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Vale a pena apoiar a WSPA?

Pense nisso depois de ler o texto abaixo, que reproduzi do Vista-se.

 

WSPA e o bem-estarismo
por Fabio Chaves

O objetivo da WSPA não é acabar com a matança de animais, é fazer com que eles sejam mortos de forma “menos cruel”.

Muitos de vocês certamente já receberam e-mails pedindo assinaturas para campanhas da WSPA. E estes e-mais são sempre bem feitos e os hotsites que colhem as assinaturas também. Recentemente um amigo me repassou um e-mail dessa entidade pedindo minha ajuda para acabar com a crueldade no abate de renas nos países nórdicos. O link é este. Analisei bem e mais uma vez decidi não assinar uma campanha da WSPA.

Essa entidade, com sede em Londres, faz grandes campanhas, tem apoio de famosos e comove até os onívoros mais durões com seus vídeos bem produzidos, mas é só ler os textos que eles propõem e navegar no site deles que você vai ver que eles chamam animais de alimento e que têm até fazenda-modelo, uma no Brasil e outra na China, onde ensinam como se deve tratar um animal com o intuito de matá-lo. Leia sobre a fazenda-modelo aqui.

Não é a toa que esta “fazenda-modelo” tem o apoio da FAI, que por sua vez tem o apoio do McDonalds. É muito mais lucro no bolso dos fazendeiros: animais mortos de forma humanitária dão às pessoas a falsa impressão de que estão comendo algo que não é cruel e anti-ético. No Brasil, a fazenda-modelo fica em Jaboticabal-SP e produz, além de carne de “boi-verde”, os “frangos-felizes” e orgânicos que a empresa Korin vende por aí e que muita gente compra e chega em casa com aquele bicho morto dentro de um saco gelado e mostra com orgulho para a família: “Olha, criado solto!”. Quanta felicidade…

Há algum tempo, quando eu não conhecia bem o objetivo da WSPA, recebi um e-mail pedindo minha assinatura para “acabar com a crueldade com os bois do Brasil” ou algo do tipo. Assinei. Lendo bem, depois, vi que eles propunham que os animais fossem mortos perto do lugar onde são criados e que não fossem transportados por longas distâncias antes de morrer porque este trajeto causaria stress no animal. Me arrependi muito de ter assinado mas desde então fiquei com o pé atrás  com a WSPA.

A perguntam fica no ar: É certo matar, seja com ou sem stress, com ou sem dor?
O fato é que é desnecessário matar animais, portanto não se faz necessário todo esse trabalho da WSPA a não ser que tenha interesses financeiros ocultos. A organização ensina pecuaristas a ganhar mais dinheiro com a escravidão de animais e tem uma posição bem clara quanto a isso em suas páginas, como nesta. Não me espantaria descobrir que a maior parte dos recursos desta organização vem de exploradores de animais.

imagrs

7 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Luana

março 8 2011 Responder

Olá, você poderia enviar este texto para umas pessoas que eu conheço e confiam cegamente
nessa organização além do que não levam a sério a causa!! qq coisa me envia um email Aguardo

    Robson Fernando

    março 8 2011 Responder

    Luana, você é livre pra reproduzir e encaminhar o texto, desde que preserve a autoria ;)

    bjs

      Luana

      março 9 2011 Responder

      ok obrigada!!

Luana

março 7 2011 Responder

Concordo plenamente com o que o autor acabou de explanar pois o intuito maior é explorar cada vez mais!!!
Além disso eles promovem todo ano um ridículo concurso!! para os universitários para passear na Inglaterra
e com isso favorecer cada vez mais a lavagem cerebral…porque eles só divulgam as fazendas modelos, e não fazendas de lá que foram “convertidas”… em produzir (aprizionar) animais de “forma humanitária”
Esses alunos são uns tremendos idiotas!!!!!Porque depois querem vi dizendo que aprenderam! No entanto só estão repetindo o que eles querem porque nunca os europeus irão modificar o seu estilo de produção!!! E ainda dizem que são melhores do que nós!!

Ellen

janeiro 29 2011 Responder

Obrigada por esse texto. Não sabia que o wspa era a favor da matança dos animais.
Chega de incoerência. Ou você gosta de animais ou não gosta. Se gosta não incentive a carnificina.

Caroline J.

dezembro 14 2010 Responder

Eu concordo com o Fabio. Mas ao mesmo tempo fico pensando: será que não é um caso, ao menos temporário, de “dos males o menor”? As pessoas não vão todas deixar de comer carne tão cedo, nem o abate de animais pela carne vai terminar de repente. Será que se eles ao menos forem melhor tratados no processo, não é um pouquinho melhor do que da maneira que está? Ou temos que pensar mais no estilo “ou tem que ser perfeito, ou não existe melhora aceitável”…?

    Robson Fernando

    dezembro 14 2010 Responder

    Caroline, é aquela coisa que divide opiniões. Eu mesmo vejo a coisa muito mais como uma forma de perpetuar uma forma de exploração do que o estímulo de um abolicionismo gradual. Mas outra pessoa pode pensar na máxima “um passo de cada vez”.

    Se é pra dar aos animais uma vida menos e menos miserável, eu defendo leis proibitivas e restritivas, que corroam a pecuária pelas bordas, e não a tornem mais “humanitária”, “ética” ou aceitável aos olhos da população. Por exemplo, proibir o abate à marreta no ano 1, proibir o confinamento no ano 2, proibir o roubo de bezerros (pra produção forçada de leite) no ano 3… Tudo no proibir e restringir.

    Essa coisa de restringir aos poucos vem dando certo na questão do tabagismo no Brasil. Cada vez temos menos fumantes e mais gente querendo largar o cigarro – a não ser grupos de cabeças-ocas que remam contra a maré e começam a fumar, cujos casos precisam ser sociologicamente estudados.

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