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Esponjas: animais, mas não sencientes. E agora?

Esponja do mar deve ajudar em pesquisa sobre célula-tronco e câncer

Cientistas australianos encontraram provas de relações muito estreitas do homem com o leito submarino, em um estudo que revela que as esponjas do mar compartilham quase 70% de genes com os humanos.

A sequência genética das esponjas do mar na Grande Barreira de Corais da Austrália mostrou que esse animal aquático invertebrado compartilha muitos de seus genes com os humanos, incluindo um grande número de genes associados com doenças como o câncer.

A descoberta pode proporcionar novas bases de descobertas em relação ao câncer e a pesquisas com células-tronco, afirmou o chefe do estudo, Bernard Degnan, da Universidade de Queensland, Austrália.

“As esponjas têm o que consideramos o ‘Santo Graal’ das células-tronco”, afirmou Degnan.

Ao contrário do caso dos camundongos e de outros animais que são explorados em experimentos científicos, aqui eu lanço o benefício da dúvida, um assunto em que a defesa dos direitos animais ainda parece não ter chegado a um consenso: as esponjas.

As esponjas, pertencentes, ao filo dos poríferos, são os animais mais simples do planeta, e não têm nenhum sistema nervoso. São considerados animais, mas não são sencientes. Ou melhor, não possuem muitas das características típicas dos animais. Isso deixa em aberto a pergunta: poderiam as esponjas ser consideradas sujeitos de direito, tanto quanto cães, camundongos e peixes?

Eu, na minha opinião pessoal, sugeriria que os poríferos fossem classificados em um reino taxonômico à parte dos animais sencientes, assim como as algas vêm sendo distinguidas do reino biológico dos vegetais – uns as citam como protistas, outr@s as colocam como sem reino (nem vegetais, nem protistas). Isso terminaria qualquer polêmica no que se referisse a incluir ou não as esponjas na decisão de interditar a exploração de qualquer animal. Não tendo consciência, sentimentos, interesses e capacidade de sentir dor e sofrer, poderiam ser cultivadas sem nenhum peso ético que não fosse o cuidado ambiental.

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Samory Pereira Santos

agosto 8 2010 Responder

Esponja animal não-senciente, moralmente, equivale a planta. Simples. Não faz sentido algum defender direito de esponja pelos mesmos motivos pelo que não faz sentido defender direito de planta.

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