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Tortura em nome da ciência (Parte 9)

Como diriam as “vítimas” das Pegadinhas do Mução, não têm o que fazer não?

Robô de Lego assusta ratos em nome da ciência

Pesquisadores da Universidade de Washington projetaram um robô de Lego criado especificamente para assustar ratos. O Robogator, como foi chamado, pretende compreender melhor o mecanismo de medo nos animais e, possivelmente, em seres humanos.

Geralmente as pesquisas associadas a medo em animais utilizam mecanismos análogos “criados por Pavlov”, nos quais um sinal como uma sineta ou uma luz é emitido antes de um choque aplicado diversas vezes. Depois de repetida algumas vezes, o animal associa a luz ou sineta ao choque, e “se assusta” com a simples presença do sinal. Este método indireto, porém, tem diversas limitações que o Robogator tenta contornar usando uma abordagem mais realista.

O robô foi criado a partir de um kit Mindstorms da Lego e emula uma ameaça familiar a ratos com sua mandíbula cheia de dentes projetados. O rato é então solto em uma gaiola em que há um “ninho” seguro e um alimento que é colocado em distancias diferentes a cada vez.

A presença do assustador robô faz as cobaias buscarem menos o alimento, até que suas amídalas (as que ficam no cérebro, não as da garganta) sejam lesionadas. Neste caso, os ratos perdem o medo e se arriscam muito mais em busca do alimento. Ao hiperestimular as amídalas, o contrário acontece e os ratos praticamente não saem em busca de alimento.

O resultado da pesquisa está longe de ser revolucionário, pois já é sabido que as amídalas exercem um importante papel na sensação de medo em humanos e animais. É justo o robô de lego e sua a abordagem “semi-naturalística” que garantiu ao artigo o destaque no periódico científico PNAS em que foi publicado. Vídeos do experimento podem ser acessados no site do laboratório (http://j.mp/hpcM7I).

É notável que a mentalidade de grande parte d@s cientistas não admite possibilidade de se criar tecnologias inovadoras para substituir experiências com cobaias, mas sobra criatividade para se inventar as mais diversas formas de torturar e causar dor e sofrimento nos animais explorados.

Não sabem fazer um coração humano virtual, mas sabem criar monstros perseguidores de animais.

A coisa agora é construir monstrinhos para causar terror e medo em ratos, transformando sua angústia de estar sendo perseguido por um predador em variável científica. Que divertido! Que revolucionário!

Que me desculpem o juízo de valor, mas a cada dia a ciência vivisseccionista me impressiona por sua criatividade voltada para o mal.

imagrs

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ruth iara

dezembro 8 2010 Responder

Não se assuste, meu amigo, começo a escrever com uma ironia um tanto sarcástica que me é peculiar depois de testemunhar o absurdo. :{
Robson, eu até entendo porque muitas pessoas viram as costas para este tipo de fato. É que este tipo de fato, de experiência é algo muito chato de saber. A gente bem poderia estar lendo um romance de José de Alencar ou se deliciando com uma poesia de Cecília Meireles, vendo uma novela da Globo e nem ficar sabendo nada sobre torturas. Saber isso são os ossos do nosso ofício como protetores alertas dos animais. É a parte de terror. É ter por amor a coragem de vivenciar o pesadelo em nome de um sonho. Esse tipo de relato poderia ter imagens terríveis para chamar a atenção e todos nós temos uma curiosidade mórbida por imagens assustadoras como aquelas dos monstros criados por nós mesmos.
Tem gente que não vai querer saber. Eu tenho uma tendência a nem querer saber de coisas assim, te confesso. Mas, tenho também muito amor e justiça e na hora em que estes fatos se apresentam aqui narrados por ti, sem sangue derramado, sem monstros, sem mostrar a imagem dos ratinhos maltratados que através das palavras aprecem na tela da imaginação, sinto claramente de que lado estou. Estou do lado das vítimas destes festivais de narcisismo científico que não levam a nada. São como a piada mórbida da cientista com sua aranha que te contei no twitter. A cientista que tira todas as pernas da aranha e assim mostra que a aranha não anda sem as pernas!!!
Não posso dizer: para mim chega, pura e simplesmente. Mas, protesto contigo. Deixo de usar produtos de origem animal. Vamos pensar muito nos remédios também. Somos criaturas muito diferentes dos outros humanos. Nossas vidas são uma prova viva de que não precisamos do sofrimento de nenhuma criatura para estarmos aqui, vivermos e sermos muito felizes. E só seremos muito felizes se deixarmos de causar sofrimento aos demais no caso de não sermos psicopatas como devem ser muitos destes cientistas. O psicopata marginal pratica crimes e é preso ou marginalizado. O psicopata bem sucedido nasceu no ambiente geneticamente correto para desenvolver um potencial que a anos a natureza seleciona para ser o mais forte e se tornar um grande predador. Um grande predador da própria espécie, tendo em vista que as presas de outras espécies já estão quase que totalmente dominadas ou extintas.

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