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nov10

Tortura em nome da ciência (Parte 6)

Rato volta a andar com tratamento desenvolvido por pesquisadores de Curitiba

Uma nova técnica, que combina terapia com células-tronco e exercícios físicos intensos, conseguiu recuperar os movimentos de ratos paraplégicos.

Desenvolvido por pesquisadores brasileiros, o método fez com que ratos com baixíssima capacidade motora conseguissem voltar a andar, ainda que “mancando”.

Em uma escala que vai de zero (animais totalmente paralisados) a 21 (mobilidade excelente), alguns bichos foram do nível dois para o nível 17 em um mês e meio.

Os cientistas provocaram, em laboratório, lesões por trauma nos ratos, simulando as que acontecem na maioria dos acidentes de trânsito.

As cobaias tratadas foram divididas em dois grupos. Um começou a receber a terapia 48 horas após a lesão. O outro as recebeu 14 dias depois do trauma na coluna.

Eles receberam um preparado de células-tronco retiradas da própria medula óssea. Esse material foi injetado no local dos ferimentos.

Uma vez no organismo, as células-tronco se transformaram em células neurais e ajudaram a regenerar as regiões afetadas.

“Por serem autólogas [retiradas do próprio animal], não há risco de rejeição”, disse a criadora do método, Katherine Athayde de Carvalho, do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba.

“A técnica já mostrou que essas células não saem de controle e não se diferenciam em outros tecidos, o que é um problema em outros tratamentos”, completou.

Segundo a pesquisa, não houve diferença no resultado final entre os dois grupos. “Isso mostra que é possível recuperar os movimentos mesmo após a estabilização da lesão”, disse Carvalho.

Para se alcançar esse “maravilhoso” resultado, teve-se que promover grave violência e crueldade contra os ratos em questão, causando-lhes lesões muito violentas que se comparam aos acidentes automobilísticos com seres humanos.

Se essa agressão tivesse sido feita em seres humanos (seja adult@s prisioneir@s, seja bebês, idos@s senis ou pessoas com grave deficiência mental) sem o consentimento dos mesmos, esses pesquisadores teriam sido presos por lesão corporal gravíssima ou. no mínimo, se considerar a reversão parcial do dano, lesão corporal grave (artigo 129 do Código Penal).

E olhe que a notícia acima não fala nada se houve etapas anteriores envolvendo experiências com alto percentual de falhas, nas quais os animais tivessem sido injuriados e assim permanecido por toda a vida ou mesmo morrido de câncer com o crescimento descontrolado das células-tronco. As notícias que envolvem experimentação animal anunciam as descobertas como magnificas vitórias da ciência depois de concluídas e bem-sucedidas, mas ocultam a violência, a dor, o sofrimento e os assassinatos dolosos e culposos que marcaram as fases de desenvolvimento dessas pesquisas. E escondem também as experiências fracassadas, que custaram muitas vidas (não humanas, lógico), tiradas com muita violência e sofrimento, a troco de nada.

A alienação e a naturalização social da “legitimidade” da violência contra animais não humanos são grandes motivos para que não haja quase nenhuma reação adversa da sociedade à prática desse tipo de crime.

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