quando se pensa que a tecnologia vai suplantar os velhos materiais de origem animal, somos surpreendid@s com notícias como essa, que nos sugerem a imagem de uma “exploração animal do futuro”.

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