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dez10

Tortura em nome da ciência (Parte 12)

Estudo encontra possível substância cancerígena em água potável

Um grupo ambientalista descobriu que a água potável de 31 cidades dos Estados Unidos contém cromo hexavalente, uma substância provavelmente cancerígena, noticiou o jornal The Washington Post este domingo. O estudo do Environmental Working Group – o primeiro ao nível nacional que mede a presença desta substância química nos sistemas de água americanos – será publicado na íntegra na segunda-feira, acrescentou o jornal.

A organização encontrou cromo hexavalente na água que sai da torneira de 31 das 35 cidades americanas. Vinte e cinco delas tinham níveis que superaram a meta fixada pela Califórnia, que faz uma intensa campanha para reduzir as substâncias químicas no sistema de abastecimento de água.

A agência federal de Proteção Ambiental analisa a possibilidade de estabelecer um limite para as concentrações de cromo hexavalente na água potável. As autoridades estão revisando o produto químico, depois que o Instituto Nacional da Saúde o considerou como “provável cancerígeno” em 2008.

O cromo hexavalente é considerado há muito como causador de câncer de pulmão, quando inalado, e há pouco os cientistas determinaram que pode causar câncer em animais de laboratório, quando ingerido. Nos animais, foi vinculado a danos hepáticos e renais, leucemia e câncer de estômago.

Usado amplamente como um químico industrial até a década de 90, o cromo hexavalente ainda é usado em algumas indústrias como a de cromagem e fabricação de plásticos e corantes. A substância também pode ser infiltrar nas águas subterrâneas, através de minerais naturais.

Às vezes eu penso a toxicologia experimental (TE) como uma autência ciência “do mal”, uma vez que hoje em dia ainda depende essencialmente dos piores métodos de tortura e assassinato de animais não humanos, métodos que causam sofrimento indescritível. Vale conferir um exemplo de como esse ramo da toxicologia possui métodos autenticamente criminosos conferindo meu artigo que comenta a Portaria 15/1988 da ANVISA.

O caso acima é uma amostra de como a TE chega às suas conclusões causando gravíssima violência e muito sofrimento. Para se poder afirmar que o cromo hexavalente é tóxico, foi necessário induzir animais (talvez camundongos, coelhos, cães, porquinhos-da-índia) a danos orgânicos muito dolorosos – alguns cânceres e danos no fígado e nos rins.

Sem falar que os animais muitas vezes são mortos em sua agonia para que se verifique o estado dos órgãos.

Na TE, os animais são apenas objetos brutos de experimentação, coisas autômatas com a mesma “vida” de um robô ou de um eletrodoméstico. Seu sistema nervoso, incluindo o cérebro, só é levado em consideração porque @s toxicologistas se interessam em saber qual o efeito das substâncias no sistema nervoso humano. Ou seja, não é visto como um sistema fundamentador da senciência e dos sentimentos dos bichos que são torturados por essa gente.

Se a TE estiver começando a conhecer a dignidade e a ética e substituir sua metodologia, peço que me avisem pelos comentários.

imagrs

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