14

dez10

Tortura em nome da ciência (Parte 11)

Maconha pode conter câncer de mama, diz pesquisa

Os componentes ativos da maconha e seus derivados poderiam reduzir o crescimento do câncer de mama e a aparição de metástases, constata uma equipe de cientistas espanhóis que testou os efeitos desta droga em ratos.

Em comunicado, os pesquisadores da Universidade Autônoma de Madri (UAM), da Universidade Complutense de Madri e do Centro Nacional de Biotecnologia destacaram nesta segunda-feira que os cannabinoides podem deter e acabar com as células derivadas de tumores de mama.

Essa descoberta acaba de ser publicada na revista Cancer Cell, na qual os cientistas explicam que a pesquisa foi realizada com ratos afetados pelo modelo genético de câncer de mama MMTVneu. Estes animais, segundo a UAM, geram de forma espontânea tumores de mama que posteriormente são transferidos por metástase ao pulmão, porque expressam elevados níveis de uma proteína chamada “oncogene ErbB2”, também presente nos humanos que sofrem deste tipo de câncer.

Os pesquisadores indicaram que a propriedade antitumoral desses elementos parece vir dada pelo receptor de cannabinoides CB2, enquanto os efeitos psicotrópicos associados a esta droga se devem fundamentalmente ao receptor CB1, que é – nas palavras dos especialistas – “o que se expressa predominantemente no sistema nervoso”.

Não tenho muito o que comentar sobre a questão do uso da maconha – vêm sendo muito questionadas as informações, talvez míticas, dos supostos males biológicos causados pelo ato de fumar maconha, e não vou entrar no mérito da questão aqui e agora. Mas comento com disposição duas coisas:

a) A falta de reação d@s leitoræs antimaconha ao ato de dar maconha a ratos (nos comentários da notícia linkada acima). Ainda se acredita muito no senso comum que a maconha é tão perversa quanto a cocaína ou o crack, mas nada se falou contra a experiência. A maioria aceitou que os animais fossem submetidos a substâncias (THC e outros canabinoides) de efeito pouco conhecido, como se não houvesse qualquer problema ético em sujeitar seres sencientes a experiências de tentativa-e-erro que pode(ria)m lhes custar a saúde e/ou a vida.

b) O fato de terem condenado os animais experimentados ao sofrimento com o câncer desde sua fase embrionária. Ou seja, condenados desde antes de nascer a contrair a doença mortal – e até mesmo a metástase lhes foi predestinada geneticamente. Uma autêntica contraeugenia, na qual o ser já nasce com sua vida “inferiorizada” por algo que está programado para matá-lo precocemente. Condenar geneticamente animais, humanos ou não, a nascer com um câncer certo de virar metástase, isso nem Josef Mengele em seus sonhos mais insanos previa.

Mais uma vez parabenizo a comunidade científica vivisseccionista, que se diz incapaz de criar tecnologias substitutas da experimentação animal mas exerce muita criatividade, uma “admirável” capacidade de inovação, em criar métodos mais e mais bizarros de torturar animais e condená-los a mortes sofridas.

imagrs

Seja a primeira pessoa a comentar

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo