09

ago10

Mais uma perversão de cientistas torturadores (Parte 51)

Como é de se esperar, mais uma tortura de roedores (ratos ou camundongos).

Cérebro tem ‘circuito de backup’ para aprender a ter medo

O “centro do medo” no cérebro não precisa estar funcionando para que um animal aprenda a ter medo, dizem pesquisadores da UCLA Research Institute, nos Estados Unidos. De acordo com resultados de um novo estudo realizado em ratos, se a região for danificada, outra área pode tomar as rédeas e permitir que o cérebro continue a registrar o medo vinculando-o às memórias emocionais. Os resultados foram publicados na revista Proceedings of National Academy of Sciences.

Mas essa região do cérebro vai assumir a função apenas quando a região relacionada com o medo, a amígdala, não estiver funcionando, dizem os pesquisadores. “Quando a amígdala não está funcionando, de repente outra área tem uma espécie de ‘estalo’ e tenta assumir a função e compensar a perda da amígdala”, disse o professor de psicologia e membro do grupo de pesquisas do cérebro da UCLA, Michael Fanselow, em entrevista ao site Live Science.

Este tipo de compensação pode ocorrer também em outras partes do cérebro. Quando uma área crucial perde a sua função, outra pode ser utilizada para compensar isso.

[…]

Memórias emocionais

Nós tendemos a pensar de uma memória como um bloco único – todos os detalhes e emoções são ‘guardados’ juntos. Mas, na verdade, o cérebro armazena diferentes partes da memória em diferentes locais. A amígdala é responsável pela parte emocional de uma memória. Ela também ativa a resposta do corpo ao perigo.

Os trabalhos anteriores realizados por Fanselow e seus colegas mostraram que ratos com amígdalas danificadas podem formar memórias de medo depois de muitas tentativas. No entanto, eles não sabem qual a região do cérebro que assumiu a função.

Eles suspeitaram que quem assuma as funções seja o centro conhecido como ‘bed nuclei’, que está ligado a muitas das mesmas partes do cérebro que a amígdala. Para testar sua teoria, eles criaram lesões no cérebro de ratos, projetada para interromper o funcionamento da amígdala, do bed nuclei ou de ambos.

Os ratos foram ensinados [sic] a temer uma gaiola que lhes dava um choque elétrico. Os ratos eventualmente ‘congelavam’ de medo quando eram colocados na gaiola, lembrando-se do choque.

Contudo, os ratos com lesões em ambos – na amígdala e no bed nuclei – congelavam significativamente menos do que os ratos com lesões em apenas uma destas áreas do cérebro. Além disso, os ratos com lesões únicas, eventualmente, se comportavam quase como ratos normais, enquanto que ratos com duas lesões (na amígdala e no bed nuclei), sempre mostravam prejuízo na aprendizagem do medo.

[…]

Não tem jeito para ainda se acreditar que a experimentação animal “não promove maus tratos”, com testes como o acima. Está óbvio na notícia que eletrocutar os animais e lhes instigar o terror e o trauma eram partes da experiência mengeleana em questão. Parece até sarcasmo quando a notícia fala de “ensinar” os bichos, dar-lhes “aprendizado”. Tal “ensinamento” renderia anos de cadeia aos “professoræs” se fosse proporcionado a seres humanos.

Isso sem falar na agressão ao organismo dos ratos, pelo lesionamento de seus cérebros.

Tentam, com campanha falaciosa, desacreditar a imagem de que “cientistas adoram matar ratinhos”, mas por outro lado, reforçam essa mesma imagem. Ou pior, não apenas “gostam” de matar, mas também de torturar.

A ciência como está, sem nenhum apreço pela ética não-antropocêntrica, transformadora de sujeitos de direito em meros objetos de uso livre, se compara às mais sangrentas religiões de sacrifício: enquanto estas, como a religião asteca, sacrificavam pessoas para o sol continuar nascendo, aquela sacrifica a integridade e vida de milhões de animais não-humanos para a humanidade continuar existindo com integridade física*. Eu, como indivíduo que respeita os animais, seja humanos ou não-humanos, rejeito devoção a essa “religião” que aliena as pessoas com seu paradigma, tratado como imutável, de justificar os meios com os fins.

*Essa integridade é muito duvidosa, visto que pouco se faz pela manutenção da boa saúde e prevenção de doenças – o que vemos hoje é o aumento de mortes por câncer e doenças cardiovasculares por causa do péssimo apego à boa saúde por parte de grande parte das pessoas, o que inclui o consumo da carne vinda da morte de bilhões de animais ao ano -, em contraste com a remediação, que é o grande objetivo d@s doutoræs Frankenstein que oferecem camundongos em sacrifício para o deus Anthropos.

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