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nov10

Resposta à desinformação antivegetariana da Veja

A revista Veja, a.k.a Inominável, é a rainha dos factoides e da escancaração de pontos de vista adversos ao bem comum, isso não é novidade. E na edição desta semana a sua “função” de pior revista do Brasil foi novamente reiterada com um “guia” que condenava o vegetarianismo, fazendo coro com todos os setores econômicos e políticos interessados na preservação do mercado pecuário.

Renata Octaviani, autora do site VegVida e colunista do Vista-se, escreveu a boa resposta abaixo. Eu pessoalmente gostaria de responder também, mas sagazmente a Inominável obteve informações que não podem ser conferidas por serem provenientes de artigos de acesso fechado e pago.

Veja só! Filhinhos vegetarianos, pensamos sim
por Renata Octaviani

A Revista Veja dessa semana publicou matéria comentando – e condenando – vegetarianismo entre crianças.

Destaco trecho da matéria (que pode ser visto aqui) que foi intitulada “Filhinhos Vegetarianos, nem pensar”, ilustrada com o gigantesco prato de alface. E, se alguém pensa que um título desses pode ser imparcial, discordo.

É engraçado com uma revista de grande circulação, com um boa dose de irresponsabilidade, tem o poder de atormentar a vida de milhares de mães vegetarianas que já sofrem com a pressão da família, da insegurança e – isso é importante – com dados questionáveis ao fazer uma afirmação desse tipo. Por mais que a prova viva da saúde esteja ali correndo, brincando, gritando, se sujando e fazendo tudo que qualquer outra criança faz. E crescendo com saúde visível e um senso crítico em relação à própria alimentação que poucas têm a oportunidade de conhecer.

Não tenho filhos. Mas conheço algumas mães vegetarianas que têm. Umas próximas, outras são clientes. Mas vejo que o desenvolvimento dessas crianças e é completamente normal.

Ao mesmo tempo, tenho sobrinhos e conhecidos creófilos e, honestamente, lamento pela alimentação deles pelo lado ético, pela má qualidade, pelo excesso de industrializados e porcarias convenientes vendidas como saudáveis pelos fabricantes. Comem um “danoninho”, jantam nugget, doces banhados em corantes; mas não comem uma fruta, uma castanhas, um legume preferido, um arroz integral, feijões (alguns comem arroz branco e caldo, jamais arroz integral e variedade de leguminosas em grãos), nada disso. Separam qualquer “verde” do prato, se negam a experimentar coisas novas e trocam facilmente uma refeição por um doce. E as mães se consolam com essa troca, já que “eles não comem nada”.

Não nego: existem crianças creófilas saudáveis, já que existe também a possibilidade de atingir uma alimentação considerada equililbrada com inclusão de derivados animais. O problema é: por que colocar no seu prato uma variedade de produtos antiéticos e inúteis se você pode ter uma variedade de cores, sabores e nutrientes muito maior com o que algumas pessoas ainda acham que é restrição? Se você não come 200g  de carne e ovos, você pode comer 2 tipos de feijão, um cereal integral e uma variedade de legumes no dia, por um preço menor. Se a sobremesa não é gelatina com sabor artificial, é uma salada de frutas. Se não toma leite, prepare-se para entrar no mundo das oleaginosas, leguminosas, cereais, frutas secas e vegetais verdes escuros.  E, acreditem, muitas crianças vegetarianas também comem bolos, sorvetes, biscoitos:  normalmente caseiros, conseqüentemente com menor freqüência, e com uma preocupação com os ingredientes e forma de preparo que poucas mães – especialmente as que acreditam na combinação mortadela e balas – têm, feitos com ingredientes 100% vegetais. Eu mesma faço, no VegVida, salgadinhos, sanduíches, bolos e brigadeiros veganos que fazem a alegria no aniversário de pequenos vegetarianos e seus convidados.

Há também crianças que não comem nem esses alimentos de exceção (veganos) e estão ótimas também.

Que toda criança faz manha, faz mesmo; mas não vejo as crianças vegetarianas com tanto medo assim de experimentar um pouco de tudo, justamente porque seus  pais costumam ter uma noção de nutrição melhor. A opção do danoninho e do nugget simplesmente não existem em casas vegetarianas. Mc Lanche Feliz é palavrão (já que ignoram a ética, algum pai ou mãe realmente aceita que isso á saudável?!) . Vegetais nas suas mais variadas formas, em compensação, não são bichos de sete cabeças.

Mas conheço mães que escolheram simplesmente mentir para seus obstretas e pediatras para terem um pouco de sossego. Esses – solicitados para dar uma orientação a fim de melhor balancear a dieta – insistem em recomendar carnes, frangos, peixes, fígado, ovos, queijos. O que elas fazem? Mentem, estudam por conta própria já que não podem contar com esses profissionais e – surpresa! – os exames continuam normais, isso quando não são dignos de elogio. “Pode deixar, doutor, vou seguir sua recomendação”, e da porta pra fora aquelas crianças continuam vegetarianas, veganas e completamente saudáveis. Ah, mas e se você se anima coms os resultados e conta: bom, ele continua vegetariano/vegano. Prepare-se pra ouvir o sermão e ter seu filho enviado pra um exame “só pra confirmar”. Que mãe vai aceitar isso? Nenhuma. Então elas mentem, doutores. Bastante. E deixam que vocês avaliem só o resultado, sempre digno de elogios.

E, honestamente, quem tem a melhor alimentação? “Mãe, quero brócolis” não é ficção de propaganda e acontece mais do que imaginam.

Você está grávida ou tem um filho? A minha recomendação é:  não peça conselhos sobre alimentação para seu médico regular. Parece irresponsável, mas é justamente o contrário: procure um nutricionista ou nutrólogo especializado em alimentação vegetariana ou que no mínimo conheça de fato o assunto. E leia sobre o assunto, tanto quanto mães de não-vegetarianos lêem e tomam suas próprias decisões também. Recomendo os seguintes textos e sites (alguns em inglês):

  • Alimentação sem Carne. Autor: Eric Slywitch. Livro de cabeceira de qualquer vegetariano brasileiro minimamente interessado em nutrição, é um dos poucos livros completamente objetivos e que trata puramente de como balancear uma dieta vegana em padrões ocidentais e científicos. Derruba qualquer mito e deveria ser leitura obrigatória para médicos e leigos que se manifestam sobre o assunto. Disponível para compra online.
  • Comida Vegetariana para crianças. Autora: Sara Lewis. Livro publicado com aval da Vegetarian Society Britânica, trabalha com o conceito de alimentação infantil lúdica com visual caprichado e divertido, dá diversas dicas de introdução de novos alimentos aos pequenos, desde a fase da alimentação até final da infância. Com enfoque ovolactovegetariano, o paralelo vegano é citado constantemente, assim como são indicadas as melhores adaptações nas receitas. Leitura obrigatória para grávidas e mães de pequenos vegetarianos. Disponível para compra online.
  • Alimentação Infantil Vegetariana. Autora: Eliane Lobato Austragésilo.  Livro de 1984 e já esgotado, trabalha com um conceito de alimentação naturalista ovolactovegetariana, mas pode ser usado como referência também por mães veganas. Costuma ser encontrado em sebos, inclusive os virtuais.
  • Recursos para uma Vida Natural. Autora: Eliza S. Biazzi. O livro tem um enfoque naturalista, vegetariano sem ovos ou leite mas com inclusão de mel. Há outras restrições absolutas como açúcares e temperos, o que não é todo vegetariano que segue (eu, por exemplo). Mas é também uma boa referência para dieta de gestantes, dieta infantil, tratamentos naturais, etc. Também costuma ser encontrado em sebos.
  • Site “The Vegetarian Resource Group”. Grupo de estudos que dá suporte a todos os comentários feitos sobre dieta vegetariana no âmbito do USDA, tem página específica sobre alimentação infantil: http://www.vrg.org/family/kidsindex.htm
  • Site “Materna Vegetariana”. Mães provando que seus filhos são saudáveis e contando diversas experiências http://maternavegetarianas.blogspot.com/

Mas, como sempre, vamos ter que ouvir dos leitores dessa revista, à exemplo do que já ocorreu com outra publicação em 2008 (vide: http://vegvida.com.br/modules/news/article.php?storyid=30 ), “que não podemos ser saudáveis assim”. Bom, se eu tiver filhos, já sei pelo menos de onde boa parte das pessoas tira as bobagens repetidas à exaustão que somos obrigados a ouvir.

Escrevi uma carta à Revista Veja e espero que seja publicada. Mas, infelizmente, mais uma vez o estrago já foi feito.

“Filhinhos Vegetarianos: pensamos, sim!
O Conselho Federal de Medicina (CFM) não se manifesta sobre vegetarianismo. A Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) se nega a emitir um parecer sobre o assunto dizendo tratar-se de ideologia. Os Conselhos Regionais de Nutrição não têm coragem de emitir um parecer científico sobre a matéria. Isso no Brasil, já que no exterior muito do que se publicou nesse infeliz “Guia” é assunto superado. E mesmo no Brasil temos a sorte de termos médicos e nutricionistas bem mais esclarecidos, alguns autores de livro referência “Alimentação Sem Carne” como o Dr. Eric Slywitch e também incentivadores do vegetarianismo na infância em seus consultórios, como o Dr.Paulo Eiró Gonsalves (in memorian).

A Associação de Dietética Americana (ADA), a Associação Americana de Pediatria, Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a escola de saúde de Harvard, o tratado “Nutrição Moderna na Saúde e na Doença” que é referência na área e inúmeros cientistas e extensa bibliografia atualizada mundo afora formam coro uníssono ao afirmar que a dieta vegana balanceada (como qualquer dieta deve ser) fornece todos os nutrientes necessários em qualquer fase da vida e em qualquer nível de atividade. Muitas firmaram posição que os profissionais têm até mesmo obrigação de incentivar quem manifesta desejo por seguir esse estilo de vida, já que é visivelmente mais vantajoso para a saúde e desempenha papel na prevenção de doenças crônicas diversas como hipertensão, doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e AVC.
Nós, vegetariamos e veganos, já temos que viver o absurdo de, mesmo visivelmente saudáveis (eu mesma sou doadora regular de sangue e plasma), sermos questionados sobre nossa saúde o tempo todo, por leigos e por médicos de portando como leigos quando de fato não conhecem o assunto. Vegetarianismo não é sequer mencionado nas faculdades! E, infelizmente, temos que aguentar uma revista como a Veja divulgando argumentos questionáveis e, mais, sem procurar um profissional especializado nesse tipo de alimentação para ao menos mostrar os dois lados. A “verdade” exposta pela pediatra é a única e, nesse caso, voz vencida entre meios realmente científicos.

Uma pediatra acostumada a prescrever dietas com carne, ovos e leite dificilmente têm imediata ciência de como balancear nutrientes senão da única forma que ela conhece. Ao mesmo tempo, é usado como argumento a “necessidade de uma dieta colorida” para uma criança. Acontece que não existe dieta mais colorida que uma dieta vegetariana com seus cereais, leguminosas, oleaginosas, sementes, frutas, tubérculos, cogumelos, algas, verduras e todos os derivados desses produtos. Tem que ser variada e equilibrada? Lógico, tanto quanto ninguém deveria supor que hamburguer com batata frita supre necessidades nutricionais e não causa problemas.

Sobre o guia, a única verdade que contém é a necessidade de suplementação de vitamina B12. Que pode ser feita uma vez ao dia, uma vez por semana ou uma vez ao ano, sem risco de hipervitaminose ou carência, sendo o suplemento de origem microbiana. Suplementação essa que é tão banal quanto a suplementação de iodo pelo sal de cozinha, hoje em dia uma necessidade da humanidade que vive longe dos litorais. Por que podemos escolher suplementação por termos nos instalado em região que também não seria a mais natural, mas não podemos escolher a suplementação por ética, já que é uma opção? Por que mulheres em idade fértil devem suplementar ácido fólico – apesar de ser mais do que clara a relação entre carência desse nutriente e o uso contínuo de anticoncepcionias hormonais – e nós não podemos ensinar a nossos filhos valores como respeito aos animais, com saúde plena?

Comedores de carne e outros produtos de origem animal têm até mesmo propagandas de multivitamínicos declarando a ineficácia de seu modelo de alimentação, já que consideram “difícil consumir 6 porções de frutas e vegetais” ao dia. Nós, vegetarianos, ultrapassamos facilmente esse número e nos nutrimos de alimentos saudáveis, funcionais, ricos em minerais e vitaminas e que fornecem todos os macronutrientes.

Não somos nós os consumidores de biotônicos, bolachas “vitaminadas”, iogurtes para prisão de ventre, entre outros produtos bastante questionáveis. Não somos nós a população que necessitou de suplementação de ferro e ácido fólico em farinhas brancas. Questionem quem são, então, os verdadeiros doentes dessa sociedade e quais crianças merecem nossa preocupação de fato.

Ainda não tenho filhos. Mas não tenham dúvidas de que, quando os tiver, serão criados levando em conta o respeito pelos animais e a saúde, numa dieta vegetariana.

Renata Octaviani Martins
Culinarista Vegana
Campinas-SP”
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9 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Tiago

novembro 28 2011 Responder

Jogos de palavras, uma forma menos ”agressiva” de impor uma ideologia, baseado nos textos que vc me indicou o que vi nas entrelinhas é um discurso que tenta com palavras e expressões simpáticas, que abrandaria os manipuláveis, impor sua forma de pensar.
Os exemplos citados são fracos e discutíveis, esta história de comer vaca e não o cachorro tem mais relação com a legislação vigente do que com a cultura vigente, ou vc se esquece que no Brasil não somos um único povo e sim uma junção de vários povos, várias culturas diferentes e em alguns casos até idiomas diferentes, que vivem juntos sob o mesmo território.
O que ficou claro para mim é uma tentativa de homogenizar a cultura humana, desenvolvendo paradigmas questionáveis e determinando o que é ético e o que não é, ninguém tem esse poder, determinar o que é ético, o que é para vc, talvez não seja para mim, e quem está certo? Depende do ponto de vista, guerras surgem por questões como esta um tentando impor sua ideologia, cultura aos demais, os manipuláveis que se submetem, ótimo, para os que não aceitam perseguição e morte, qualquer semelhança com as cruzadas NÃO é uma mera considência.
O que para mim é muito claro é que em especial quem vive em grandes cidades, por diversos motivos não tem escolhas e são vitimas das industrias, uma enchurrada de informações desencontradas com a única finalidade de confundir o rebanho humano, daí aparecem os ”salvadores ”.
A questão é a espécie humana é omnivora, gostem, aceitem ou não.
Outra questão é existem exemplos no mundo de povos com dietas quase que exclusivamente a base de alimentos de origem animal, mas até onde eu saiba não existem povos com dietas exclusivamente vegetarianas, isso exclui-se tudo o que for direta ou indiretamente extraído de animais e ou que dependem de animais para ser produzidos.
No mundo moderno consumista é fácil ser vegetariano, ingredientes produzidos do outro lado do planeta que naturalmente não prosperariam aqui, usando muito combustível fóssil chegam aqui, e o que não pode ser obtido em quantidades significativas dos vegetais pode ser suplementado artificialmente.
Quem sabe o grande interesse não seja este um grande rebanho humano dependente de suplementos sintéticos.
Bom na medida em que os militantes tentam de forma agressiva ou educada como no seu caso, manipular, coagir com alegações questionáveis isso se torna um desrespeito com quem não compartilha de suas convicções, mesmo que vcs estivessem certos o que eu duvido, (fora que não existe consenso entre os especialistas e pesquisadores mesmo entre os pesquisadores independentes que não recebem verba de nenhuma das industrias interessadas)ainda sim não teriam o direito de impor mesmo que de forma dissimulada sua ideologia.
Não consigo ver nenhuma diferênça da forma com que o vegetarianismo é imposto a de algumas religiões, a forma geral do discurso é muito parecida.
Sempre em discuções com este tema ouço falar da ”industria da carne” e concordo que ela exista, mas escondem a existência da ”industria da soja” e esta também existe, assim como a industria farmaceutica, do entreterimento entre outras, o que eu vejo e muitos também veem, inclusive vegetarianos é que a maioria dos militantes não todos obviamente trocaram a industria da carne pela da soja e outras, traduzindo deixam de comprar o bife porque o boi precisa ser morto no processo e passam a comprar as cópias a base de soja e outros o que não sabem ou fingem que não sabem é que para produzir se faz necessário grandes extenções de terra e muito, muito veneno.
Quero deixar claro que eu não tenho nada contra os vegetarianos, tenho vários amigos nesta condição, lembrando que a espécie é omnivora( e eles tem consciência disso), gosto de vários pratos, menos os que contém soja na composição por motivos ideológicos em primeiro lugar e também porque sou intolerante a leguminosas,conheço vários vegetarianos e como sou um curioso incorrígivel estudei a fundo o tema, só não fiquei convencido, da mesma forma que estudei a fundo várias religiões e nenhuma me convenceu.
A diferença básica entre os vegetarianos que conheço, muitos amigos inclusive é que eles me respeitam e eu os respeito, ao contrário de vários militantes que da mesma forma que fundamentalistas religiosos tentam impor sua ideologia aos demais.

    VeganAnti

    maio 16 2012 Responder

    Muito bem respondido Tiago….

    Eu sempre fui imparcial ás escolha alimentares de cada um, cada um come o que quer, no entanto quando reparei no fundamentalismo ideológico dos veganos e outra gentalha do género, onde literalmente fazem uma propaganda ordinária aos vegetais obrigando cada um a seguir os valores éticos que eles acham convenientes…. Aquí eu me tornei literalmente Anti-Vegano…
    Assim foi quando deparei finalmente com os verdadeiros animais que muitas das vezes prezam mais a vida de um cão do que a de um ser semelhante á própria espécie, coisa que não vejo por exemplo em qualquer tipo de manadas de herbívoros, estes respeitam e protegem mais os seus semelhantes do que estes medíocres que apenas querem marcar diferença negando a necessidade que nós omnívoros temos em comer carne desde há mais de 300.000 anos quando ainda a comíamos crua… É tudo uma bela de uma palhaçada…..

Tiago

novembro 27 2011 Responder

Também não gosto da Veja, mas o que venho observando é que quando os meios de comunicação falam a favor do vegetarianismo ou veganismo todos os interessados só tecem elogios, e normalmente as matérias são tão tendenciosas quanto as da veja e outras, mas quando falam algo contrário ao tema são crucificados.
O problema não é a OPÇÃO alimentar de cada um, o problema e sério é a mania humana de tentar forçar o próximo a seguir suas ideologias sejam elas religiosas, filosóficas, alimentares etc.
Outro ponto que normalmente e convenientemente se esquecem é que humanos são animais omnivoros, não carnivoros e nem herbivoros mas omnivoros a onivoria é uma vantagem evolutiva, logo ninguém é vegetariano ou carnivoro e sim está momentanenamente nestas condições.
Outra falha grosseira é a insistência em comparar uma dieta vegetariana equilibrada com uma omnivora de fastfood, levando os manipuláveis ao erro.
Quando vejo as cruzadas que muitos fazem muitas vezes de forma violenta contra todos que não compartilham a ideologia fico pensando se isso não é patrocinado pela industria da soja, o que vejo é que muitos trocam uma industria por outra o no final continua na mesma, um monte de manipulados de ambos os lados.

Ricardo Dias Almeida

novembro 15 2010 Responder

Não é desinformação da Veja não. Eles sabem muito bem o que estão publicando. Não é de hoje que assuntos e pontos de vista que não são de interesses deles (ou dos anunciantes ou dos lobistas, etc) são ridicularizados e fortemente combatidos pela revista (e outros meios de comunicação também, porém já que o artigo é da Veja, vamos ficar só nela). É informação manipulada da forma mais imoral possível. Toda vez que vejo esse tipo de coisa, fico imaginando se isso não é patriconado pela indústria da pecuária…

Aline

novembro 14 2010 Responder

Eu estou grávida, sou ovolactovegetariana (Fui vegana por quase 3 anos, mas, quando engravidei, comecei a passar fome em eventos sociais, coisa com a qual já estva acostumada, mas achei que não seria justo com meu filho.) e, além da questão dos médicos – que só têm elogios aos resultados de todos os meus exames -, ando muito preocupada com o que será do meu filho quando eu tiver de voltar ao trabalho depois da licença e ele tiver que ficar numa creche. Vida de vegetariano não é complicada por causa das “restrições” a que nos submetemos, mas, principalmente por causa do desrespeito e da ignorância dos que não aceitam nossas escolhas. Ou alguém conhece uma creche ou escola em período integral que ofereça aos pais vegetarianos a possibilidade de alimentar seus filhos conforme a orientação que seguem em casa?

    Robson Fernando

    novembro 14 2010 Responder

    Aline, o pior é que essa questão da creche é algo bem grave mesmo.

    E diga a cidade onde você mora, talvez algum/a leitor/a possa ajudar.

      Aline

      novembro 14 2010 Responder

      Moro na Zona Norte do Rio de Janeiro, RJ.
      Acho lamentável dizer isso, mas acho que meu filho vegetariano apenas nos momentos em que estiver em família. Talvez, no futuro, quando ele puder voltar pra casa sozinho, depois da escola, e preparar (ou pelo menos esquentar) sua própria refeição, ele decida ser vegetariano de vez.

ruth iara

novembro 13 2010 Responder

Tudo na sociedade é uma cadeia permeada por um consenso genérico. A indústria da carne, dos laticínios, dos fármacos, de toda a Medicina, a indústria de problemas com suas respectivas soluções dita os conceitos e os conceitos ditam as regras e as leis. Quem enxerga além disso?

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