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nov10

Sobre as possíveis novas demandas do Estaleiro Atlântico Sul

Mais de duas mil vagas

Caso saia vencedor da disputa para construir sete navios-sonda da Petrobras, EAS fará novas contratações

A construção de sete navios-sonda para a Petrobras vai demandar a abertura de mais de duas mil vagas no Estaleiro Atlântico Sul, que vão se somar às cerca de quatro mil existentes atualmente, caso o empreendimento saia vencedor da licitação da Petrobras. Um passo importante já foi dado: o estaleiro pernambucano foi o que apresentou o menor preço para a construção de um dos quatro lotes de sete sondas licitados pela estatal.

A nova encomenda exigirá ainda um investimento extra de R$ 200 milhões em obras de ampliação. Segundo o presidente do EAS, Angelo Bellelis, o dinheiro será aplicado na complementação do cais off shore e na instalação de novas oficinas e escritórios. Parte dos recursos será aplicada em equipamentos de içamento, como um prolongamento dos trilhos de rolamento dos Goliaths e na aquisição de guindastes de menor porte.

@s ambientalistas devem ficar alerta a cada anúncio de ampliação no Porto de Suape, pois, como vimos este ano, qualquer iniciativa que vise ampliar as instalações do estaleiro ou de qualquer outra facilidade dali irá implicar desmatamento, inclusive destruição incompensável de mangues e restingas.

O estado de alerta deve permanecer, e o ideal é as ONGs ambientalistas juntarem-se num corpo permanente de mobilização e exigir negociações para qualquer obra de ampliação em Suape, de modo que seja promovido apenas o mínimo possível de destruição que não puder de forma nenhuma ser revertido e as ampliações sejam feitas em áreas já desmatadas, como em canaviais.

Não adianta fazer Pernambuco explodir em crescimento econômico se no final não tivermos mais sequer condições de viver suficientes para usufruir do dinheiro gerado.

imagrs

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