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nov10

Tortura em nome da ciência (Partes 3 e 4)

Identificadas regiões do cérebro que adquirem e respondem ao medo

Ter medo é uma sensação que envolve grupos altamente especializados de neurônios que possuem funções diferentes. Um estudo liderado por Andreas Luthi, do Instituto de Pesquisa Biomédica Friedrich Miescher, na Suíca, descobriu que um grupo deles está ligado a adquirir medo e outro a responder ao medo condicionado – sensação que ocorre na segunda vez em que se passa por uma mesma situação desagradável e surge o medo associado ao que ocorreu da primeira vez

O estudo, publicado nesta quarta pela revista Nature, foi feito com camundongos e mostrou que os dois grupos de neurônios estão localizados na região do cérebro conhecida como amigdala central. A aquisição ativa neurônios na subdivisão lateral da amígdala central enquanto a resposta ao medo condicionado está na subdivisão medial.

Outro trabalho também publicado nesta edição da Nature por David Anderson e Wulf Haubensak, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, identificou um microcircuito dentro da subdivisão lateral (a que está relacionada à aquisição do medo) que ajuda a controlar o nível de “congelamento” de ações que ocorre como resposta ao medo condicionado. “

Este tipo de estudo nos ajuda a entender melhor a função relacionada a comportamento dessas células e a manipulá-la”, explicou Anderson ao iG. E completou: “Entender o papel de tipos específicos de células na amigdala é a chave para aprender como o circuito funciona e como ele é influenciado por fatores genéticos e ambientais”. Os dois trabalhos podem também, no futuro, ajudar a entender certos distúrbios. “Por exemplo, o que acontece em doenças psiquiátricas como ansiedade, fobias e estresse pós-traumático”, afirmou Anderson.


Células-tronco transformam ratos machucados em ‘super-heróis’, diz estudo

A injeção de células-tronco em camundongos machucados fez com que seus músculos atingissem o dobro do tamanho original em questão de poucos dias, criando roedores poderosos com músculos grandes e fortes que duraram o resto de suas vidas, informam pesquisadores americanos.

Se o mesmo valer para seres humanos, a descoberta poderá levar a tratamentos para doenças que causam deterioração muscular, como distrofia.

Ela poderá até mesmo ajudar as pessoas a combater a erosão natural dos músculos que vem com o envelhecimento, disseram os autores do estudo, em artigo publicado na revista Science Translational Medicine.

“Este foi um resultado muito interessante e inesperado”, disse um dos autores, Bradley Olwin, da Universidade do Colorado em Boulder.

“Descobrimos que células-tronco transplantadas são alteradas de modo permanente e reduzem o envelhecimento do músculo transplantado, mantendo força e massa”.

A equipe de Olwin fez o experimento em camundongos jovens com ferimentos nas pernas, injetando neles células-tronco musculares extraídas de camundongos doadores.

Células-tronco têm a propriedade de renovar-se constantemente, formando outras células especializadas.

Essas células não apenas repararam os ferimentos, como fizeram o músculo tratado crescer 170%.

Os cientistas acharam que a mudança seria temporária, mas ela durou por toda a vida dos animais, de cerca de dois anos.

“Quando os músculos foram examinados dois anos depois, descobrimos que o procedimento havia mudado de forma permanente as células transplantadas, tornando-as resistentes ao processo de envelhecimento do músculo”, disse ele.

Olwin e colegas disseram que a injeção das células em músculos saudáveis não gerou o mesmo efeito, o que sugere que há algo importante na associação das células-tronco com o ferimento que desencadeia o crescimento.

As descobertas encorajam estudos em humanos, mas Olwin lembra que o resultado espetacular foi obtido em camundongos, não em pessoas.

A primeira experiência não dá muitos detalhes, mas podemos ter uma ideia de como foi a coisa: provocando medo e terror nos ratos com eventos que nenhum ser humano desejaria vivenciar.

A segunda experiência eu confesso que quase me agradava, mas tive bom-senso e percebi que isso não compensa o fato de que lesionaram esses animais de propósito para fazer neles a experiência. Será que cortaram os bichinhos com um bisturi? Ou queimaram sua pele? Ou alguma outra forma de violência?

A ciência biomédica está de parabéns por manter esse império de terror e tortura a oprimir animais não humanos. Josef Mengele ficaria admirado e interessado em aprender com esses Doutores Frankensteins como fazer ciência a partir da violência.

imagrs

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