17

nov10

“Mascote” russo: o animal tratado como objeto de presente

Premiê russo convoca nação a nomear seu novo mascote

O primeiro-ministro Vladimir Putin pediu aos russos sugestões de nome a um filhote de cão que ganhou de presente em sua recente visita à Bulgária, conforme anunciou a assessoria de imprensa do governo, nesta quarta.

As pessoas devem enviar idéias de um nome masculino para o site pessoal do premiê (www.Premier.gov.ru).

O chefe do governo búlgaro, Boiko Borissov, deu na semana passada de presente a Putin um pequeno pastor búlgaro, uma raça conhecida por sua calma e gentileza.

O filhote se juntará assim ao outro cachorro de Putin, Koni, um labrador de 11 anos. O novo companheiro do premiê passou por um período de quarentena obrigatório e está saudável, na residência de campo de Novo-Ogariovo do chefe do governo, nas redondezas de Moscou.

A exploração animal não é apenas tratar bichos como escravos de vida descartável, também envolve tratá-los como objetos de valor, como mercadorias. Isso acontece quando alguém comercializa um animal ou o dá “de presente” como se fosse tão inanimado e dotado de preço quanto um brinquedo ou uma panela.

O filhote foi tratado como mero objeto, como uma concessão da propriedade do primeiro-ministro da Bulgária, e agora será tratado pelo crápula do Putin como objeto de sua propriedade.

Com líderes de governo que tratam animais como propriedade, não é à toa que a legislação de direitos animais não ande quase nada sem a mobilização prévia do movimento abolicionista.

imagrs

2 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Mariana MT

novembro 18 2010 Responder

Não consigo não me revoltar qdo ouço frases de “celebridades” do gênero: “Adoro animais. Tenho 5 labradores”…Não estas pessoas não adoram animais, são apenas reféns do status e de um comércio imundo que escraviza animais. Quem gosta, adota, recolhe, salva uma vida e não é cúmplice deste mercado estúpido e imbecil!

Luís

novembro 18 2010 Responder

Comentário editado por ofensa e grosseria. Discorde (e diga por que discorda), mas com civilidade.

Grato,
RF

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo