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set10

[OFF político] O passado guerrilheiro de Dilma e a hipocrisia histórica da imprensa

Este é mais um post OFF do Arauto da Consciência para derrubar a depreciação anticidadã que dirigem contra Dilma Rousseff. É certo que ela não é a pessoa ideal para presidir o Brasil – aliás, é provável que a pessoa ideal nunca venha a nascer, uma vez que tod@s nós cometemos erros e temos imperfeições -, mas na minha opinião ela é a mais apta no momento para governar bem o Brasil e atender às vontades da maioria da população.

Que bom seria se a qualidade política de Dilma fosse questionada apenas com contrapropostas e críticas civilizadas, mas não é isso o que está acontecendo. Ao invés, vejo a propagação de mentiras, calúnias, difamações, boatos e ad hominem’s em abundância para tentar desqualificá-la.

Revelo aqui que meu voto presidencial para o primeiro turno é em Dilma Rousseff, tanto por ela ter as propostas e metas mais decentes e realizáveis como por minha decepção com Marina Silva (nunca me respondeu nem sobre o desmatamento de Suape nem sobre as 11 perguntas que lhe dirigi) e Plínio de Arruda (ele ser contra o turismo e sua guinada recente ao “PSTUísmo” nos debates foram o que derrubou as chances de eu votar nele), assim como meio de fazer minha parte para evitar que José Serra triunfe e traga de volta todos os espectros privatistas, antissociais e elitistas invocados tipicamente pela direita conservadora.

Também pesa a favor do meu voto em Dilma a oportunidade de ajudar a impor uma derrota histórica ao chamado Partido da Imprensa Golpista, que vem usando de métodos escusos para derrubar a credibilidade da ex-ministra e angariar votos pela imputação do medo e pelo denuncismo de baixo nível.

Agora sim, vamos ao post.


Vanessa Lampert, dona do Blog de Vanessa Lampert, me permitiu reproduzir seu muito inteligente e esclarecedor texto sobre a hipocrisia de quem chama hoje Dilma de assassina e terrorista por seu passado na luta contra a opressão da ditadura militar.

Dilma assassina e terrorista?
por Vanessa Lampert

Confesso que não estava muito por dentro da campanha eleitoral, sempre acompanhando muito por cima – quando acompanhava. Até receber de uma amiga recente (que ainda não conhece muito bem minha ojeriza por mensagens com tom emocional/manipulatório encaminhadas em Power Point) um email com o assunto: “Desabafo de um pai” e no corpo do email um convite para ver “o que a Dilma fez no passado”. Minha curiosidade felina ainda não está completamente domesticada. Lá fui eu clicar no troço. Era pior do que eu pensava. Escrevi uma resposta, mas acabei por deixá-la incompleta de propósito, para não enviar de cabeça quente. Segue o que escrevi:

Não dá para assumir algo como verdade absoluta sem levar em consideração o contexto da época. A ditadura matou muito mais gente (e de maneira muito mais cruel) do que o outro lado, e em sua maioria, jovens e adolescentes idealistas, com uma vida toda pela frente. Civis.  Esse power point que você mandou foi escrito de maneira tendenciosa, manipuladora e um tanto quanto distorcida (e eu sinceramente duvido que tenha sido escrito pelo pai do rapaz), então eu resolvi pesquisar a respeito e encontrei esse texto:

http://sejaditaverdade.com/2010/06/16/a-morte-de-mario-kosel-filho-a-verdade-sobre-a-participacao-de-dilma/

uma parte bem esclarecedora do texto:


– Número 1: como já citado, a camionete + 10 integrantes + 50 quilos de dinamite, algo inconsistente até para uma Pajero dos dias atuais.

– Número 2: A revista VEJA (uma publicação que, como todos nós sabemos, não “morre de amores” nem por Lula, Dilma ou o PT) na matéria O cérebro do roubo ao cofre isenta textualmente Dilma Rousseff das operações de campo: “A Dilma era tão importante que não podia ir para a linha de frente. Ela tinha tanta informação que sua prisão colocaria em risco toda a organização. Era o cérebro da ação”, diz o ex-sargento e ex-guerrilheiro Darcy Rodrigues.

– Número 3: Como afirma o Site Uol ao narrar a biografia de Dilma, a VPR, Vanguarda Popular Revolucionário, uma organização nascida da divisão da antiga VAR-Palmares, surgiu apenas em 1969, apenas 1 ano depois da morte de Mário Kosel Filho. Dilma ficou na VAR-Palmares, mais ligada a trabalhos de base. Lamarca foi para a VPR, adepta de ações de guerrilha. Em 1968 Dilma pertencia à Colina, Comando da Libertação Nacional.”

Eu simplesmente ABOMINO textos escritos de maneira manipulatória, para me fazer ter uma determinada opinião, apelando para os meus sentimentos. Quando percebo que o texto está se encaminhando para isso, ele perde a minha atenção automaticamente. Este Power Point foi escrito para manipular a sua opinião e te fazer ficar horrorizada, para te impelir a repassá-lo a outras pessoas e, assim, ajudar quem escreveu a alcançar seu objetivo que é meramente ELEITORAL. Isso é muito baixo e me empurra mais a votar nela do que contra ela.

Não pense que estou em campanha pela Dilma ou por qualquer outro candidato. Eu nem tenho candidato ainda, estou analisando as opções, mas sei que o Brasil está alcançando um nível de desenvolvimento nessa administração que era impensável até pouco tempo atrás. Eu não quero que haja retrocesso, voltando à administração anterior (aí já elimino um candidato). A gente não pode escolher candidato pensando em “pessoas”. É muito mais do que isso. Não pode ser “ah, eu vou com a cara de fulano, então voto nele”, porque fulano não vai estar lá sozinho. O crescimento do mercado imobiliário, por exemplo, se deve à atual administração e para que haja continuidade nisso, acredito que não tenhamos muitas opções. Acredito que a Dilma não seja a pessoa com mais carisma dentro do PT  (Nota aos leitores do blog: eu mudei de idéia a esse respeito, hoje acho que ela foi a melhor escolha, sim) e que talvez por isso ela não tenha sido boa escolha (já que muita gente escolhe candidato da maneira errada, como falei), mas eu me lembro bem de como estava o Brasil há dez, doze anos e, sinceramente, não quero aquilo de volta.”

Depois de escrever isso, deixei que esse email descansasse em minha superpopulosa pasta de rascunhos, até que eu o esquecesse, o que sempre acontece. Esqueci. Ontem, porém, caminhando pelo Bourbon (shoppingzinho perto da minha casa), vi na capa da Época uma foto 3×4 p&b de uma Dilma jovenzinha, de óculos, e a manchete: “O passado de Dilma”, “documentos inéditos revelam uma história que ela não gosta de lembrar: seu papel na luta armada contra o regime militar”. Então todo o raciocínio que me veio à mente quando recebi o tal email voltou, exigindo algumas explicações. Como sempre acontece com meus raciocínios, ele começou perguntando: “Como assim???”

De súbito, me senti dentro de um universo paralelo. Será que escorreguei por um buraco de minhoca e não percebi? Lembrei dos textos pelos quais passei quando fiz a pesquisa para descobrir quem era o tal do “soldado-vítima” do inverossímil Power Point, que chamavam Dilma de terrorista, assassina e assaltante (essa última acusação certamente por causa dos assaltos a banco que alguns grupos de resistência fizeram para conseguir dinheiro, já que não podiam trabalhar, pois viviam escondidos para não serem mortos). Deu tilt na cabeça. Cresci ouvindo que os militares eram os malvados e que os estudantes eram os heróis. Os militares impuseram uma ditadura que cerceou a liberdade da população. Se você fosse um bom robozinho, sua vida seria feliz, mas se ousasse pensar por conta própria e discordar dos malucos fardados, era taxado de subversivo e já era, colega.

Muitos estudantes se mobilizaram em passeatas contra a repressão. No entanto, quando a coisa apertou e começaram a ser arrastados para a prisão, torturados, estuprados e mortos, pouca gente teve coragem de assumir posição e participar da resistência. A ditadura não queria saber se quem estava ali era um bando de adolescentes e jovens civis, eles eram vistos como “terroristas” que tentavam subverter a ordem e que deveriam ser parados a qualquer custo. E muito além disso: a ditadura também prendeu, torturou e matou muita gente que não tinha nada a ver com o pato. Não era gente envolvida em luta armada, nem em militância de resistência, mas simplesmente pessoas que ousaram discordar. Falar contra o governo era correr risco de morte. Os militares, paranóides, viam subversão em qualquer coisa, em qualquer lugar, como os inquisidores na Idade das Trevas. Essa foi a Idade das Trevas do Brasil. Li a reportagem da Época na internet e é uma baita propaganda enganosa. Nenhuma informação “inédita”, muito blá-blá-blá e disse-me-disse, como Época bem gosta de fazer. E sempre fez.

Só não entendi uma coisa: a globo (com letra minúscula mesmo, pois ela não merece maiúscula) esqueceu que até pouco tempo disfarçava seu apoio à ditadura enaltecendo o heroísmo dos jovens que resistiram a ela? Não foi a Globo que nos brindou com a minissérie Anos Rebeldes, em 1992, tocando “Alegria, Alegria” na voz de Caetano em uma abertura psicodélica? Mostrou ali o quê? Não foi a luta armada contra a ditadura? Nos emocionou com a inesquecível cena da morte de Heloísa, vivida por Claudia Abreu, deixando clara a covardia militar e a ingenuidade idealista da resistência? Clique aqui para assistir à cena. Eles foram tratados como Heróis na redemocratização, não como “terroristas”, “guerrilheiros”, “bandidos”, “assaltantes”, “criminosos”. Quem achava isso deles era – e com razão – a ditadura, ameaçada por aquele bando de moleques insolentes e arruaceiros, que merecia a morte.

Lembro do documentário “O Êxodo Decifrado” que mostra uma anotação sobre o êxodo dos hebreus, sob o ponto de vista dos Egípcios. O texto os chama de “Os Malignos” e faraó é o coitadinho, a vítima. Os hebreus eram escravos e as pragas só aconteceram porque faraó se recusou a deixá-los sair, mas isso é irrelevante. Contexto? Nah, para quê? . Tudo sempre depende do ponto de vista, de quem é que está contando a história, se leva o contexto em consideração ou o omite. Claro que, na visão da ditadura militar, Dilma era uma “terrorista, assaltante”, etc. e eles, as vítimas, que só queriam um país subserviente. Que mal há nisso? O estranho é encontrarem eco hoje em dia.

Então me lembro de “O que é isso, companheiro?” do Gabeira, que deu origem a um filme estrelado por atores globais. Tantas e tantas reportagens no Fantástico, no Jornal Nacional, sobre os heróis que lutaram contra o totalitarismo, contra a covardia, pela liberdade, pelo direito de votar, pelo direito de expressar suas opiniões sem ser, por isso, perseguidos ou punidos pelo Estado. Pessoas que deram suas vidas por um ideal, famílias que foram destruídas, muitos corpos até hoje não foram localizados. Outros foram fotografados e as marcas da barbárie ficaram registradas para a posteridade.

No entanto, a posteridade não está nem aí. Engole qualquer bobagem que lhe é dita pela TV ou enviada por email, em um Power Point meloso qualquer. A posteridade não pensa, passa pela vida simplesmente existindo e repetindo feito papagaio o que escuta no jornal. A coisa chega a um ponto tão ridículo que os argumentos são exatamente os mesmos, com as mesmas palavras, como se fosse um exército de robôs, com gravadores -com o botão “play” pressionado- em lugar das cordas vocais. Existe uma fonte inesgotável de ignorância alimentando o senso comum e está tão entranhada em nosso dia-a-dia que de vez em quando a gente se pega repetindo alguma bobagem não pensada, mesmo lutando há anos para ter pensamentos próprios. Mas daí a distorcer a história nesse nível e chamar civis que ousaram resistir a um sistema totalitário de “terroristas” já descamba para a burrice.

Eu imagino o que essas pessoas esperariam que acontecesse? Regime totalitário, ditadura, se você abre a boca, tem de ser para dizer o que o governo quer que você diga. E não pode dizer nada que possa ser interpretado por um maluco fardado qualquer como contrário ao pensamento do governo. Ou seja, você vive neurótico tentando pensar com a cabeça dos caras. Aí os críticos de Dilma imaginam que o correto seria, já que eles estavam descontentes, criar um grupo para, através do diálogo com o governo, alterar aquela situação. Hein???? Imagino o rebeldezinho indo conversar com o general: “Oi, tudo bem? Poderíamos conversar a respeito de uma maneira de ampliar a liberdade de opinião da população em geral?” Como ele seria recebido? Acho engraçado também falarem dos “crimes” cometidos: “falsidade ideológica”. Lembro de quando acusavam José Dirceu disso também, e por ele ter feito plástica para modificar o rosto, o bandido. Com certeza o correto seria manter sua própria identidade e, de preferência, telefonar para o governo, dizendo: “oi, eu sou Dilma Rousseff, sabe, aquela que vocês estão procurando? Pois é, não venham atrás de mim, só queria passar o endereço de onde estou, porque quero que este seja um processo transparente”. Retirar o contexto da situação, analisar os fatos ocorridos durante a ditadura militar  como se estivessem ocorrendo hoje, em tempo de paz, em uma democracia, com diversas liberdades que não existiam naquela época, é – isto sim – um crime.

Se tem algo que eu detesto é que subestimem minha inteligência para tentar manipular minha opinião. Isso já me deixou indignada com a globo, com a Época e com a Folha de São Paulo, que teve a cara-de-pau de veicular uma ficha falsa de Dilma em uma matéria totalmente tendenciosa. E não teve a dignidade de publicar a carta que Dilma escreveu, se defendendo. Então, como tiro de misericórdia, me deparo com o programa eleitoral de Serra, com o apelativo Jingle: “Sai o Silva e entra o Zé”. Hein??? O PSDB, partido que nunca escondeu sua predileção pela classe média alta, tenta, em um esforço vergonhoso, se aproximar da classe pobre, com uma cara de “nojinho”. Favela cenográfica, pasteurizada e estereotipada, jingle de pagodinho, churrasqueira a gás (#Fail). Posso dizer que as (des) organizações globo e a campanha de Serra se empenharam tanto, mas tanto, que acabaram conseguindo fazer com que eu decidisse meu voto. A cada ataque descabido que recebia, Dilma ganhava minha simpatia e eu me interessava mais por ela.

Resolvi pesquisar, ler, ouvir o que ela tinha a dizer, assisti a várias entrevistas, li muita coisa contra e a favor, para poder formar a minha opinião. Quanto maior o ataque da mídia, mais ficava claro para mim: “se a globo está se esforçando tanto para a Dilma não ser eleita, é porque deve ser a melhor opção para o país”. Li Paulo Henrique Amorim se referir a esse tipo de imprensa como PIG (Partido da Imprensa Golpista), o que para mim parece mais correto do que se referir apenas à globo. O PIG quer que o povo brasileiro se esqueça de quem era quem durante o regime militar. Quer nos convencer de que nenhum dos dois lados estava certo, mas que o menos certo era o lado daqueles estudantes intrometidos, que não tinham que mexer com quem estava quieto. E, aos poucos, nos coloca em uma situação de simpatia com o regime militar…”pelo menos o país não era essa bagunça”.

No fundo, no fundo, agora a globo começa a assumir sua posição, que é a mesma desde o início, nunca mudou: favorável à ditadura e frustrada com a redemocratização. Conseguiu manipular o povo por muito tempo, até que mexeu com uma força maior do que a dela, e deu início à sua decadência. Hoje acabou a hegemonia, a Record cresce a ponto de poder veicular reportagens especiais para trazer à memória da população quem eram os assassinos e quem eram as vítimas. Até pouco tempo nenhuma rede de televisão ousaria. A internet cresce em força de opinião, formando uma “imprensa paralela” e trazendo as informações a que o PIG não quer que tenhamos acesso, coisa que JAMAIS aconteceria em tempos de ditadura militar.

O fim da ditadura militar e o início de uma nova democracia foi o grito de esperança abafado, durante quase duas décadas, por uma nova ditadura, a da imbecilização, promovida pela Rede Globo. Há cerca de dez anos, porém, demos início à verdadeira redemocratização, com a quebra de hegemonia da globo e o início de uma verdadeira força popular, pela libertação das mentes. Serra e a globo me convenceram que esse processo não pode parar. A ignorância ainda é muito grande, mas aos poucos o Brasil desperta da maldição de seu sono eterno em berço esplêndido. Obrigada Serra, obrigada rede globo, folha de são paulo, PSDB e simpatizantes, pois me levaram a conhecer uma Dilma que eu não conhecia: uma mulher que luta pelo que acredita e que foi capaz de arriscar a vida por amor ao seu país e que hoje é vítima de uma perseguição injusta por parte de quem não tem o menor escrúpulo de tentar apagar a memória de um país que levou tanto tempo para construir sua identidade. Se não fosse por isso, talvez eu ainda estivesse indecisa.

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4 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Juliano Andrade

Março 20 2015 Responder

Na minha opinião, quem defende pessoas como a Dilma e essa corja do PT é porque certamente não passaram sufoco com familiares deles, queria ver se fosse um familiar seu morto por essa corja de assassinos daí eu queria ver a sua reação. Violência gera violência, eu sou um defensor do Anarquismo, mas por outro lado penso que se colocarmos tudo abaixo, muita gente inocente irá morrer nas ruas. Nosso país não tem pessoas competentes para administrar o país, porque lá em Brasília só da ladrão, no congresso e mafiosos. A solução é alugar o Brasil pros gringo entrar como dizia o grande mestre Raul, já que a baderna é grande, e ninguém faz nada, não existe lei, vamos vender o país, vamos ser escravos de outra nação, talvez assim, o país tenha leis mais rígidas que coloquem esses assassinos, mafiosos engravatados no seu devido lugar. De baixo da terra que é o lugar mais propício pra essa corja de corruptos engravatados.

Ecila Parisot

outubro 25 2010 Responder

Existe varias maneiras de interpretar aquilo que os outros fazem o deixam de fazer; no entanto estou agora, depois de 40 anos vivendo fora do Brasil, conhecendo algumas verdades que eu nunca soube em relaçao ao que realmente sucedeu no Brasil durante a “ditadura” e confesso que estou aterrorizada.
Penso que para defender a Patria amada tudo é valido… Nao é assim que que os nossos herois se enfrentaram em guerras sangrentas para defender nosso territorio? Por motivos alheios a minha vontade nao pude votar este ano e nao poderei votar no 2º turno, mas se pudesse votaria na Dilma com certeza.

Tuane

outubro 14 2010 Responder

Boa tarde.

Apenas hoje procurando no google e lendo a Veja fui ver sobre o passado da Dilma. Pois bem, em certo ponto vc tem razão. Veja com certeza não é feliz com o país sendo governado por um partido ‘esquerda’ (coisa que já deixou de ser há algum tempo) e claro que alguns meios de comunicação tentam ganhar nosso voto com histórias ou estórias sobre o partido opositor dessas.
Não descordo de tudo o que vc disse, mas algumas coisas me deixam, talvez não seja o termo certo mas, intrigada. Talvez seja mesmo que os ‘guerrilheiros’ foram sem dúvidas os ‘heróis’, mas isso não tira o fato que eles roubaram e mataram. Aí vem a minha pergunta: Morte se justifica com morte?
Na minha humilde opinião nenhum dos lados estão certos mesmo um tendo matado para se defender, as coisas não são ou pelo menos não deveriam ser assim. Não sou nenhuma idealista mas por ser assim que o mundo é o que vemos hoje – guerras e mortes.
Será realmente que os fins justificam os meios?. Nesse caso acho que não.
Por isso não defendo nem os ‘vilões’ e nem os ‘heróis’.
Mas deixo aqui meus parabéns pois você realmente é um exemplo a ser seguido de não ser influênciado por terceiros.

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