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Carta aberta de ex-petista para Frei Betto sobre ateofobia

Åsa Heuser, autora do blog Uma ateia de bom humor, reproduziu a carta de Gerardo Xavier Santiago, ex-petista que demonstra toda a sua indignação sobre o desrespeito de Frei Betto contra o ateísmo militante – e, por tabela, os ateus militantes.

Deixo claro que trago o texto abaixo não para falar mal do petismo, embora eu também seja descontente com alguns métodos de jogo político do PT, mas sim para tornar mais público o protesto de Gerardo contra a ateofobia de Frei Betto.

Carta aberta a Frei Betto
por Gerardo Xavier Santiago

Senhor Carlos Alberto Libânio Christo, escrevo esta carta para manifestar a minha profunda indignação com o seguinte trecho de seu artigo publicado na Folha de São Paulo em 10 de outubro deste ano de 2010, intitulado “Dilma e a fé cristã”: “nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar com violência os templos vivos de Deus: as vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte.”

Como sempre, o seu domínio da língua de Camões é perfeito, o senhor realmente escreve com uma clareza solar. No afã de defender a sua candidata a presidente da República, cuja campanha enfrenta óbvias dificuldades, o senhor compara a prática hedionda e inumana da tortura ao ateísmo militante. Eu sou ateu militante, membro colaborador da ATEA, uma associação brasileira de ateus e agnósticos. O senhor me comparou a um torturador!

Senhor Carlos Alberto, eu nunca pertenci a nenhuma organização totalitária, como a Juventude Hitlerista, por exemplo. E não o faria nem que me pendurassem no pau-de-arara, me dessem choques, me afogassem e me matassem. Com dezessete anos de idade dava o lombo aos cassetetes e respirava gás lacrimogêneo nas ruas para que o senhor fosse anistiado e para restaurar as liberdades democráticas no Brasil. Ajudei a construir o PT e a levar o seu amigo Lula ao Planalto. Felizmente há três anos estou rompido com esse partido e esse governo, que prostituíram os meus sonhos de juventude na lama dos mensalões e na aliança com gente como o ex-presidente Collor e outros similares.

Ao agredir dessa forma infame e injusta aos que não partilham de sua crença em um deus, o senhor mostra a sua intolerância e os seus pendores totalitários. Uma vez li algo que o senhor disse ou escreveu (talvez em seu livro “Calendário do poder”), no sentido de que não é por ser um frade dominicano que o senhor teria que carregar nos ombros a culpa pelas atrocidades da Inquisição. Pelo seu artigo percebo que é verdade. O senhor traz consigo o espírito da Inquisição sem nenhuma culpa por isso.

Gerardo Xavier Santiago, advogado, militante do PT entre 1980 e 2007, ateu, atualmente sem partido

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5 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Sergio

junho 4 2011 Responder

Olá! Lamentável essa atitude de Frei Betto. Os ateus socialista era torturados pelos os agente do DOPS que na sua maioria era católicos. Agora quando a igreja torturou e matou milhares de pessoas durante a inquisição, inclusive sua ordem, onde teve um dos maiores homicida da hist´ria.

Mary

outubro 14 2010 Responder

Gostaria muito de ver todas as crenças pacíficas sendo respeitadas (considero o ateísmo uma crença, a de Deus não existe). Tivemos muitos religiosos teístas, politeistas e ateus lutando pela liberdade, pela abertura política de nosso país e todos merecem nosso respeito e nossa consideração. Não nos esqueçamos que Marx era ateu e sua doutrina foi bastante difundida em setores católicos progressistas sem abandonar sua fé cristã.

A nossa ordenação legal e moral é inspirada na filosofia grega (romana), tendo Themis como a “mãe” que acolhe sem preconceitos, tendo em uma das mãos a balança da justiça, que pesa o direito e na outra a espada com que o defende. Zeus, o Deus do Olimpo, representa o pai/autoridade. Suas três filhas são Eunomia (norma, conhecimento) que significa disciplina; Diqué/equidade, (de acordo com a necessidade) tratar a cada um conforme sua necessidade e; Irene, a Paz – a paz de Irene significa a construção continua da aproximação, que é diferente de apenas “não ter guerra”.

A representação é figurativa, mas a aessência é real e necessária. Precisamos de afeto, justiça, direitos , autoridade para e produziremos normas inteligentes, igualdade e paz.

Um fraterno abraço

Oiced Mocam

outubro 13 2010 Responder

A crença religiosa faz as pessoas se comportarem
melhor?

O argumento de que a crença em religião as pessoas melhoram ou são melhores ou ajuda a civilizar a sociedade costuma ser apresentado, quando as pessoas já esgotaram suas justificativas. Acho que a única diferença é que os crédulos colocam ética, valores e comportamento nas mãos de um suposto Deus e nas escrituras sagradas e do que os homens criaram e inventaram em nome Dele. Tudo que não conseguem solucionar por meio da razão, como problemas afetivos, relações conturbadas, doenças, dificuldades financeiras (com “promessas” de soluções). O fato de um indivíduo freqüentar uma igreja, sinagoga ou mesquita não o torna melhor embora tente ser melhor. Há boas razões para acreditar que no passado os ensinamentos tiveram seus propósitos em acreditar em Javeh, Jesus e Maomé e os ensinamentos deles e de outros líderes religiosos que se ocuparam cuidando do desespero humano. Muitas pessoas se sentiram confortáveis com esses ensinamentos nas suas vidas. É inegável que muitas pessoas de fé fazem sacrifícios heróicos para aliviar o sofrimento de outros seres humanos. Mas não podemos permitir essa confusão mental em nossa sociedade, esse apego imaginário a um Deus “placebo” e do Paraíso. Prova temos que nem os milhares de padres pedófilos atenderam esses apelos de Jesus.
Se as religiões dissessem: muito bem ! Nós paramos de insistir no Sermão da Montanha, Êxodo, na gravidez de Maria pelo Espírito Santo, na Imaculada Conceição, no Gênesis (copiada dos Caldeus), no Dilúvio, nos milagres, na morte e na Ressurreição de Cristo e sua divindade ou no “vôo noturno” de Meca a Jerusalém, de que os livros sagrados não foram escritos pela palavra inspirada por Deus, na existência do carma, mas onde estariam as pessoas sem a fé ? Elas não se entregariam a todo tipo de licenciosidade e egoísmo ? Mas será que é necessário acreditar em qualquer coisa, sem ter provas suficientes, para agir dessa maneira?
A primeira coisa a dizer é que o comportamento de um crente não é de modo algum prova – de fato, não é sequer argumento da verdade de sua crença e de religiosidade . Cumprir dogmas emprestados não é ser religioso. Dizer que só os homens que professam tal fé e que freqüentam tal templo, terão a salvação de suas “almas” e terão paz ao morrerem. Que absurdo ! Lembram do fato das indenizações bilionárias pagas pela igreja católica envolvendo abuso sexual, enfim todos os escândalos envolvendo igrejas no país e no exterior? Isso não é em nada semelhante aos ensinamentos que buscaram em Cristo e dos grandes mártires. Genocídios na África e Europa e guerras ao longo da história humana? Somente na 1ª Guerra Mundial foram 13 milhões de mortos, Qualquer ramo dessas religiões pode ser orgulhar do seu passado e presente ?
Todos sabemos que os Estados Unidos é um país e uma democracia com altos índices de religiosidade e adesão à religião; e também o que mais sofre com altos índices de violência , doenças sexualmente transmissíveis e homicídios. Já países com sociedades menos religiosas e altos índices de ateísmo da Terra, como: Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Holanda, Islândia, Japão, Noruega, Reino Unido, Suécia, Suíça, são os países mais saudáveis e desenvolvidos e com menores taxas de violência.
A fé religiosa não fanática até pode ser benigna no nível pessoal. Mas, no plano coletivo, quando se trata de governos não capazes de garantir a saúde a sociedade e capazes de fazer guerras, a fé é um desastre absoluto. Exemplo, a excessiva religiosidade do governo Bush e dos islâmicos. E o que sabemos com certeza, aqui e agora, é que nem a Bíblia nem o Corão trazem melhor compreensão da moral e da paz no Universo
Muitas dessas raízes, que passaram por interpretações de homens , doutores hagiógrafos e copistas de uma certa forma da judaica à cristã, receberam a “inspiração divina” de tudo aquilo e só aquilo que Ele quisesse. Acabaram sendo adotadas pelo Islamismo e por razões políticas se transformaram em crença oficial, numa forma final codificada autoritária e obrigatória e também cheia de contradições. Onde até o Código de Hamurabi, e filósofos da Antiga Babilônia com seus poemas e lendas, papiros egípcios e filósofos da Grécia, foram fontes de inspirações. Tornaram-se ideologia estabelecida e promulgada por imposição bem sucedida, adotada por dinastias e governantes como lei na Terra.
Poderíamos ser devotos de uma crença inteiramente diferente, talvez hindu, budista, xintoísta, e nesse caso ainda nos seria dito que, sendo ou não verdade, ela ainda assim ajudaria a ensinar às crianças a diferença entre certo e errado, mas de forma equivocada. Em outras palavras, acreditar em um Deus, anjos, libertação, castigo, bênçãos, imortalidade, inferno, demônio, purgatório, céu e paraíso é de certa forma exprimir exatamente a disposição de acreditar em qualquer coisa, porém de modo algum rejeitar a crença é expressar a crença em nada. Atos de caridade e honestidade podem ser igualmente praticados por pessoas sem qualquer fé. Os homens as crianças, não podem ser manipuladas através de estúpidas estratégias infantis. Enquanto houver um Deus, o homem não pode estar em paz. Deus é que está dividindo o homem. Ele é o inimigo supremo da humanidade; de outra qual a diferença entre um hindu e um muçulmano, entre um cristão e um judeu? Apenas sua idéia de Deus. E essa idéia não é nada mais que uma idéia, apenas uma hipótese vazia. Deus não deveria ser uma questão de argumentos. O Deus cristão criador criou muita confusão mental e absurdos. Não há Deus em lugar algum, não há evidência em lugar algum, não há nenhuma prova. E se alguém lhe disser que viu Deus. Ele é simplesmente um homem louco, iludido e está tendo alucinações e precisa de tratamento psiquiátrico. Se tivéssemos tratado os nossos santos através de psiquiatria, a humanidade estaria num estado pacífico. Gurdjieff, fez uma declaração muito verdadeira. Ele disse que as religiões são todas contra Deus, porque são contra a vida. Mas a verdadeira religiosidade é sempre a favor da vida, nunca contra ela.
Quanto pior o criminoso, mais devoto ele se revela. A máfia italiana é um bom exemplo.

A religião se espalhou, como força auxiliar dos métodos antiquados de guerra santa e imperialista. Muitos instrutores santos a usaram a religião para açoitar, espancar, torturar, estuprar e humilharam em praça pública; pregaram o ódio, o medo, a culpa e aterrorizaram os ignorantes. As pessoas se tornaram seguidores (imitadores) crentes e não buscadoras (descobridoras).
O papa João Paulo II, uma exceção, foi uma pessoa valorosa e séria e de coragem moral. Ele fez muito para ajudar na emancipação da Polônia, que estava sob o domínio soviético. Seu papado foi conservador e autoritário sim, mas ele parecia mais aberto à ciência e à pesquisa (exceto quando se abordavam assuntos sobre o vírus da Aids) e, mesmo em seu dogma contra o aborto fez algumas concessões a uma “ética de vida”. Exemplo: começou a pregar que a pena capital era quase sempre errada. Quando de sua morte, o papa João Paulo II foi louvado, entre outras coisas, pelo número de desculpas que pediu. Entre elas não estava, como deveria, uma expiação por cerca de um milhão de pessoas passadas no fio da espada em Ruanda na África. Contudo, estavam pedindo desculpas aos judeus pelos séculos de antisemitismo cristão, uma desculpa ao mundo muçulmano pelas cruzadas, uma desculpa aos cristãos ortodoxos orientais pelas muitas perseguições infligidas a eles por Roma. E também uma contrição mais genérica pela Inquisição praticada em nome dos Evangelhos. Isso parecia significar que a igreja católica, tinha sido no passado principalmente errada e freqüentemente criminosa, mas que tinha sido purgada de seus pecados pela confissão e estava pronta para ser infalível novamente.
Uma fé que despreza a mente e o indivíduo livre, que prega a submissão e a resignação a um Deus imaginário e que considera a vida algo pobre e transitório está mal equipada para a autocrítica. O fato de um crente ser mais feliz que um cético, não é mais que o fato de um bêbado ser mais feliz que um homem sóbrio. A mente baseia-se na fé de coisas invisíveis de que Deus colocou a alma dentro de cada pessoa.
Segundo as religiões. Que a alma vive com Deus, que ela existe antes do nascimento e sobrevive após a morte, de que a alma é santa e é uma centelha do divino. Uma religião que espera a destruição do mundo, que proclama o Apocalipse e o Dia do Juízo, que considera e proclama o sobrenatural (milagres) não podemos considerar como religião. Ou como lembra o escritor Dan Brown.
“Toda fé do mundo se baseia em invencionices, crença sem prova. É essa a definição de fé – aceitação daquilo que imaginamos ser verdade, que não podemos provar. Todas as religiões descrevem Deus através de metáforas, alegorias e hipérboles, desde os primeiros egípcios até o catecismo moderno. As metáforas são uma forma de ajudar nossa mente a processar o improcessável . É que adoramos os deuses de nossos pais. ..é quase tudo mentira o que nossos pais e doutrinadores nos ensinaram e tentaram fazer crer como verdadeiro sem poder absolutamente prová-lo.

Será que alguém hoje crê que Cristo expulsava demônios? Se seus discípulos disseram que ele expulsou, estavam enganados. Se Cristo afirmou que expulsou, então ele foi um louco ou um impostor e os que narraram ignorantes ou desonestos. Se eles escreveram por ignorância, então não eram inspirados. Se eles sabiam que estavam citando algo de falso, se eles sabiam, ou não, eles não eram inspirados.

Há varias formas pelas quais a religião é não apenas amoral, mais decididamente imoral. E essas falhas e crimes não são encontrados no comportamento de seus adeptos (que algumas vezes é exemplar), mas em seus preceitos, ritos e dogmas originais. Entre eles estão:

Apresentar um retrato falso ao mundo, aos inocentes e crédulos;
Não revelar documentos e a verdadeira história de Jesus escrita pelos seguidores do profeta que o reverenciavam como totalmente humano;
A doutrina da recompensa celestial e ou punição eterna ;
A imposição d e tarefas e regras impossíveis pelos ditames papais;
A doutrina da expiação, do pecado e culpas sociais;
A doutrina do sacrifício do sangue;
Adoração da Eucaristia (comunhão), pelo menos na Páscoa que é o sacrifício de Cristo marcado pela partilha do Corpo de Cristo e do Sangue de Cristo que se considera que substituem em tudo menos na aparência o pão e o vinho utilizados na celebração. A crença de que o pão e o vinho são transformados no Corpo e no Sangue de Cristo chamada transubstanciação;
Representar de forma errada e equivocada a origem e a descendência do homem (somos todos do reino animal) e do cosmos;
Que Deus criou o homem a sua imagem e semelhança;
A fragilidade alicerçada nos e em conhecimentos bíblicos;
O Sacramento do Batismo, dado às crianças e a convertidos adultos, considerando que o efeito chega imediatamente a Deus e a Confirmação ou Crisma através de um presente do Espírito Santo para fortalecer;
Causa e resultado de perigosa repressão sexual;
O ritual da circuncisão (ritual de boas vindas aos do sexo masculino na religião judaica);
É utilizada como instrumento por aqueles que desejam autoridade;
A “infalibilidade” do Papa;
A doutrina do apocalipse;
Fazer o papel de policia do mundo em questões de comportamento;
Imposição de restrições alimentares (jejum);
Atendimento das necessidades materiais das igrejas através de doação de contribuições e dízimos;
Falsas promessas de resolver problemas pessoais, cotidianos colocando-os nas mãos de Deus e santos e confiando neles;
Fatalismo religioso;
A Unção dos enfermos com “óleo sagrado” abençoado para esse fim, “extrema unção” ou “último sacramento” a doentes graves e moribundos;
Posicionamento contra o progresso da bio-ciência e o desenvolvimento da civilização;
A confissão auricular, faz o papel de leva-e-traz entre os crédulos, clero, santos e deuses, para a manutenção de seu poder;
Não reconhecimento de outras religiões com a s quais se digladiam;
A Confissão ou Penitência ou Reconciliação, que envolve a admissão de “pecados” perante um padre e o recebimento de penitências (tarefas a desempenhar a fim de alcançar a absolvição ou o perdão de Deus);
Culto idólatra com adoração de santos, relíquias e imagens (também em procissão) como mensageiros da salvação;

O autor mais claro a expressar esses problemas foi Thomas Hobbes sobre as escrituras sagradas, em sua obra-prima de 1651, Leviatã. Eu recomendo que você leia a parte IV, capítulo 44, “Sobre as trevas espirituais resultantes de má interpretação das Escrituras”. Aliás, o livro todo é de tirar o fôlego!

Todos os mitos da criação de todos os povos são há muito reconhecidos como falsos, e eles recentemente foram substituídos por explicações mais magníficas. À lista de desculpas, a religião deveria acrescentar os mitos folclóricos pregados aos ingênuos. Caso faça essa admissão, a mesma poderia levar à destruição de toda a visão do mundo religioso; mas quanto mais isso demorar mais hedionda a negação se torna.
Entre outras crenças fabricadas, que a origem e nascimento de Jesus Cristo, que ele é filho de Deus, a gravidez da sua mãe foi concebida pelo Espírito Santo; Krishna nasceu da virgem Devaka; a virgem Nana pegou uma romã banhada de sangue e a colocou em seu seio e deu à luz ao deus Attis; a filha virgem de um rei mongol quando acordou banhada em uma luz divina deu à luz a Gêngis Khan; Hórus nasceu da virgem Íssis, Mercúrio nasceu da virgem Maia; Rômulo nasceu da virgem Rhea Silvia. Acham pouco? Então, passem para o capítulo do Budismo, para ver como o “budinha” foi concebido de forma “sui-generis” e nasceu. Inventam mentiras e tentam nós convencer, não pelas suas idéias avançadas mas pelos milagres tolos que lhes são atribuídos, para reverenciá-los depois e serem adorados como mágicos.

Os sacerdotes não querem que você faça qualquer pergunta sobre seus sistemas de crenças, sobre os relatos absurdos e ignorantes inventados pelos seus seguidores, porque eles sabem que não têm nenhuma resposta para dar. No fundo ela querem que o seu rebanho mantenha as mentes adormecidas e entorpecidas para melhor serem manipuladas.Todos os sistemas de crenças são tão falsos que se questionados eles desmoronarão. Sem questionamento, eles criam grandes religiões – com milhões de pessoas sob suas rédeas. Qual a evidência de que Jesus tenha salvado as pessoas da miséria? – ele não pode salvar a si mesmo. Se Jesus retornasse? Os cristãos e o Vaticano seriam os primeiros a assassiná-lo, novamente. É impossível um homem como Jesus ser tolerado por qualquer instituição. O Papa seria o primeiro a ir contra ele. No Cristianismo uma pessoa se tornar Deus é um sacrilégio é irreligioso, não demonstra respeito. Questões como essas são embaraçosas e elas não são levantadas. Mesmo Deus como criador do mundo com céu e inferno são apenas hipóteses. Para todos os interesses estabelecidos, a lealdade é simplesmente uma necessidade, mas ela reduz a humanidade inteira a um estado de retardamento mental. A sociedade cristã fanática com suas estúpidas supertições não permite questionamentos, ele não permite dúvida, ele não permite a você ser inteligente; e um homem que não é capaz de duvidar, de questionar, de dizer “não” quando ele sente que a coisa está errada, caiu abaixo da humanidade; ele se tornou um animal sub-humano explorado

O Dalai Lama nos diz que você pode visitar uma prostituta desde que outra pessoa pague por ela. Os muçulmanos xiitas oferecem “casamento temporário”, vendendo aos homens a permissão de tomar uma esposa por uma ou duas horas com os votos habituais e depois se divorciar quando tiver terminado. As demais blasfêmias e atrocidades do mundo muçulmano são tantas, contra o sexo feminino, que sugiro lerem os livros Princesa e outros de Jean P. Sasson. A falta de liberdade das mulheres em alguns países do extremo oriente é simplesmente chocante!
Metade dos esplêndidos prédios do Vaticano e de Roma não teriam sido construídos se não tivesse havido a venda de indulgências bem como a venda de um pedaço do paraíso de modo tão lucrativo. A própria Basílica de São Pedro foi financiada assim.
O novo papa, o alemão ex-Joseph Ratzinger, recentemente atraiu milhares de jovens católicos para um festival, oferecendo uma certa “remissão dos pecados” aos que comparecessem. Essa patética obediência aplicada pela autoridade por intermédio do medo e baseados em um “pecado” que foi cometido há muito tempo, são acrescentadas regulamentações que são imorais e impossíveis de obedecer. A maioria da humanidade, ao longo dos séculos, viveu sob essa tirania e ditadura ignorante. Uma grande parcela ainda vive. Um homem que olha para uma mulher errada, na verdade já cometeu adultério ou pecado. Emprestar dinheiro a juros é pecado. Também isso produz confissões de culpa e todos se tornam pecadores (restrições impossíveis à iniciativa humana). Sempre houve um estado policial espiritual. Podemos ter certeza de que a religião por séculos sempre agiu assim, sobre as mentes não formadas e indefesas dos jovens e para assegurar esse privilégio fez alianças com poderosos no mundo material.

Ao pensar assim, me pergunto. Como posso estar ameaçando Deus? Ora, não faz sentido pensar que Deus, uma hipótese, precisa ser defendido e adorado. Afinal, Ele é “eterno”, o que significa que existiu um intervalo de tempo antes deste momento e continuará a existir por um espaço de tempo infinito.
Em que lado da guerra Deus se posiciona? se for de um dos lados, aplica-se também ao outro lado, o que faz com que ambos se cancelem mutuamente. É tudo ilusão.
Não é preciso que você deixe de ser um santo ou desista da sua convicção, apenas apóie a paz e reaja contra o ódio e a mentira, torne-se um pacificador. Aja apoiado 100% pela Razão então coloca em prática guiado pelo Coração. A paz é possível se começarmos por nós mesmos, aprendendo, amando, perdoando e uma nova visão de nós mesmos. As guerras acontecem pela total incapacidade das religiões acabarem com elas. Hitler mencionava Deus com freqüência. No momento a religião está justificadamente morta, para milhões de pessoas, que freqüentam a igreja e a mesquita devido a rituais confortantes ou porque é a coisa a ser feita por que outras fazem. Todas elas fazem o mesmo trabalho.
Dizem que há um Deus guia e protetor, que cuida de você, lhe dão um livro sagrado com mandamentos para guiar a sua vida, envia o seu filho unigênito para ajudá-lo e estar no caminho certo da salvação, envia messias e profetas para que você não se perca no caminho errado. Se você se perde, então eles inventam e exploram a sua segunda fraqueza-medo do demônio e do inferno, que está tentando de todas as formas possíveis levá-lo ao caminho errado. Não satisfeitos, as religiões dos hindus, budistas e jainístas, não têm um inferno eterno, por isso eles têm que ir verticalmente – sete infernos! E assim as religiões colocam as pessoas contra seus instintos naturais. Por uma simples razão, para fazer as pessoas sentirem-se culpadas. E depois destruí-las, explorá-las, molda-las, humilhá-las e criar desrespeito sobre elas. Uma vez criada a culpa, elas começam a sentir que são culpadas e pecadoras. O trabalho deles está feito. Mas primeiro eles criaram a doença e depois aplicam a medicação, que não pode ser auto-medicação, precisa haver um “assessor religioso” para realizar esta etapa de cura, você não pode se curar sozinho.
Mas como pessoas sensatas há muito tempo, entenderam que as igrejas fazem pouco para acabar com a guerra e Deus não está nem um pouco preocupado com o bem estar e sofrimento delas. A antena parabólica de Dele não é potente o suficiente para se preocupar com nós. Imaginem se não houvesse Deus e nem o demônio e o medo da morte. Então não haveria necessidade de religião. Esses três são ficções tão grandes, que posso afirmar que não existe espaço algum para a religião.

A religião fez tanta coisa contra a humanidade, com boas intenções ! Essas pessoas muitas vezes não estavam trabalhando com má intenção, mas elas certamente eram idiotas, sem saber exatamente o que estavam fazendo.
Se o povo age mal, não por vício, mas por ignorância e preguiça de pensar, assim como Deus não interfere na guerra, assim ele não se intromete nas nossas vidas.
O homem integrado é suficiente em si mesmo. É total. E para mim isso o torna sagrado, porque ele é total. Ele está tão preenchido, que não há nenhuma necessidade psicológica de uma figura paterna, um profeta ou Deus em algum lugar no céu cuidando dele. Está tão abençoado no momento, integrado à natureza, que não há o que lhe faça sentir medo do amanhã e do futuro. O amanhã não existe para o homem integrado. Só este momento é tudo, não há ontem, nem amanhãs. Ele não tem avareza alguma pelo futuro, você não pode criar o céu. O homem não precisa de autoridade celestial, tradição, ritual, graça, especulação, mistério, alguém para guiá-lo, de administradores e pessoas que ocupem posições de autoridade, cujas decisões tem peso, de alguém para levá-lo a algum lugar e que dão a palavra final.
Cada momento é tão completo que não está esperando para ser completado por um outro momento que virá algum dia nesta vida. Cada momento é repleto e transbordante, e tudo que ele conhece é uma tremenda gratidão por esta bela existência do seu próprio ser. Simplesmente sentado em silêncio há gratidão, o que quer que esteja fazendo, há gratidão.
Se você orar cinco vezes por dia, estará fazendo um ritual de adoração, não é a sua vida. Olhe para dentro de você, sinta a sua respiração e o bater do seu coração, isto é a vida. Olhe o nascer do sol, para as árvores, as flores e sua beleza ,as mudanças de estações, estas sim são divinas e o único Deus que existe. Pratique religiosidade introspectiva, humanismo e não religião e adoração a instituições.
O que eu quero dizer, é que nada está errado com pessoa alguma. Todas as coisas erradas foram nutridas em você. Que as religiões impediram seu crescimento, cortaram suas próprias raízes. O homem permaneceu pigmeu no mundo da consciência.

O livre pensador e filósofo francês René Descartes, do século XVII, sempre buscou a verdade.

“Penso logo existo”
Em latim: soa melhor: “Cogito, ergo sum”

Descartes não se satisfazia em acreditar em algo apenas porque assim lhe ensinaram. Ele questionava tudo até conseguir provar se era falso ou verdadeiro e a única razão para sabê-lo era porque pensava. Acreditava que qualquer pessoa, que estivesse pensando estava buscando, e a busca é o ato de estar vivo. É preciso fazer como Descartes, duvidando das verdades estabelecidas.
A busca pela verdade afeta todas as faces da vida, até o amor. Quando perseguimos a verdade, encontramos o amor . Quando perseguimos o amor, nem sempre encontramos a verdade. Quando alguém procura a verdade, olha para dentro de si. A verdade deve preencher o amor, daí a expressão “o verdadeiro amor”. Viva a vida de acordo com o seu próprio coração e razão.

Além do mais, cada indivíduo deve trilhar seu caminho por si mesmo, por meio do auto-estímulo e iniciativa. Não se pode contar com nenhum Deus ou Deuses. Trabalhe na sua salvação com diligência através do seu esforço pessoal e do seu bom senso e consciência. Quando souber que alguma coisa resultará em dano ou mal, abandone-a. Quando souber que trará benefícios e felicidade , adote-a. Autoconfiança, é a chave. Abandone o irracional, crenças absurdas e ilógicas e seja honesto consigo mesmo e pare de se iludir e cresça sozinho. Diga mais sim do que não, fazendo isso naturalmente e não só para agradar. Não julgue ninguém, seja sincero, mas tenha apenas opinião própria. Não esnobe, não humilhe, não trapaceie, não compete desnecessariamente e não coloque areia nos obstáculos dos outros.
O meu alerta é, não seja tolo e uma pessoa escravizada! Seja generoso, mas não um banana. O Paraíso não sai assim tão barato. Aliás, não há paraíso em algum lugar, é algo que está dentro de você mesmo. E nenhuma caridade poderá levar você até lá. Mas é possível atingir esse lugar se toda sua vida se tornar caridosa, o que é algo totalmente diferente. Se você chegar lá, toda sua vida se tornará compaixão. Entre as formas de consolação está a caridade, mas não um lugar no Paraíso. Seja lâmpada e luz para você mesmo. Isso é o exercício de sua própria espiritualidade e consciência religiosa.

Se Descartes me ordenou e inspirou divinamente, transcrever esses pensamentos, estou pronto para o sacrifício e com as críticas dos radicais. O culpado é Descartes e culpem a ele. Ou melhor , com toda probabilidade se preferirem, eu nem existo. Ou será : Penso, mas existo?

Fratenal abraço
Oiced Mocam
Porto Alegre/RS

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Avelino Fóscolo

outubro 13 2010 Responder

Aí moçada,

Um desconto para o Frei. Por tudo que conheço dele, toparia, dialogar sobre o tema. Creio que ele cometeu um equívoco ao não considerar (se lembrar no momento?) os muitos grupos e pessoas, de bem, ateus militantes.

Saude e fraternidade,
diriam os positivistas (espécie de proto ateus – afora o grupo restrito da Religião da Humanidade), nos conturbados anos da mudança e estabilização da República.

De um cético e crente na vida vivida.

Rufa

outubro 13 2010 Responder

Cara, e agora, frei?
he he

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo