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Tortura em nome da ciência (Parte 7)

Experimento norte-americano testa como reverter envelhecimento

Uma técnica para manter saudável a estrutura dos cromosso[mo]s pode reverter o envelhecimento dos tecidos.

Mariela Jaskelioff e colegas do Instituto de Câncer Dana Farber Cancer, em Massachusetts (EUA), conduziram um experimento com camundongos programados com telômeros curtos e telomerase inativa [Veja abaixo por que isso é tão pernicioso] para ver as consequências dessa combinação.

O resultado é que os animais tiveram um período de vida curto, órgãos atrofiados e cérebros menores que aqueles que não haviam sido programados.

Os telômeros, que ficam nas extremidades dos cromossomos, diminuem a cada divisão celular, mas as células param de se dividir e morrem quando eles ficam abaixo de um certo comprimento.

Cabe à enzima telomerase retardar essa degradação adicionando um novo DNA na ponta dos telômeros.

Quatro semanas depois de os cientistas tornarem a telomerase dos camundongos ativa, eles detectaram que o tecido se regenerou em diversos órgãos, nova células cerebrais se desenvolveram e a vida dos camundongos foi prolongada.

A pesquisa, em fase experimental com animais, é mais uma evidência das relações entre o comprimento dos cromosso[mo]s e as doenças relacionadas à idade, que pode levar à aplicação em seres humanos no futuro.

A cada dia em que vemos novas espécies de pesquisas científicas, vemos como a crueldade da vivissecção não tem limites. Não há nem muito o que comentar, fora repetir o trecho mais crítico da notícia acima: “os animais tiveram um período de vida curto, órgãos atrofiados e cérebros menores que aqueles que não haviam sido programados“. Quer mais violência indireta e mais crimes contra a vida que isso?

Os doutores Mengele e Frankenstein ficariam orgulhosos em ver sua ciência, a experimentação violenta com cobaias, progredir tanto.

imagrs

12 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Sami

dezembro 4 2010 Responder

Amiguinho, a respeito do seu último parágrafo, você já ouviu falar de lei de Godwin? Cabe perfeitamente a ti.

    Robson Fernando

    dezembro 4 2010 Responder

    Já ouvi sim, mas não pretendo deixar de usar exemplos que remetem ao nazismo pra descrever atrocidades atuais.

    Infinitamente pior do que usar a Lei de Godwin é se tivéssemos mais de um exemplo institucionalizado de crueldade cometida contra seres humanos na História – por exemplo, um outro cientista louco tão cruel quanto Mengele, ou um propagandista manipulador tão eficiente quanto Goebels.

    Se você tiver em mente nomes não nazistas de pessoas partidárias de uma ciência cruel contra seres humanos, me diga, aí é que eu posso me esquivar de usar a tal Lei de Godwin.

Marco Aurélio

dezembro 1 2010 Responder

Lamento teu radicalismo… se não tentarmos mudar primeiro aquilo que acontece a nossa volta, jamais atingiremos um degrau mais elevado, a nível global. Teu repúdio, embora justo, não encontrará eco entre aqueles que veêm diariamente situações absurdas ocorrendo em sua própria Comunidade. Protesto sem ação não tem repercussão. Não conseguimos cuidar nem do nosso quintal, quanto menos interferir em assuntos fora do nosso alcance…

    Robson Fernando

    dezembro 1 2010 Responder

    Solidariedade com a dor e o sofrimento dos camundongos explorados em laboratório não é “radicalismo”. O sofrimento deles não é mais aceitável do que o dos animais “de tração”.

    Já ouviu falar em “pensar globalmente, agir localmente”? E já pensou que este blog trabalha em rede com diversos outros que tratam de direitos animais, não sendo uma voz isolada?

      Marco Aurélio

      dezembro 3 2010 Responder

      Entrei nesse espaço acreditando que fosse democrático, porém percebo que é uma ditadura, a tua ditadura Robson!!! Quem discorda de ti está errado e, pelo que percebo nem leste com atenção o meu primeiro comentário… portanto, me despeço por aqui. Boa sorte no teu debate contigo mesmo…

        Robson Fernando

        dezembro 3 2010 Responder

        Marco, por que aqui parece uma ditadura?

        Diga que eu posso ver o que ficou pendente em lhe responder.

          Marco Aurélio

          dezembro 28 2010

          Robson,
          tenho o maior respeito e admiração pelo teu trabalho. Só acho que a questão dos ratos de laboratório não vai se alterar nem a médio nem a longo prazo, porque é uma prática recorrente e ao menos que se surjam novas técnicas para testar tratamentos e estudos médicos, vai continuar em uso por muito tempo. Apenas creio que devemos nos ater aos casos com chance efetiva de sucesso, aqueles que estão em nosso dia a dia e podemos pressionar as autoridades para modificá-los. No mais, grande abraço e sucesso na tua empreitada em busca de um mundo melhor para todos os seres vivos.

          Robson Fernando

          dezembro 28 2010

          Marco Aurélio, obrigado.

          Mas prefiro dizer que, num prazo indeterminadamente logo, os animais têm sim alguma chance de deixarem de ser torturados em laboratórios. Pra isso, teremos que pressionar cada vez mais a comunidade científica e os teóricos dos direitos animais começarem a influenciar o paradigma bioético atual de modo a fazê-lo abandonar o antropocentrismo.

          Abs

Marco Aurélio

novembro 30 2010 Responder

Eu moro em Poro Alegre. Aqui o tráfego de carroças, por mais bizarro que pareça, ainda é permitido… são animais barbaramente maltratados por crianças, mulheres, homens e idosos, obrigados a carregar peso além do limite (se é que existe um limite!!!), abaixo de chicote e mal alimentados. Vejo isso todos os dias. Já tive meu carro batido por uma carroça sem controle, já fui atropelado na calçada(machuquei o pé) e escapei de outras situações de animais em desespero, tamanha é a tortura a que são submetidos!!! Finalmente, depois de muitas reclamações e protestos, as autoridades criaram uma lei que proibe a circulação de carroças a partir de 2014 (deveria ser para ontem). Por enquanto continuaremos a assistir esse verdadeiro circo de horrores em pleno século XXI… Moro em um estado onde a principal atividade é a criação extensiva de gado, onde existe a “cancha reta” (corrida informal de cavalos), a rinha de galos, rodeios etc. Me desculpem amigos, mas fica difícil pensar em camundosgos norte americanos enquando assisto esse massacre diário aqui do meu lado…

    Robson Fernando

    novembro 30 2010 Responder

    Marco, dou toda minha solidariedade a você, mas tenho que discordar que o sofrimento dos camundongos nos laboratórios é menor que o dos animais explorados por tração. Não podemos diminuir um crime porque outro é igualmente repudiável.

Juli Roberta

novembro 29 2010 Responder

E o que você quer que eles façam? Testem em seres humanos?

    Robson Fernando

    novembro 29 2010 Responder

    Não. Eu gostaria que os cientistas desenvolvessem métodos que tornassem desnecessário o uso violento de qualquer ser senciente pra pesquisas biológicas.

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