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set10

Tecnologia antipoluente se sustentará pela morte de milhares ou milhões de crustáceos

Fibra de crustáceos pode despoluir rios contaminados com metais pesados

Uma fibra retirada de crustáceos, como camarão e lagosta, pode ajudar a despoluir rios e lagos contaminados por metais pesados, de acordo com uma pesquisa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

A fibra, chamada quitosana, é abundante na natureza[ – isto é, os animais com carapaça contendo essa fibra ainda são abundantes, estando suscetíveis à exploração pela mão humana -] e comumente usada pela indústria farmacêutica para outras finalidades.

Ela é extraída da casca de crustáceos, como caranguejos, que são descartados pela indústria pesqueira“, disse a pesquisadora Elaine Nogueira Lopes de Lima, que apresentou o trabalho como tese de doutorado em química.

Para extrair da água metais como cobre e chumbo, que podem contaminar animais e plantas nas proximidades, a quitosana é alterada quimicamente, ficando com capacidade de “aderir” a essses elementos.

“A quitosana é usada em forma de pó. Quando jogada na água, os metais grudam nas moléculas”, disse Lima.
Em seguida, é feita uma filtragem para retirar o pó com metais pesados absorvidos.

O pó da fibra pode ser reutilizado depois de retirados os metais pesados.

Com os resultados positivos, a pesquisadora já planeja testar outras reações em misturas com quitosana, desta vez em fármacos [Ou seja, os medicamentos vão ficar ainda mais distantes do veganismo. Não bastassem já ser testados em animais, passarão a ter mais um ingrediente de origem animal usado em sua fabricação.]. O objetivo é que o tratamento nos rios seja ampliado para substâncias tóxicas desta área.

A indústria da exploração animal descobre cada vez mais meios de tirar dos animais não humanos seu valor intrínseco e usar seus corpos como se fossem recursos ou mercadorias.

E a notícia revelou algo que eu até o presente momento não sabia: o descarte de animais pela indústria da pesca. Eu ainda não tinha conhecimento de que muitos animais são assassinados simplesmente porque não servem para quem trabalha com corpos de animais aquáticos em larga escala. Esse descarte de vidas, com a aplicação utilitária da quitosana, não vai mais ser um mero “desperdício” de vidas, vai passar a ser uma nova forma de explorar os “rejeitos” da pesca. Matar animais roubando-lhes das águas e condenando-lhes à morte por asfixia (ou por choque elétrico ou térmico ou por fervura) vai dar mais dinheiro para quem vive de tirar vidas de seres sencientes.

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