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dez10

Tortura em nome da ciência (Parte 8)

Estudo: diabetes não tratada reduz colesterol para o cérebro

Estudo de pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, indica que diabetes não tratada pode reduzir a quantidade de colesterol disponível para o cérebro. Níveis baixos de colesterol são ligados ao mal de Alzheimer e a outras doenças degenerativas. As informações são do site da revista New Scientist.

Os cientistas compararam genes em amostras de cérebro de rato com diabetes do tipo 1 e tipo 2 de encontro com amostras de ratos saudáveis. A atividade destes genes envolvidos na produção de colesterol na área que envolve a manutenção de energia do cérebro foi reduzida em 25% nos dois grupos de ratos diabéticos. Mas quando foram tratados com insulina, os efeitos foram contrários.

Colesterol colabora na sustentação da comunicação neuronal, ajudando as células a formarem conexões uma com as outras. A pesquisa oferece novas opções nos estudos sobre a ligação de insulina e produção de colesterol no cérebro, segundo os cientistas.

Das notícias que falam de experiências com cobaias, poucas são como a acima, que deixa quase claro que os animais explorados na pesquisa foram assassinados para análise posterior de suas vísceras. Não bastou os ratos em questão serem obrigados a nascer doentes, portadores de diabetes (e eu, que tenho caso na família, sei como o diabetes é pernicioso e causa sofrimento), eles ainda foram mortos para que seus cérebros fossem analisados.

Infelizmente a mídia e a comunidade científica insistem em alienar a sociedade, incutindo-lhes a crença de que a vivissecção é o maior tesouro da ciência biológica, é insubstituível e nada tem de eticamente questionável. Notícias que relatam experiências a consistir em claros expedientes de tortura e assassinato o fazem como se fosse a coisa mais natural do mundo, como se causar câncer num animal ou matá-lo para arrancar seu cérebro fosse tão elogiável quanto abraçar um/a amig@. A pergunta mais natural que pessoas como eu recebem quando criticam a tortura em nome da ciência é: “Você preferiria que usassem seres humanos nessas pesquisas?”, numa manifestação da dicotomia “Ou fere e mata animais não humanos ou fere e mata humanos” que ignora a existência, mesmo futura, de métodos que poupem a vida e a integridade biológica de qualquer animal (humano ou não).

E a doutrina de pesquisar com crueldade e sem ética permanece forte, décadas depois da última experiência da equipe do nazista Josef Mengele.

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