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Festival galego promove crueldade contra cavalos

Foto do dia: do jeito difícil

Festival no Noroeste da Espanha resgata tradição do povo Celta de derrubar cavalos selvagens como a força dos braços

Com as mãos e os nervos de aço, grupo consegue derrubar cavalo selvagem em La Rapa das Bestas, festival realizado em Vimianzo, na Galícia, no Noroeste da Espanha. A tradição de derrubar cavalos remete, dizem os galicianos, ao povo Celta que se estabeleceu na Península Ibérica no século 7 a.C.. Embora os romanos tenham combatido os celtas, seu legado persiste nesta região da Europa.

O festival acima é mais um item da coleção de episódios de exploração e violência contra animais em nome do entretenimento. E o detalhe mais aterrador é que, de tantas características que o povo celta ibérico pré-romano poderia legar para o futuro, o legado sobrevivido tenha sido logo um festival de agressão a animais.

A desculpa da importância da herança cultural para a persistência desse tipo de festival violento não cola porque, se fosse tão legítimo pôr o entretenimento cultural acima dos direitos humanos e não humanos, nada impediria que a prefeitura de Roma ressuscitasse as lutas entre gladiadores, das quais muitas vezes um deles só saía morto. Ou que o Exército grego reativasse, em homenagem à antiga Esparta, a cripteia – atividade-rito de passagem em que os adolescentes treinados perseguiam e assassinavam hilotas (servos) para confirmar sua promoção à maioridade militar. Ou que, em homenagem ao povo asteca, os soldados mexicanos promovessem captura de escravos (ou presidiários) largados na selva.

Os direitos humanos, que deram aos seres humanos muito mais dignidade de existência, inibem hoje qualquer manifestação cultural herdada que promovesse violência contra pessoas. Mas os animais não humanos continuam à mercê de festivais culturais violentos como o celto-galego descrito acima, e isso é uma demonstração de estagnação moral, remanescente das velhas e informais leis do mais forte que justificavam as mais diversas opressões por parte de pessoas fortes contra seres mais fracos.

imagrs

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kim

fevereiro 9 2011 Responder

O que não entendo é como que nos dias que correm há tanta gente que não consegue ver que são culturas como esta e outras, que ainda dão sentido à palavra viver, porque podem acreditar que a vida dessas pessoas que vivem essas tradições e costumes (isso sim é CULTURA), é uma vida cheia em todo o sentido ao invez da maioria que vive uma vida medíocre dentro de 4 paredes toda a vida, e ficar a ver a vida a passar-lhes ao lado sem saber o que é participar nela com o seu povo e suas tradições, ao viver a vida em pleno com os amigos, com o seu povo e com a natureza. Atenção que não defendo crueldades e barbaridades sobre os animais, que não é este caso dos cavalos selvagens pois eles são tratados e desinfestados para voltarem em liberdade pra mata. O que é preciso, sim é conservar as culturas dos povos que ainda as têm felizmente, em vez de se viverem vidas infelizes e vazias sem tradições nem costumes, apenas igual á maioria, ou seja nada.

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