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set10

Mais uma perversão de cientistas torturadores (Parte 54)

Quando se diz que a vivissecção de animais é comparável às experiências feitas por cientistas nazistas em prisioneir@s de campos de concentração, fala-se sério. A experiência abaixo, que consistiu em drogar camundongos, fala por si só.

Consumo precoce de drogas torna indivíduo mais vulnerável à dependência

Quanto mais precoce o consumo de uma droga, mais o indivíduo se torna vulnerável à dependência. Foi o que mostrou um estudo com camundongos conduzido pelo Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).

Ao administrar doses de álcool em animais adolescentes e adultos, os pesquisadores constataram que os mais jovens apresentaram uma compulsão maior ao consumo após um período de abstinência.

Segundo os pesquisadores, o resultado também pode valer para outros tipos de drogas de abuso, que englobam desde anfetaminas até entorpecentes pesados, como cocaína e heroína, passando por cigarro e álcool. [O que quer dizer que, quase indubitavelmente, irão obrigar outros animais a se drogarem com outros narcóticos, incluindo cigarro e heroína, em novas experiências-tortura.]

“Drogas de abuso são aquelas que induzem à fissura por meio do consumo, seja pelo prazer proporcionado, seja pelos efeitos desagradáveis que a interrupção do uso provoca”, explica a coordenadora da pesquisa, Rosana Camarini, professora do ICB-USP.

O trabalho, apoiado pela Fapesp por meio de Auxílio à Pesquisa – Regular, terá os resultados apresentados na 25ª Reunião da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), que começou na última quarta-feira e vai até este sábado, 28, em Águas de Lindoia (SP).

Rosana analisou quatro grupos de camundongos: adolescentes que recebiam doses de álcool, adolescentes tratados com solução salina, e adultos divididos nessas mesmas categorias.

Entre as diferenças observadas, está que os adolescentes que receberam álcool apresentaram tolerância à droga, enquanto os camundongos mais velhos sob o mesmo tratamento responderam com uma sensibilização ao álcool (aumento do efeito que a droga apresenta ao longo de um período de consumo).

Rosana conta que ambos são fenômenos neuroadaptativos provocados pelo uso contínuo da droga. Já a tolerância, observada nos animais adolescentes, significa a redução desses efeitos. Nesse caso, o indivíduo precisará de doses maiores do produto para conseguir obter as mesmas sensações proporcionadas pelas doses iniciais. [Ou seja, a experiência provavelmente deu doses cada vez mais altas para um animal sofrer o mesmo que o outro sofreu.]

Em uma outra etapa, os pesquisadores separaram os camundongos adolescentes e adultos que haviam recebido álcool. Colocados [sic] individualmente em uma gaiola, cada um poderia escolher [sic] entre dois recipientes, um com água e outro com álcool. O frasco com etanol continha doses que eram aumentadas gradualmente, de 2% a 10%.

“Nessa etapa, não detectamos diferenças entre os dois grupos. Porém, após a dose de 10%, resolvemos retirar o álcool para estabelecer um período de abstinência”, disse a professora da USP, explicando que se trata de um teste para verificar se o animal se tornou ou não dependente. [Por que o Estadão não falou do que os animais sofreram com a abstinência?]

Ao serem novamente expostos ao álcool, os animais mais jovens começaram a beber gradativamente mais, enquanto os adultos mantiveram o consumo que apresentavam antes da abstinência à droga.

Já os animais controle, tratados previamente com solução salina, não apresentaram um aumento no consumo ao serem expostos ao álcool em ocasiões diferentes. E isso se verificou tanto nos indivíduos jovens como nos adultos.

Rosana ressalta que, nessa etapa da pesquisa, os animais tratados com álcool na adolescência já estavam adultos, considerando que a adolescência dos camundongos dura apenas 15 dias.

Se tivesse sido realizada em seres humanos, essa experiência daria cadeia certa para seus autoræs. Mas como foi em camundongos, seres tratados como moralmente inferiores, as principais oferendas à ciência vivisseccionista, passará completamente impune. Ou pior, será tratada como uma iniciativa “heroica” e “exemplar” por quem está hoje exaltando a experimentação animal através da mídia.

Ouço muito falarem de bioética, mas muito pouco em incluir os animais não-humanos no círculo moral que a mesma abrange. O que adianta uma ciência se vestir de ética e respeitadora para uma espécie mas cometer verdadeiras atrocidades em outras, levando a definição de especismo ao seu extremo?

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