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nov10

Tortura em nome da ciência

A sequência Tortura em nome da ciência substitui a partir de hoje a Mais uma perversão de cientistas torturadores, engajando-se em mostrar, sob o ponto de vista da dignidade animal, notícias sobre experiências que, por sua metodologia, causaram o sofrimento e/ou morte de animais não humanos.

E, como era de se esperar, começamos nada bem, com a notícia abaixo:

Cientistas desenvolvem maneira de apagar memórias em ratos

Pesquisadores do Escola de Medicina da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, desenvolveram uma forma de apagar partes específicas da memória de ratos de laboratório, de forma permanente. As informações são do site TG Daily.

Os cientistas conseguiram identificar proteínas que agem em neurônios cujas atividades estão relacionadas com o medo em ratos, e também em humanos. Retirando estas proteínas de uma região específica do cérebro, os pesquisadores acreditam que podem eliminar não apenas a sensação de medo, mas também apagar lembranças traumáticas, explica o site.

Richard Huganir, professor e diretor de neurociência da universidade, e seus colegas conseguiram remover a proteína modificando quimicamente outra, a GluA1. Ratos com esta proteína modificada tiveram suas memórias de medo apagadas, enquanto aqueles com nenhuma modificação continuaram com seus medos.

Algo semelhante já existe na ficção, como no filme Brilho eterno de uma mente sem lembranças, de 2004, no qual um casal, interpretado por Jim Carrey e Kate Winslet, encontra como solução para o final de seu relacionamento: a eliminação das memórias que remetem ao romance.

Por mais que pareça ficção, porém, o Dr. Huganir acredita que a tecnologia pode ser utilizada no futuro para tratamento de doenças relacionadas com traumas, como guerras, acidentes ou estupros.

Segundo o TG Daily, o que causou esse medo nos animais foi a execução de um som muito alto e repentino, que lhes causou terror e trauma.

Imagino o que aconteceria se submetessem dessa forma forçada seres humanos a experiências que lhes induzissem ao terror e talvez à dor, causando prantos, medo, traumas dolorosos nas vítimas. Seria caso de polícia. Mas tristemente nada acontece penalmente no caso acima, porque foi em seres “inferiores”, mesmo dotados da mesma capacidade de ter sentimentos dolorosos e sofrer.

O medo foi “curado” pela supressão da tal proteína, mas isso não compensa o sofrimento que se passou. Ou as pessoas achariam válido submeter-se a torturas apenas por saber que era uma tormenta temporária?

imagrs

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