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nov10

Tortura em nome da ciência (Parte 5)

Eu disse que postaria menos, mas encontrei coisa suficiente para ontem e hoje trazer um post por dia. E quem sabe eu encontre mais conteúdo para comentar amanhã e depois e depois.

E novamente com algo que eu não gostaria de ver.

Dormir com a TV ligada pode causar depressão, dizem neurocientistas

Dormir com a televisão ligada pode causar mudanças físicas no cérebro que são associadas à depressão, segundo estudo realizado com hamsters por neurocientistas americanos.

Pela primeira vez fica demonstrado que a luz durante a noite, por mais fraca que seja, produz alterações no hipocampo, uma das principais estruturas do cérebro, que desempenha um papel fundamental nos transtornos depressivos.

O estudo, realizado por pesquisadores da Ohio State University, foi apresentado nesta quarta-feira em San Diego (EUA) na reunião anual da Sociedade para a Neurociência.

“Uma luz branda pela noite é suficiente para provocar um comportamento depressivo nos hamsters, que pode ser explicado pelas mudanças que observamos em seu cérebro após oito semanas”, assinalou a estudante de doutorado Tracy Bedrosian, coautora do estudo.

“Os resultados são significativos porque a luz utilizada não era intensa, e sim equivalente a de uma televisão em um quarto escuro”, diz Randy Nelson, professor de neurociência e psicologia da universidade,

Tracy explicou à Agência Efe que, embora não seja possível garantir que ocorra o mesmo efeito em um ser humano, o impacto da luz não varia em função do tamanho.

“Uma exposição crônica à luz pela noite é um fator relativamente novo na história da humanidade e não é natural, por isso reduzir a iluminação artificial enquanto dorme é conveniente”, acrescentou.

CICLO DE LUZ

O estudo foi realizado com hamsters siberianas sem ovários, para que os hormônios não interferissem nos resultados. [Ovários mutilados? Animais transgênicos condicionados a nascer sem ovários?]

Metade delas foi introduzida em um habitáculo onde foram expostas a um ciclo de 16 horas de luz e oito horas de escuridão total, e a outra metade a 16 horas de luz diurna e oito horas de iluminação tênue.

Após oito semanas nessas condições, as hamsters que dormiram com luz durante a noite mostravam mais sintomas de depressão que as demais.

Os testes são os que as farmacêuticas normalmente fazem para experimentar remédios antidepressivos e contra a ansiedade, e também medem a quantidade de água doce bebida, afirma o estudo.

Normalmente os roedores gostam de beber água, mas os que têm sintomas de depressão não bebem tanto porque, aparentemente, não têm o mesmo prazer nas atividades.

Ao examinar o hipocampo dos hamsters depois do experimento, os cientistas comprovaram que os que dormiram com luz tinham uma densidade menor de espinhos dendríticos, finos prolongamentos das células cerebrais que transmitem mensagens de uma célula a outra.

“O hipocampo desempenha um papel importante na depressão e encontrar mudanças nessa região é significativo”, afirmou Tracy.

No entanto, não foram encontradas diferenças entre os grupos quanto aos níveis de cortisol, hormônio do estresse que normalmente é associado às alterações no hipocampo.

Segundo os cientistas, a explicação mais plausível para as mudanças registradas no cérebro dos hamsters é uma deficiência de melatonina, hormônio que deixa de ser excretado quando há luz.

O próximo passo dos cientistas é analisar o papel do hormônio neste processo.

Os resultados coincidem com estudos anteriores nos quais Nelson e seus colegas descobriram que uma luz intensa constante pela noite está ligada a sintomas depressivos e a um aumento de peso em ratos.

Não é novidade nenhuma a provocação de sofrimento em animais não humanos, mas essa foi a primeira experiência que vi falar de hamsters em vez de ratos ou camundongos.

O sofrimento é visto em pesquisas científicas de vivissecção apenas como uma mera variável a ser controlada pela experiência. Uma variável dependente, apenas. Não um indício de que animais estão sendo agredidos e torturados (seja com violência física, seja pela mera exposição à luz tênue, seja com um câncer para o qual o animal já nasce predisposto, seja com choques elétricos, seja com alimentação propositalmente alterada…).

Depressão é sofrimento, e @s cientistas sabem disso, mas são insensíveis a ver o ser não humano sofrendo.

Parabéns à biomedicina vivisseccionista por mais um instante de tortura e inflição de sofrimento. Seus ídolos doutores Mengele e Frankenstein certamente aplaudiriam seu trabalho.

imagrs

2 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Marisa

julho 2 2015 Responder

Comentário propagando boato apagado. Este blog não servirá como veículo de propagação de lendas urbanas e informações falsas, pelo contrário. RFS

ruth iara

novembro 20 2010 Responder

O caminho mais difícil, o que exige mais paciência e ouvir e relatar pensamentos e sentimentos de pessoas com depressão seja por qual motivo for. Não é mole. É melhor achar mesmo que quem tem problemas mentais só precisa de remédios e não merece consideração. Melhor achar que estas pessoas não sabem nada de nada e precisam receber tudo pronto com receitas de vida. Os cientistas muitas vezes se sentem muito superiores aos pacientes. A relação de muitos psiquiatras com o doente mental se dá num nível bastante hierárquico. O paciente se torna um ser mecânico como um robo que não incomoda quando medicado em muitos casos, pois ele não questiona mais o sistema, a sociedade, a família em que vive ou quaisquer valores que lhe foram impostos. É posto na cabeça do paciente que ele precisa proteger os outros e a si mesmo dele próprio. Pode pensar e até deve, mas não pensar por si mesmo e sim pensar no que a Ciência diz. Tem os fanáticos da Ciência e da Religião.
As experiências foram feitas para provar resultados já sabidos de antemão só para ter certeza. Do que mais podemos ser certeza a não de que deixaremos a vida na terra um dia? De que adianta viver tanto com uma qualidade tão péssima de existência que nem sequer respeita um ser pequenino e delicado da natureza como um camundongo com seus olhinhos vivos e assustados?

Um abraço, querido Robson! Continue com tuas lindas leituras e estudos!

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