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set10

Peixes fluorescentes transgênicos: a vida animal como mercadoria e objeto de decoração

Peixe fluorescente com genes modificados será vendido a US$ 30

Geneticamente modificado, o primeiro peixe acará (pterophyllum) fluorescente do mundo é uma criação [sic] conjunta entre a Academia Sinica de Taiwan e a empresada privada de tecnologia Jy Lin. Ele será comercializado por US$ 30 após a certificação.

Nesta quinta-feira, ele brilhou durante apresentação realizada num aquário iluminado por luz negra, em uma fazenda de peixes em Pingtung, no sul de Taiwan.

A espécie é o maior peixe fluorescente do mundo capaz de acasalar e se reproduzir, segundo o presidente da Jy Lin, Yu Lin Ho.

Para quem “criou” e “produziu” esses peixes, a vida destes foi gerada para dar dinheiro. Estão tratando a vida como um produto industrializado lucrativo, tal como brinquedos movidos a pilha.

Que ética é essa que aceita que tratem animais como brinquedos, como mercadorias, como objetos de decoração?

Se fosse uma mãe encomendando um embrião transgênico que dará origem a um bebê fluorescente, seria uma aberração sem precedentes, tanto que a transgenia humana hoje é vista com censura extrema pela mesma comunidade científica que está agora “fabricando” peixes fluorescentes.

A verdade é que os peixes ditos “ornamentais” são vistos pela maioria das pessoas como seres autômatos, desprovidos de qualquer interesse de um ser senciente, maquininhas cuja única “função” em vida é nadar de lá para cá, seja num habitat natural, seja numa prisão chamada aquário, bastando apenas comer o pozinho que é vendido como comida de peixe.

Se houvesse maior conhecimento sobre os comportamentos cognitivos dos peixes de pequeno porte, reconhecendo-se sua necessidade de liberdade e interação social com outros indivíduos de sua espécie, esse tratamento mecanicista e coisificante dos mesmos por parte dos seres humanos não aconteceria. Não se estaria vendendo esses animais como se fossem brinquedos eye candy.

imagrs

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