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nov10

Exploração animal = ameaça de extinção

Do osso à pele: mil partes de tigres são apreendidas em 10 anos

Mais de mil partes de tigres mortos por caçadores foram encontradas na Ásia na última década, o que aumenta o medo da extinção da maior espécie de felinos, indica um novo estudo. O relatório da organização Traffic afirma que a maioria dessas partes – geralmente peles, ossos, crânios e pênis – foram apreendidos na Índia, China e Nepal e são destinadas a medicina tradicional, decoração e como amuletos. As informações são da agência AP.

A maior rota de tráfico, descoberta nos últimos anos, começa na Índia – onde se encontra metade da população mundial do animal – e acaba na China, onde as partes são vendidas também como alimento e afrodisíaco. O estudo afirma que o crescimento econômico chinês também ajudou no aumento do tráfico de carcaças de tigres.

O relatório aponta que, na última década – até abril deste ano -, foram capturadas entre 1.069 e 1.220 partes de tigres em 11 dos 13 países nos quais vive a espécie. O documento não indica quantas apreensões ocorreram em cada ano, mas especula que os números oficiais estão bem abaixo dos reais, o que pioraria ainda mais os dados.

Outros estudos indicam que há 100 anos existiam cerca de 100 mil tigres na natureza. Hoje, o número é estimado em 3,2 mil. A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) coloca o tigre em sua lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção. Segundo a união, a perda de habitat e a caça são as principais ameaças ao animal.

Sempre falei que, se há caça de animais, é porque há quem compre os fragmentos de seus corpos.

As campanhas repressivas pouco adiantam e bichos como os tigres vão se aproximando da extinção, enquanto as pessoas, desprovidas de educação ambiental e zooética (vegana), compram os pedaços de seus cadáveres sem o mínimo de preocupação e respeito à vida animal.

Já falei muito no Consciência Efervescente e falo aqui de novo: as caças não vão parar enquanto as pessoas não pararem de desejar os frutos da matança. Enquanto houver uma “medicina” tradicional a explorar animais mortos; um desejo de consumo por carne, peles, dentes, sangue, ossos etc.

A repressão, tomada isoladamente, não tem muito efeito sobre a preservação dos tigres e de outros animais, assim como não vem conseguindo acabar com o tráfico de animais silvestres e de drogas. Ela deveria ser acompanhada por educação de direitos animais, que plantasse na consciência das pessoas o reconhecimento do valor intrínseco dos animais não humanos e dos direitos dos mesmos, e que semeasse em suas mentes a pergunta “Se respeito outros seres humanos, por que não respeitar os animais?”.

Mas pensar em educar para o veganismo hoje em dia é infelizmente, se não uma utopia, um exercício ainda restrito aos defensoræs dos direitos animais. Os governos não se interessam em respeitar os bichos quando eles não estão envoltos pela abrangência do tema meio ambiente.

imagrs

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